DIREITO E JUSTIÇA – 10 DE SETEMBRO
qui, 10 de setembro de 2026 08:00
As famigeradas, mas populares “Leis de Murphy”:
As Leis de Murphy seguem algum critério?
– Não, as Leis de Murphy não seguem qualquer regra ou fundamento científico e não têm nenhuma rigidez metodológica. Quando muito, essas leis existem, vivem, subsistem, nutrem-se e aumentam em decorrência do pessimismo natural que cada pessoa traz dentro de si, ou seja, da carga de negatividade existente no cérebro humano, que advém da insegurança, da ignorância e da superstição próprias do ser humano, enfim, de coisas assim que nos levam ao fracasso.
As 3 leis fundamentais da “física” de Murphy:
– A ideia original dessas “leis do erro e do errado” nasceu de um princípio, criado pelo engenheiro norte-americano Edward Murphy, nos anos 1940, que dizia apenas que, “se há várias maneiras de fazer algo e uma delas causa falhas, alguém irá escolhê-la”. Daí, decorre o enunciado das 3 leis fundamentais da “física” de Murphy (popularizadas por livros de piadas e cultura pop) e que são:
– Primeira lei: Tudo o que pode dar errado, dará errado.
– Segunda lei: Tudo o que está errado também está destinado a piorar.
– Terceira lei: Quando as duas primeiras leis já passaram, e você ainda estiver por perto, entre em pânico (e perca o controle da situação, pondo tudo a perder).
O sentido cultural das “Leis de Murphy:
– Culturalmente, as Leis de Murphy são percebidas como um lembrete da inevitabilidade de contratempos na vida quotidiana de cada um de nós, simples, imperfeitos e estouvados mortais. Elas ressoam e apresentam-se em diversos contextos, desde conversas casuais e situações inteiramente banais ou comuns até em ambientes profissionais, nos momentos mais inoportunos e periclitantes das nossas carreiras. Enfim, as Leis de Murphy (a primeira e original e todas as demais que posteriormente se desdobraram dela) refletem um senso comum que nós todos temos sobre a propensão das coisas falharem em qualquer circunstância, ocasião ou lugar e por mais cautela que tenhamos adotado.
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As Leis de Murphy:
Você conhece as Leis de Murphy? Pelo menos, já ouvir falar delas?
Se você não as conhece, ou não ouviu falar delas, eu republico e amplio a matéria, que ilustrou a Coluna DJ há muitos anos. Leia com atenção e depois não deixe de pesquisar mais a respeito deste assunto e de outros correlatos, porque aqui o tema não se esgota e tais “leis”, que podemos chamar de “leis do pessimismo ou do erro e do errado” possuem vários enunciados e numerosos desdobramentos.
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A primeira e original Lei de Murphy surgiu em 1949 durante um experimento da Força Aérea dos Estados Unidos, na Base Aérea de Edwards, na Califórnia. O capitão e engenheiro aeroespacial Edward Murphy Jr. participava do Projeto MX981, que testava a tolerância do corpo humano à aceleração e desaceleração rápidas; frustrado com um erro cometido por um dos seus colaboradores, Murphy disse na ocasião que “se houvesse duas ou mais maneiras de fazer algo e, se uma delas podia causar alguma falha, alguém faria assim”.
Como bem acertadamente diz o povo que “desgraça pouca é bobagem”, o chefe do projeto, Coronel John Stapp, adotou a frase como lema e divulgou-a em uma entrevista coletiva, transformando o conceito na famosa frase, “se algo pode dar errado, dará errado”. Daí por diante, a coisa não parou mais, e muitas outras “Leis de Murphy” foram acrescentadas, com ou sem o conhecimento e aprovação do próprio Murphy.
Por conta de um simples e quiçá mal pensado e apressado comentário, tal como um apelido dado a alguém e ao qual se resiste, a coisa pegou e popularizou-se universalmente a expressão “Lei (ou Leis) de Murphy”, para caracterizar eventos que acabam tendo desdobramentos negativos, que não precisariam necessariamente acontecer.
Por exemplo, menciona-se sempre o famoso exemplo da torrada com manteiga (ou geleia) passada de um lado que, se cair no chão, haverá de cair (necessariamente) com o lado da manteiga (ou geleia) voltado para baixo, lambuzando o piso do local e fazendo-nos lembrar do erro (e da chatice que essa questão da Lei de Murphy nos incute). E também o exemplo das filas em que nos metemos no dia a dia, do trânsito, do supermercado ou do banco, que não andam, que se arrastam, que nos enervam, enquanto as filas vizinhas andam e, pior ainda, se trocamos de fila, a fila anterior começará a andar e a atual estagnará. É estressante! É revoltante!
Por toda parte e permanentemente, a criatividade das pessoas é uma coisa assombrosa e interessante (para eu não lhes dizer uma bobagem), mantendo sempre um ambiente fértil e por vezes jocoso, que permite a criação e proliferação útil ou inútil, tanto faz, de mais e mais dessas famigeradas, mas populares “Leis de Murphy”, que caem como luvas nas vidas da maioria das pessoas. Também surgem leis dessa índole advindas de outras fontes (ou pessoas) e que sobressaem da mesma forma.
Ao longo dos anos, essas “Leis de Murphy”, todas elas pessimistas, depressivas, desanimadoras ou destrutivas vão-se impregnando nos pensamentos dos incautos, fomentando uma cultura arraigada de que o erro, o errado, o ruim, o pior, ou mesmo o desastre, é que são a regra e não a exceção, descrendo que são perfeitamente evitáveis.
Visto isto, vejamos a lei principal e original, cunhada pelo próprio Murphy e algumas outras leis inspiradas nela e que foram sendo criadas e lapidadas ao longo do tempo e por força do derrotismo atávico e próprio do ser humano:
- Se alguma coisa pode dar errado, dará errado, e da pior forma, no pior momento.
- Tudo que está errado também está destinado a piorar.
- Quando as duas primeiras leis já passaram, e você ainda estiver por perto, entre em pânico (e perca o controle da situação, pondo tudo a perder).
- Deixadas a si próprias, as coisas sempre vão do ruim para o pior.
- A natureza sempre toma o partido dos defeitos ocultos.
- Se há mais de uma maneira de fazer algo e uma delas pode resultar em desastre, alguém a fará desse jeito.
- Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
- Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto o manual diz.
- Se houver a possibilidade de várias coisas darem errado, a que vai falhar é justamente a que causará o maior prejuízo.
- Se há quatro maneiras de algo dar errado e você evita todos, aparece um quinto jeito e dará mesmo errado.
- A fila ao lado sempre anda mais rápido do que a sua, até você trocar. Aí, a situação se inverte, e a sua nova fila não anda.
- O pão com manteiga (ou geleia) sempre cai no chão pelo lado da manteiga (ou geleia).
- Se você escreve, fazendo uma revisão de texto, e criticando o que fora escrito, vai ter erro no seu próprio e novo texto.
- O dia em que você esquece o guarda-chuva é o dia em que chove.
- Qualquer ferramenta de que você precisa está sempre guardada na gaveta de baixo.
- Se você precisar de um favor imediato, a pessoa certa estará de férias.
- A quantidade de café que você derrama é proporcional à importância da reunião da qual você participa.
- Existem apenas dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai de jeito nenhum.
- Se você jogar fora alguma coisa que guarda há anos sem usar, vai precisar dela logo em seguida.
Para evitar dúvidas, eu deixo claro e reitero que as chamadas Leis de Murphy não têm suporte científico, mas “parecem” ser, por vezes, “honrosamente verdadeiras”, especialmente quando estamos em uma dessas morosas agências bancárias, consultório médico, pronto-socorro, supermercado ou repartição pública, aguardando um atendimento que demora muito ou que nunca vem, mesmo que estejamos em uma situação de emergência ou que possuamos uma senha próxima ou dita preferencial.
E, por parecer mesmo ser verdadeira e possuir uma enorme incidência nas nossas vidas, a “tal lei de Murphy” inicial, como visto anteriormente, desdobrou-se em várias afirmativas e espalhou-se pelo mundo. O Professor Google, e outras IAs, têm muitas e boas explicações a respeito. Vale a pena entrar lá e pesquisar. Mais do que “leis do puro acaso”, as Leis de Murphy são leis do puro e simples pessimismo e até mesmo do sofisma, do engodo. As probabilidades matemáticas, com a interferência constante de leis físicas, como a da gravidade, podem explicar muitos dos acontecimentos exemplificados por essas “leis”.
Por exemplo, no caso da torrada que escorrega das nossas mãos, a chance de cair virada para baixo, pelo lado da manteiga (ou geleia) é simplesmente (e mais nada do que isso) de 50%, pois ela tem dois lados de grande superfície; também é o caso da moeda: cara ou coroa, meio a meio de chance. No entanto, se cair em pé e assim permanecer… deixa pra lá… porque aí já é o cúmulo do absurdo, da sorte ou do azar… Intervém o imponderável. Como será muita sorte (somente sorte?) ganhar sozinho (uma vez ou várias) numa dessas loterias bancadas pelo governo e que enlouquecem tantas pessoas… Somente os chamados “anões do orçamento”, anos atrás, é que conseguiram…. Vocês se lembram deles?
Já no caso da fila ao lado, que anda mais rápido do que a nossa, infelizmente parece, ao menos quanto aos bancos, ser a pura verdade e, sobretudo, é irritante …! Aí teríamos que considerar também o número insuficiente de caixas (economia porca dos bancos), o menor rendimento do funcionário, a má vontade, a falta de critério e de separação para os diversos tipos de atendimento, etc.
O resto, eu penso, é por conta do sobrenatural…!
Araguari – MG. 10 de setembro de 2026.
Rogério Fernal .`.
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