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Delegada prega cautela em caso de recém-nascido encontrado no lixo

qui, 8 de janeiro de 2015 01:16
Mary Simone ainda aguarda conclusão de laudos periciais

DA REDAÇÃO – A 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil ainda trata com precaução o caso do recém-nascido encontrado em uma sacola de lixo no bairro Amorim. O menino foi localizado sem vida por uma catadora de materiais recicláveis neste domingo, 4, gerando comoção nacional.

De acordo com a Polícia Militar, a responsável pela atitude seria a própria mãe do bebê, uma adolescente de 14 anos, que havia confessado o abandono. Apesar disso, o caso, que preencheu as capas dos jornais e ganhou as pautas das principais emissoras do país, segue investigado em Araguari. Em meio à repercussão, a cautela é fundamental para dar sequência aos trabalhos.

É o que afirma a delegada Mary Simone Reis. Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, ela não descartou qualquer hipótese nas linhas de investigação, mas ponderou quanto a atitudes precipitadas nos momentos que antecedem a conclusão dos laudos periciais.

“A partir do laudo pericial, esperamos esclarecer se o menino nasceu vivo ou morto e se o parto foi induzido ou não, verificando o caso de ato infracional. Dependemos disso para prosseguirmos as investigações. Colhemos as primeiras informações com as pessoas arroladas no Reds, que foram ouvidas pelo delegado de plantão. O mais importante no momento é aguardar e manter a cautela antes de qualquer conclusão precipitada”, ponderou.

Questionada acerca das linhas de investigação, a delegada ainda lembrou sobre a hipótese de infanticídio. “Nesse caso, segundo a lei, é quando o bebê é morto pela mãe, que age sob influência de um transtorno em estado puerperal, após o trabalho de parto. Mesmo assim, precisamos aguardar o laudo para adiantar qualquer situação”, completou.

O CASO

O recém-nascido foi localizado pela catadora de materiais recicláveis enquanto mexia nos resíduos de uma lixeira na porta de uma residência. Dentro de uma das sacolas, ela chegou ao encontro do bebê enrolado em uma toalha, sem sinais vitais. Diante disso, a mulher questionou se havia alguma grávida no imóvel, quando a proprietária rechaçou a hipótese.

O que a moradora não sabia é que a própria filha mantinha a gravidez em sigilo dentro de casa. Após a mãe acionar os policiais, a adolescente confessou o abandono, reiterando que entrou em trabalho de parto no banheiro após se sentir mal. Segundo ela, depois de perceber que o bebê sequer se movimentava, o enrolou na toalha e deixou na lixeira. Depois do relato, a menor foi submetida a atendimento médico na Santa Casa de Misericórdia.

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