Eleições de 2018: o começo
ter, 23 de junho de 2015 06:23Gabriel Bocorny Guidotti
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo.
Após a derrota nas eleições presidenciais de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) sabia de sua missão: permanecer sob os holofotes. E está fazendo isso com eficiência. Aproveitando o momento de instabilidade política e econômica que vive o país, o tucano é implacável nas críticas ao governo, liderando uma oposição que se fortalece a cada dia. Pode ser um vento sazonal, mas se a situação permanecer assim, Aécio surge como favorito para o pleito de 2018.
A mais recente pesquisa Datafolha, do jornal ‘Folha de S. Paulo’, confirma essa tendência. Avaliando as intenções de voto de possíveis presidenciáveis, o levantamento constatou que Aécio, hoje, seria eleito, amealhando 35% da preferência. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consta com 25%. Marina Silva (PSB), enfraquecida no último pleito, aparece com 18%. Eduardo Paes (PMDB), Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) representam 2% cada um. Ainda, 11% para votos brancos, e 5% para entrevistados indecisos.
É claro que ainda falta muito tempo até as eleições de 2018, mas essas projeções são importantes para avaliar em que pé está a visão do povo sobre a política. Meses após a reeleição de Dilma Rousseff, a pesquisa nada mais indica do que o esgotamento do PT no poder. O envolvimento do partido em inúmeros escândalos de corrupção afastou sua credibilidade. Lula, assim sendo, surge como um salvador da pátria. Não há nome que possa rivalizar com a oposição nesse momento.
Resta saber se, até as próximas eleições, Lula estará livre pela lei. Especula-se que na 14ª etapa da Operação Lava Jato, batizada de ‘Operação Erga Omnes’, podem aparecer denúncias contra o ex-presidente. Algo que o povo brasileiro sempre cogitou, mas nunca apareceram provas contundentes. Até que se mostre o contrário, ele é inocente e permanece como o grande líder que poderá salvar o PT da derrocada. A legenda teve conquistas significativas em nosso país, mas se afastou demais de suas bandeiras históricas. Muito trabalho pela frente, portanto.
O jogo político brasileiro está efervescente. Inequivocamente, Dilma não enfrenta apenas a oposição de Aécio, mas também uma que nasceu dentro do próprio quintal. O PMDB, de Temer, Cunha e Calheiros mais atrapalha do que ajuda a presidente. O próprio Lula a criticou em discurso recente. Resta aguardar e ver as peças do tabuleiro se movendo. Até 2018, há muito por acontecer.
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