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Servidores federais reivindicaram por melhorias trabalhistas em Araguari

qua, 15 de julho de 2015 08:09

Da Redação

Em visita ao município, coordenadores do SITRAE-MG discutiram a continuidade da paralisação

As justiças Federal, do Trabalho e Eleitoral permanecem em greve aguardando a aprovação de revisão salarial na esfera do Executivo. A intenção dos servidores é continuar com a paralisação até o dia 21 de julho, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) se pronunciará sobre sanção do Projeto de Lei número 28/2015.

Os servidores dos três municípios se encontraram para tratar de questões ligadas à continuidade da greve e suas metas

Os servidores dos três municípios se encontraram para tratar de questões ligadas à continuidade da greve e suas metas

 

A matéria trata da melhoria salarial da categoria e o escalonamento do reajuste com integralização somente em dezembro de 2017, ou seja, o impacto total somente será absorvido pelo orçamento a partir de 2018. Para discutir este assunto, os coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal do Estado (SITRAE-MG), Alexandre Magnus e Sandro Luís Pacheco estiveram no município na última segunda-feira, dia 13.

Na ocasião, se reuniram com os servidores para reforçar a necessidade de intensificação do movimento. “Agora, esperamos a decisão da presidente em sancionar ou vetar o projeto que prevê a recomposição inflacionária dos salários dos servidores públicos aguardada pelos servidores desde 2006,” comentou o chefe da 16ª Zona Eleitoral, Fernando Guetti, que também esteve presente na mobilização.

A 1ª Vara de Trabalho de Araguari aderiu ao movimento grevista no dia 24 de junho, e segundo os servidores, seus salários estão congelados há nove anos. Durante o período de greve, a Justiça Eleitoral de Araguari está realizando apenas trabalhos de urgência e atendimento ao eleitor como expedição de alvará, entrega de guias, dentre outros serviços essenciais e para isso, a primeira Vara do Trabalho mantém 40% de seu efetivo.

Os coordenadores também seguiram para Uberlândia onde se encontraram com trabalhadores daquela unidade, bem como, Carlos Humberto Rodrigues, da Justiça Federal de Uberlândia. Posteriormente, em Uberaba cerca de 30 servidores federais  vestidos de preto, fizeram um ato público na praça Rui Barbosa, na região central da cidade, dentre eles, participaram trabalhadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que desde a semana passada também estão em greve por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A categoria reivindica reajuste de 27%, além de incorporação das gratificações no salário básico. Cartazes e caixa de som contribuíram para reforçar a mobilização, que teve também o reforço da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe).

A orientação da Justiça Federal é de que nos dias 16, 20 e 21, as unidades paralisem totalmente seus serviços para pressionar o Governo. Em sua fala, os coordenadores do Sindicato reafirmaram que a greve é legal e uma forma de fazer com que a presidente da República sinta o poder e a força de mobilização dos servidores, uma vez que, se ela vetar o projeto, a categoria irá para Brasília no intuito de “convencer” o Congresso Nacional a derrubar o veto.

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