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Horário de Verão: Governo faz balanço da economia de energia influenciada pela mudança nos relógios

sáb, 21 de fevereiro de 2015 00:32
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DA REDAÇÃO – À meia-noite deste sábado, 21, os moradores das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul deverão atrasar os relógios em uma hora. A medida teve início no dia 19 de outubro de 2014 e foi estendida em uma semana, devido ao feriado de Carnaval, encerrando assim no dia 22.

O Governo chegou a cogitar o adiamento da data, para economizar energia e água, mas resolveu manter a previsão inicial. A ideia de adiantar a hora em períodos de verão foi lançada pelo político e inventor americano Benjamim Franklin. No Brasil, a prática tem sido adotada sem interrupções desde 1985, com algumas diferenças nos estados que aderem à mudança e os períodos de duração.

De acordo com balanço preliminar do Ministério de Minas e Energia (MME), a medida resultou em uma economia de energia de 4,5% nas horas mais influenciadas pela mudança nos relógios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, entre 18 e 21 horas. Considerando todo o consumo das regiões desde 19 de outubro, a economia foi de 0,5%. O horário diferenciado também ajudou a poupar os reservatórios das usinas hidrelétricas: a redução de consumo de energia no Sudeste e no Centro-Oeste foi de quase 195 MW médios. A redução estimada da demanda no subsistema Sudeste/Centro-Oeste foi de até 1.970 megawatts (MW) no horário de ponta, entre 18 e 21h. No subsistema Sul, a economia foi de 625 MW. No Sul, a economia total foi de 55 MW médios, somados, esses 250 MW médios representam 0,5% do total da energia gasta nos Estados que adotaram o horário diferenciado.

Sem alterações

O governo chegou a estudar uma prorrogação da vigência do horário diferenciado, devido à falta de chuvas, que prejudica os reservatórios das hidrelétricas. Apesar disso, o horário não deve sofrer modificações. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, apesar do período de maior consumo de energia ocorrer no início da tarde, ainda vale a pena manter o padrão estabelecido anualmente.

“O horário de verão continua representando um descasamento na ponta de carga e uma economia de energia. No período, voltamos para as residências ainda com a luz do dia, gerando uma economia energética para o país. Portanto, é válido o horário de verão”, avaliou.

Adaptação

A adaptação do organismo ao fim do horário de verão costuma ser mais simples do que o contrário. De acordo com especialistas, a mudança não traz impactos para a saúde, entretanto, para quem pratica atividades físicas após o trabalho, é importante continuar para que a pessoa não sinta cansaço ou tenha mudança em sua rotina.

A servidora pública Renata Rodrigues Carvalho, de 25 anos, conta que busca equilibrar os períodos de descanso logo no início para se adaptar novamente. Segundo ela, dormir sempre nos mesmos horários é uma dica para sentir menos o efeito da mudança ao levantar pela manhã. “A minha adaptação muda porque acordo mais cedo e daí tento dormir mais cedo para não ficar cansada no outro dia”, contou.

– Fonte Agencia Brasil

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