Pedestres estão atrás somente dos motociclistas entre os mais vulneráveis no trânsito
qua, 18 de maio de 2016 08:20Da Redação
Motoristas que abusam da velocidade ou do consumo de álcool aparecem nas estatísticas como principais responsáveis por atropelamentos de pedestres nas vias públicas. Aliados a estes fatores estão a falta de infraestrutura e de condições de visibilidade.
No mês de abril, de acordo com levantamento da Gazeta do Triângulo, somente dois acidentes envolveram pedestres em Araguari, mas esse número costuma ser maior, vitimando idosos e crianças.
Na avaliação dos especialistas em trânsito, o pedestre precisa estar mais atento para evitar acidentes, uma vez que ele não possui os acessórios e equipamentos de proteção de quem está no veículo. Os sentidos precisam estar sempre aguçados, em especial a visão e a audição, para minimizar os riscos. Ver e ser visto no trânsito é uma premissa para manter-se seguro.
Os pedestres estão somente atrás dos motociclistas entre os mais vulneráveis do trânsito. Em 2014, 31% das indenizações pagas por morte pelo Seguro DPVAT foram para pedestres, sendo mais de 16,2 mil pessoas. Outras 115.750 foram indenizadas por invalidez permanente, o que corresponde a 20% dos prêmios pagos no período.
Para as autoridades, a responsabilidade pela segurança no trânsito deve partir de todos que utilizam as vias públicas. Somado a isso, o poder público e empresas que administram o tráfego devem ter o compromisso de atuar na qualidade do sistema viário.
A legislação apresentou avanços nos últimos anos na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe), Eduardo Daros, especialmente na prioridade ao pedestre que atravessa a faixa de segurança, item reforçado no artigo 70 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
“Conceitualmente, o pedestre hoje faz parte do trânsito e não é mais um ser estranho que somente teria segurança rodando em torno do quarteirão. Todos somos pedestres e a liberdade de andar a pé é um direito natural que não pode ser cerceado”, destacou Daros.
Pesquisa publicada recentemente mostra que caminhar com fones de ouvido ou teclando no celular aumenta três vezes os riscos de o pedestre sofrer um acidente. A tese é reforçada por levantamento da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, que revela o uso de telefone celular por 66% dos pedestres atropelados.
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