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Araguari registra aumento no número de pessoas atacadas por cães

ter, 3 de fevereiro de 2015 00:33

DA REDAÇÃO – Nesta segunda-feira, a reportagem foi procurada por uma araguarina que não conseguiu vacina contra a raiva no Pronto-Socorro, após sua filha ser atacada por um cão.

Em dezembro do ano passado, o Jornal veiculou o mesmo problema, enfrentado por uma idosa de 74 anos. Na época, a secretaria de Saúde disse que o desabastecimento da antirrábica era um transtorno nacional.

Conforme informações de Lucia Hirono, coordenadora do departamento de Epidemiologia, apenas no mês de janeiro houve o registro de trinta e seis casos de mordedura de cães.

O número tem sido preocupante devido aos problemas no encaminhamento da vacina contra a raiva, que precisa ser aplicada após a agressão e em outras doses, conforme a gravidade do caso. “A distribuição do medicamento é realizada pelo Ministério da Saúde e não tem atendido a demanda”, ratifica.

Segundo confirmação sobre o transtorno, se hoje, por ventura, alguma pessoa em Araguari for agredida por um animal, ela não receberá a medicação. No entanto Lúcia Hirono afirma que a primeira dose pode ser administrada em até 52 horas após a mordida do animal. Apesar dos transtornos, a coordenadora garantiu que até o dia 5 de fevereiro (quinta-feira), a situação voltará ao normal.

De acordo com Roberto Paganini, curador do Canil e presidente da APARA (Associação de Proteção aos Animais de Araguari) a situação em relação ao abandono de animais tem sido preocupante e também pode ser um dos motivos para o aumento do número de pessoas vítimas de mordeduras. “Aproximadamente três mil animais vivem nas ruas da cidade. No Brasil, o número de abandonados chega a 30 milhões”, considerou Paganini.

Fique sabendo

A raiva é uma doença grave e pode levar à morte em quase 100% dos casos. Os principais sintomas em humanos são: coceira, dor de cabeça e coma. Nos animais, pode haver muita salivação, mudança de comportamento (que deve ser observado por dez dias após a mordida), fuga ou morte. Caso o animal seja desconhecido, é preciso se vacinar. Se tiver com a dose em dia, apenas observe os sintomas e, caso haja alguma mudança, procure um médico veterinário.

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