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Segunda dose da vacina contra o HPV é aplicada gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde

qui, 2 de outubro de 2014 00:57
Meninas de 11 a 13 anos que receberam a primeira dose devem completar a imunização
Especialistas garantem que a vacina é eficaz e segura. Foto: Manuella Brandolff - Palácio Piratini

Especialistas garantem que a vacina é eficaz e segura. Foto: Manuella Brandolff – Palácio Piratini

DA REDAÇÃO – As Unidades Básicas de Saúde estão aplicando, desde o início de setembro, a segunda dose da vacina contra o HPV. O Ministério da Saúde iniciou a campanha este ano, com a meta de imunizar 80% das meninas de 11 a 13 anos em todo o país. Em Minas Gerais, apenas 16% das meninas que receberam a primeira dose da vacina retornaram aos postos de saúde.

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é uma doença sexualmente transmissível. Atualmente, já foram classificados mais de cem tipos da doença que podem, ou não, apresentar sintomas. O câncer de colo de útero, provocado por um tipo de HPV, é a terceira maior causa de morte de mulheres no país, com aproximadamente cinco mil vítimas por ano.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo programa Fantástico, os brasileiros estão com receio de receber a vacina devido a relatos sobre reações adversas graves. Dente os principais sintomas estão paralisia ou insensibilidade dos membros inferiores, formigamentos, dores de cabeça, perda de memória e tontura.

Em alguns países, como os Estados Unidos e Japão, a vacina é aplicada há muitos anos e já apresentou casos de reações alérgicas, porém, os especialistas afirmam que esse tipo de reação pode acontecer com qualquer outra vacina. Segundo os médicos, ainda não foi comprovada cientificamente uma relação direta com os sintomas, podendo a maioria ser decorrente de fatores psicológicos ou emocionais.

A imunização gratuita teve início no Brasil em março. O governo e os médicos garantem que a vacina é eficaz e segura e ressaltam a importância da imunização, principalmente para a prevenção contra o câncer.

As meninas que receberam a primeira dose precisam ser imunizadas novamente. Aquelas que ainda não receberam ou não haviam completado 11 anos no início da campanha podem comparecer à unidade de saúde mais próxima, portando o cartão de vacina, e receber a primeira dose. A segunda dose deve ser aplicada seis meses após a primeira e a terceira dose, após cinco anos.

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