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Metade dos empresários pretende fazer contratações no fim do ano

sex, 24 de outubro de 2014 01:35
Mais de 209 mil novas vagas devem ser criadas
no fim do ano, revela Estudo do SPC Brasil
Na média, cada empresa pretende contar com três ou quatro trabalhadores novos. Foto: Divulgação

Na média, cada empresa pretende contar com três ou quatro trabalhadores novos. Foto: Divulgação

DA REDAÇÃO (com assessoria) – Com a aproximação das festas de fim de ano, os lojistas se preparam visando receber a demanda de clientes na data de maior lucratividade para o varejo nacional ampliando o seu quadro de funcionários. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em 27 cidades revela que mais da metade (53%) dos empresários dos setores do comércio e de serviços contratou ou pretende contratar trabalhadores temporários neste fim de ano. Estima-se que até o término de 2014 aproximadamente 209 mil vagas temporárias sejam criadas.

A pesquisa indica também que neste ano os empresários estão mais reticentes em contratar. Em 2014 aumentou de maneira expressiva a quantidade de empresas que ainda estão esperando um sinal positivo do mercado para contratar: elas eram 20% em 2013 e passaram para 28% em 2014. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a elevação do percentual de contratações tardias sinaliza que o empresariado está cauteloso, esperando até o último momento para investir em mão de obra temporária, a fim de evitar prejuízos e gastos desnecessários com a folha de pagamento.

Na média, cada empresa pretende contar com três ou quatro trabalhadores novos. A intenção de transformar os temporários em efetivos também apresentou queda. Em 2013, 52% das empresas pretendiam fazer pelo menos uma efetivação após o término do contrato dos temporários; este ano, o percentual passa a ser de 32%.

Os empresários também devem diminuir o tamanho da remuneração paga aos seus novos funcionários. Pouco mais da metade (51%) das empresas que fazem uso da mão de obra temporária planeja pagar um salário mínimo (R$ 724,00) aos contratados.

“As contratações temporárias são uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego ou para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho,” ressalta o gerente financeiro, Flávio Borges.

ARAGUARI

A expectativa para Araguari deve variar pouco em comparação à projeção apontada pela pesquisa. O ano de 2014 não foi dos melhores para o comércio, que ainda enxerga no Natal a possibilidade de alavancar as vendas. “Tivemos um ano atípico, com Copa do Mundo, eleições. O empresário está indeciso quanto a investir ou não,” ressaltou o presidente da CDL de Araguari, Sebastião Totó.

Restrição de crédito, altos índices de inadimplência, carga tributária e aumento da inflação são fatores que contribuem para esse cenário, segundo o presidente da CDL. “Todos sentem no bolso e naturalmente, há uma retração de consumo. As contratações devem começar a aparecer depois de novembro, com a definição do cenário político,” pontuou.

Uma das apostas para recuperar o fôlego é a Campanha de Natal da CDL, que neste ano terá o sorteio de um Ford Fiesta 0 km. “Agregamos valor no prêmio, que este ano é um carro melhor do que o do ano anterior. Os cupons começaram a ser distribuídos, criamos um espaço bom e estamos confiantes,” concluiu.

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