Ficha Técnica – HERÓI ANÔNIMO
qua, 3 de junho de 2015 09:23Da esquina das ruas Tertuliano Goulart e Jaime Gomes, no centro de Araguari, as lembranças de uma infância fadada a desafios. Criado ao lado dos cinco irmãos, recebeu o apelido que o acompanharia durante toda a vida numa apresentação teatral da escola. Em sua cidade natal, seria o eterno Tiela, em alusão a um personagem mexicano da época. Fora dali, atenderia por Marcelo Aguilar, o imortalizado zagueiro que aprendeu quando não se deve seguir o conselho dos outros.
Marcelo tinha o sonho de entrar para o Exército, porém foi no time do dente de leite do Araguari Atlético Clube que viu sua vida se tornar um recanto de fantasias. Num belo dia em 1975, foi convidado a participar de um teste para entrar no Botafogo, do Rio de Janeiro. Deixou a cidade maravilhosa com as palavras do treinador – “Você precisa estudar, não tem perfil de um jogador de futebol, é magro demais”, disse o avaliador que anos depois amargaria um indigesto arrependimento.
A resposta viria na derrota da seleção carioca para a mineira no Campeonato Brasileiro de Seleções. O jovem, como esperado, não seguiu o conselho e despertou a atenção do treinador, que chegou a perguntar para o goleiro do time rival quem era aquele jogador. “É o mesmo que o senhor dispensou anos atrás”, respondeu. Relatos de alguém que se acostumou com desafios dentro e fora das quatro linhas.
Marcelo Aguilar passou dez anos no Goiás, onde foi cinco vezes campeão estadual e até homenageado no Maracanã como um dos destaques do Brasileiro de 1983. Jogou ao lado de personagens como Dadá Maravilha, Sócrates, Rondinelli, Túlio Maravilha e Luvanor, maior nome do futebol goiano, que ainda o levou para um empréstimo no Catania, da Itália. Se dependesse da equipe, permaneceria muito mais no período áureo daquela época, quando Maradona, Zico, Falcão, Platini, Cerezo e Paolo Rossi se juntaram no campeonato italiano. O presidente esmeraldino não poderia permitir a perda de seu fiel escudeiro.
Apesar disso, Marcelo não retornou mais ao Goiás. Com o fim do contrato, se mudou para Uberlândia, onde visitaria o céu e o inferno. Estava no auge, chegando à terceira posição do estadual, quando um choque com um adversário comprometeu sua carreira. O rival entrou em convulsão, e o zagueiro sofreu um traumatismo craniano, causando um grave problema ocular. Passou por duas cirurgias e ainda vestiu as camisas do São Bento de Sorocaba (SP) e do Botafogo de Ribeirão Preto (SP). Ainda assim, era hora de defender a saúde.
Recentemente, ele superou um câncer no esôfago. Valente nos gramados, o zagueiro artilheiro lutou pela vida. Hoje, ele trabalha como funcionário público. Fã de Pelé, Garrincha e Zico, amigo de Dadá e eterno amante do futebol. O Tiela, como ainda é conhecido, pode até passar despercebido pelas ruas de sua cidade, mas a imagem de Marcelo Aguilar dificilmente será apagada das páginas que ele mesmo ajudou a escrever.
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Linda mensagem!!
Esse é o meu compadre, amo muito
Meu amado irmão,que mensagem linda !Nos faz voltar no tempo de nossas recordação.Te a!mo.
Meu ” papito linnndo”!!!! É muito lindo a reportagem . PJ Godoy, muito obrigado por lembrar do meu pai. Estou muito orgulhosa dele, muito obrigado por este bonito gesto. Lhe desejo muito sucesso na vida. Obrigado!
Grande Marcelo amigo que a muito tempo não vejo,tive o prazer de jogar com ele no São Bento uma pessoa de coracao8de ouro era o nosso paizão além de seu meu ídolo…saudades desse grande amigo….abraços