Trote Universitário solidário atrai voluntários em menos de meia hora
sex, 17 de abril de 2015 06:33por Mel Soares
A iniciativa solidária realizada pela IMEPAC-Araguari (Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos) obteve excelentes resultados na manhã desta quinta-feira, 16.
O Trote Universitário começou às 8h30 e em menos de trinta minutos, todas as fichas haviam sido entregues a estudantes e comunidade em geral, que além de doarem sangue ainda tiveram a oportunidade de se cadastrarem no banco de dados de medula óssea do Hemocentro de Uberlândia, que disponibilizou em torno de 20 funcionários para prestarem serviços durante esta campanha.
A responsável pelo setor de capacitação de doadores do Hemocentro, Ludmilla Guimarães Martins Abrão ressalta que tal parceria tem dado certo e a expectativa é de que a Universidade continue com tal iniciativa, confirmada pela coordenadora do projeto, a professora e doutora em Genética, Rosana de Cássia Oliveira. “No próximo semestre, o trote acontecerá em dois dias, com o intuito de dobrar o número de doações”, ratificou.
Segundo Ludmilla Guimarães, em algumas épocas do ano, como férias, e dependendo de aspectos climáticos, o número de doações diminui, mas a média diária de doadores chega a noventa pessoas. “O intervalo para doação feita pelos homens é de 60 dias e pelas mulheres deve ser maior, 90 dias”, acrescentou a funcionária do Hemocentro.
Conforme acompanhado pela reportagem, pessoas de várias idades compareceram voluntariamente para doação de sangue e revelaram suas motivações. A estudante de medicina Thaynara Braz tem 19 anos e participa pela primeira vez. Em entrevista, ela disse que seu objetivo é continuar fazendo parte de projetos solidários. “São atitudes simples que salvam vidas”, destacou.
Com o mesmo espírito solidário, Gabriela Ferreira de Oliveira de 17 anos, também esteve presente no Trote. A adolescente faz o curso técnico de enfermagem na Educare e disse que todos os estudantes de sua turma resolveram fazer a doação. “Ficamos sabendo deste movimento e prontamente resolvemos participar”, informou.
O mecânico industrial Clério Ferreira Alves de 54 anos, informa que é doador desde a juventude e apenas irá parar aos 69 anos, idade máxima permitida para fazer a doação de sangue.
Apesar de ansiosa ao passar pela triagem, a estudante de Educação Física, Renata Quireza Montes de 19 anos, se manteve com o propósito e passou por todas as etapas até realizar a doação com sucesso. “Fiquei um pouco nervosa, mas deu tudo certo”, expressou aliviada.
Conforme informações de Rosana de Cássia Oliveira, coordenadora do projeto, no último Trote Solidário, em setembro do ano passado, quarenta e sete pessoas foram consideradas aptas a doarem, destas, quarenta e duas realizaram a doação. “Na próxima edição, que deve ser realizada no próximo semestre, o nosso objetivo é dobrar este número”, finalizou.
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