Engenheiros apontam problemas técnicos no cruzamento das avenidas Coronel Theodolino e Minas Gerais
qua, 29 de julho de 2015 07:09Da Redação
Secretaria de Obras afirma que não há riscos de novos desabamentos no local
Engenheiros Civis de Araguari apontaram, nessa terça-feira, 28, problemas técnicos relacionados às obras emergenciais realizadas no cruzamento das avenidas Coronel Theodolino Pereira de Araújo e Minas Gerais.
De acordo com o engenheiro José Radi Neto, a empresa responsável pelas obras não construiu muros de contenção no local. “Devido a essa falta, na primeira chuva que houver, todo o material de cascalho fino será carregado, pois é de pequena granulometria”.
O engenheiro afirma também que os taludes estão com inclinação acima do permitido. “Eles deveriam estar com inclinação abaixo de 30 graus, mas estão com mais de 70 graus. O indício de que a terra está deslocando para o lado do córrego são as trincas que estão aparecendo no local”.
José Radi comenta que o tráfego de caminhões pesados pode comprometer ainda mais o local. “A irradiação da carga atinge os taludes e pode acarretar em desabamentos. Existe também o risco de queda vertical de pessoas em mais de 20 metros, pois o passeio é muito pequeno”. Outro questionamento é a vazão de água dentro das aduelas. “São peças que fazem a canalização, mas com a água, podem acabar soltando e fazer com que toda a avenida desabe”.
O secretário de Obras, Odon Queiroz Naves, afirma que a denúncia é infundada. “Em 2011 havia o recurso de mais de R$ 2 milhões disponíveis para essa obra, mas a prefeitura não conseguiu fazer. Em fevereiro de 2015, com o período chuvoso, foi identificado o assoreamento ao lado do antigo Curtume. Fizemos a interdição, a prefeitura realizou um laudo e contratamos uma empresa de engenharia qualificada”.
Segundo o secretário, a causa do assoreamento foi a forma como a água era jogada no local. “Deslocamos a saída para cima do canal e fizemos com que a água seguisse o leito natural do córrego. Foram feitos os taludes de terra em contenção, mas como não estamos no período chuvoso, ainda não colocamos a grama”.
Odon Naves acrescenta que o período chuvoso não oferece riscos de desabamento. “Fizemos uma caixa de captação de água pluvial. Todo esse trabalho foi acompanhado pelo engenheiro Cláudio Paes de Almeida. Todo o nosso trabalho é respaldado por profissionais da área de engenharia, portanto, pedimos para que as pessoas apresentem laudos técnicos na prefeitura, caso acreditem que haja algum problema”.
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