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Famílias registram dois desaparecimentos no mesmo dia em Araguari

ter, 30 de junho de 2015 06:12

Da Redação

Uma das jovens segue desaparecida desde a semana passada

Manhã de terça-feira, 23. A jovem Rayane Cristina Costa, de 17 anos, deixa a casa na avenida Batalhão Mauá com destino a escola. À noite, A.P. G.M. (12) saía de sua residência, no bairro Novo Horizonte. Apesar de distintos, os casos reuniram duas famílias por um sentimento em comum. Aquele foi o último dia em que as jovens seriam vistas pelos moradores.

Desde que os desaparecimentos foram registrados, uma intensa mobilização se formou em busca das adolescentes. Em contato com os policiais, a mãe de Rayane repassou a informação de que a filha havia sido vista por uma estudante pela última vez na entrada da escola, situada na rua Coronel José Ferreira Alves, centro. Ainda segundo a mulher, a jovem apresenta sintomas de depressão e toma medicamentos controlados. Além disso, estaria suspeitando de gravidez.

Durante os rastreamentos, um rapaz chegou a relatar uma conversa com a jovem pelas redes sociais, porém ela não teria atendido nenhuma de suas ligações. Enquanto isso, família, amigos, polícia e Conselho Tutelar procuram por respostas. De acordo com o boletim de ocorrências, não é a primeira vez que a menina se ausenta.

Da mesma aflição viviam os familiares da outra menina até a tarde dessa segunda-feira, 29, quando ela foi localizada e entregue com saúde aos responsáveis. A suspeita é que a adolescente tenha fugido com outra jovem, de 19 anos, em função de um relacionamento amoroso.

Após uma semana, as equipes seguem em busca do paradeiro de Rayane. Procurada pela reportagem, a delegada de Proteção à Mulher, ao Idoso, à Criança e ao Adolescente, Paula Fernanda de Oliveira, adiantou que aos poucos os casos devem ser elucidados.

“Geralmente os desaparecimentos ocorrem durante uma semana. Estamos acompanhando a situação e cumprindo os devidos procedimentos. Recebi a informação de que a mãe da jovem foi ouvida e iremos colher as informações necessárias com os investigadores para seguirmos com os próximos passos e localizá-la”, antecipou a delegada.

Embora tenha pedido cautela acerca dos casos recentes, Paula Fernanda defendeu o diálogo entre os moradores como a melhor alternativa para evitar novas situações semelhantes.

“Ainda é prematuro comentar algo em relação a esses dois desaparecimentos, até por não termos algo concreto. Mesmo assim, casos como esses na maioria das vezes são motivados por desentendimento familiar. É por isso que sempre priorizamos o diálogo como a melhor saída. A comunicação entre os pais e os filhos é fundamental para chegar a um consenso e resolver as situações”, orientou.

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