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Concessionárias de rodovias geram milhares de empregos em Minas Gerais

sáb, 20 de junho de 2015 06:20

Da Redação – Com Assessoria

Araguari está na lista das cidades beneficiadas

Independente da polêmica discussão se as estradas brasileiras devem ou não ser administradas pela iniciativa privada, as concessionárias que atuam em Minas Gerais, tem ajudado a reduzir o desemprego, que voltou a crescer no estado e no Brasil, sobretudo nas cidades do interior, onde funciona a maioria das praças de pedágio.

Praça de pedágio da MGO gerou emprego para diversos araguarinos

Praça de pedágio da MGO gerou emprego para diversos araguarinos

 

O número de empregos diretos e indiretos gerados passa de seis mil, nas áreas concedidas a quatro empresas (Via 040, MGO, Nascentes das Gerais e Auto Pista Fernão Dias) e novas oportunidades serão abertas nos próximos meses. Os salários variam de R$ 854 a mais de R$ 1,5 mil, com remuneração variável para as equipes de primeiros socorros, contratadas por empresas terceirizadas.

São agentes que trabalham nos caixas das praças, motoristas de guinchos, enfermeiros e médicos em ambulâncias, trabalhadores em faxinas dos pontos de suporte aos viajantes, entre outras funções. Muitas têm benefícios, como plano de saúde e vale alimentação. Por uma questão de logística, a maior parte dessas vagas é oferecida nas cidades de influência das concessionárias.

Beatriz Almeida, de 23 anos, trocou de emprego há um mês. “Eu era monitora de alunos numa instituição de ensino. Agora sou operadora de centro de controle de arrecadação. Meu salário quase triplicou”, conta. O colega de repartição Kleiton Silva, de 28, também teve ganho na remuneração: “Fui responsável pela área de controladoria de uma montadora. Cheguei há cinco meses com uma remuneração maior”.
À exceção das funções que exigem curso superior, as contratantes determinam, no mínimo, o ensino médio. A jornada para a maioria das funções é de 44 horas semanais.

Benefício local

A MGO, que venceu a licitação para tomar conta do trecho da BR-050 por 30 anos (2014 a 2044), com o investimento na rodovia de R$ 3 bilhões viabilizou a cobrança das tarifas em abril.

“Os benefícios para a economia dos municípios podem ser observados. Geramos, atualmente, 976 empregos diretos e aproximadamente 1,8 mil indiretos. Nas seis praças de pedágio, são 243 agentes de arrecadação contratados. Na prestação do Serviço de Atendimento ao Usuário (socorros médico e mecânico, inspeção de tráfego, apreensão de animais e combate a focos de incêndio) atuam 270 profissionais. Na área administrativa há mais 118”, informou Sérgio Luccas, analista de Comunicação da MGO.

Ainda há o pessoal que trabalha nas obras de recuperação, conservação e sinalização da rodovia. A função é feita por empresas terceirizadas, que geram atualmente 351 postos. “O número triplica no pico das obras”, destaca o analista de Comunicação.

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