DIREITO E JUSTIÇA – 27 DE AGOSTO
qui, 27 de agosto de 2026 08:00
Deus Abomina a Soberba humana:
À Esquerda: Uma representação antropomórfica de Deus em seu trono.
À direita: Uma representação da mão de Deus, modelando o planeta Terra.
Abominar:
– O verbo “abominar” significa sentir um horror profundo, ódio intenso ou grande repulsa por algo ou alguém. Abominar é o ato de rejeitar com aversão ou detestar algo de forma absoluta, total e irreconciliável. Sinônimos comuns: detestar, odiar, execrar, repudiar, maldizer.
Soberba:
– A “soberba” é um sentimento humano de orgulho excessivo em que uma pessoa se acha superior às outras. Ela trata as demais pessoas com arrogância e desprezo, acreditando que é sempre dona da razão e da verdade.
Características principais da pessoa soberba:
– Prepotência, que é a vontade incontida e compulsiva de manter e impor a própria opinião, não aceitando discordância ou crítica, mesmo que sinta ou saiba que está errada.
– Falta de humildade: que é a recusa peremptória em aceitar ou reconhecer erros ou em ouvir as demais pessoas, acreditando que a razão e a verdade estarão sempre consigo.
– Vaidade: que é a necessidade constante e incontrolável que a pessoa tem de exibir suas próprias qualidades ou vitórias pessoais, ainda que inexistentes ou que a façam cair no ridículo.
A soberba precede a queda:
– “A soberba precede a queda” é um provérbio bíblico, que eu entendo ser procedente e muitíssimo atual. É extraído do Livro de Provérbios 16:18, que diz: “a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”.
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Se Ele quiser, que vá no Porta-malas:
Uma família, composta pelos pais e três filhos menores, saiu de carro para uma viagem de férias muito aguardada. O pai dirigia, a mãe ia ao seu lado, e os filhos, atrás.
Ao saírem, a mãe disse:
– Vamos todos com Deus. Que Ele nos guie e proteja.
O pai, num ímpeto, retrucou:
– Neste carro não tem mais lugar para Ele. Se quiser, que vá no porta-malas.
As palavras têm poder. Muito poder. Eu, pessoalmente, já tive muitas provas disso; para o bem e para o mal, tudo dependendo da minha própria boca. O pensamento é energia, as palavras proferidas também são energias em movimento que se espalham por toda parte. Acredite, se quiser…!
No percurso da ida, uma tragédia acometeu aquela família. O carro foi chocar-se de frente com uma carreta desgovernada. O carro ficou inteiramente destroçado. O pai veio a óbito no próprio local do acidente; a mãe feriu-se gravemente (embora sem perigo de morrer), e os filhos tiveram apenas lesões leves.
Entretanto, no meio daquela tristeza, os socorristas puderam constatar um fato estranhíssimo no carro todo destruído:
– O porta-malas e toda a bagagem estavam intactos.
Miraculosamente intactos…
Obs.: Fiz uma adaptação livre de um texto de mídia social.
Comentário Pessoal:
Reitero, acredite, se quiser. Afinal, esta estória é pura ficção. Quero crer que seja. Quem é que pode saber? Mas, e se for verdade? E, se Deus tivesse ido mesmo para dentro do porta-malas daquele carro? Deus é justo e misericordioso. Não nos abandona e nem se vinga. Todavia, não é da natureza divina estar com quem não quer estar com Ele. Ele não nos obriga a crer em Sua existência, em Sua benignidade, em Sua proteção.
Deus, porém, abomina a soberba humana e, mesmo sem a Sua intervenção, costuma advir para o soberbo um preço alto e gravoso, que decorre naturalmente dos desatinos e tolices que uma tal conduta acarreta para a pessoa.
Deus respeita também o livre-arbítrio dos soberbos, dos tolos e dos imprudentes, que, por sua exclusiva conta e risco, não O querem ter consigo no dia a dia. A proteção de Deus é um fato real e permanente ao longo das nossas vidas, mas não é imposta a quem não a queira ou crê ser ela dispensável.
Muitas vezes, apesar das tolices e das imprudências, advindas do mau uso que fazemos desse decantado livre-arbítrio, Deus nos ampara e diminui os seus efeitos nocivos, embora nem sempre os impeça de todo. Isso também é um fato que deve ser ponderado por nós todos.
Deus não criou o mal, o sofrimento, a aflição. Eles decorrem das nossas imperfeições morais. Nós, seres humanos, criaturas imperfeitas, insubmissas e recalcitrantes, é que geramos todos os infortúnios que nos atingem e atraímos os males do mundo para nós mesmos toda vez que descumprimos ou subvertemos, total ou parcialmente, os postulados irrevogáveis das leis divinas e universais.
Portanto, antes de blasfemar, antes de murmurar, antes de questionar, antes de negar a presença, a força e a intervenção de Deus, caia em si e pense nisso tudo, ou seja, nas suas próprias falhas e omissões, nas suas covardias e desvios de conduta, mas sobretudo avalie as possíveis consequências graves e funestas, porque a toda ação corresponderá uma reação, a toda causa corresponderá um efeito, pois esta é precisamente a Lei do Karma, a lei obrigatória do resgate e da justiça, em que a semeadura é facultativa, porém a colheita será sempre obrigatória e realizada no mesmo tanto e qualidade daquilo que foi plantado em tempos idos.
A Lei do Karma é o princípio universal de causa e efeito. Ela estabelece que cada pensamento, palavra ou ação gera uma energia correspondente que retorna ao indivíduo, não como um castigo divino, mas como um ajuste natural de equilíbrio do Universo.
Sendo assim, para o nosso próprio bem, sejamos cuidadosos em nosso quotidiano, aprimorando os pensamentos, ajustando as condutas e moderando as palavras, pois estas são inegáveis formas de energia invisível, positiva ou negativa, que jamais voltarão por inteiro ao controle daquele que as proferiu e pôs no mundo.
Na Coluna DJ de 15.01.2024, denominada “Impiedade Castigada”, onde o soberbo e arrogante matemático D’Alembert, um psudo Iluminista, vangloriava-se de ser o único presente naquele salão do palácio que não acreditava em Deus, sendo prontamente repreendido pela Princesa de Lorena, a anfitriã, eu escrevi, mantenho e transcrevo literalmente, por considerar ainda verdadeiro e aplicável, o seguinte texto:
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“Eu penso – e até admito — que tenhamos o direito de não crer em Deus. Sim, até mesmo porque foi Ele mesmo – o Ser Supremo __ que nos concedeu a vida e com ela o livre arbítrio. Entretanto, é preciso que ajamos com responsabilidade, prudência, bom-senso e moderação em todas as coisas, inclusive para alardearmos descrença.
Toda ação nossa ensejará uma reação; toda atitude trará sobre nós uma inevitável e irrecusável consequência. Assim, é inaceitável e imperdoável ao ser humano, num ato de estupidez, arrogância ou deboche, escarnecer, tripudiar e vangloriar-se da própria descrença, consoante fez o célebre e ímpio matemático.
Eu creio firmemente na existência e na presença de Deus, o Supremo, o Grande Geômetra e Arquiteto do Universo, dos universos, dos multiversos, enfim, de tudo quanto existe ou possa vir a existir. Não o vejo, mas o sinto aqui e em toda parte.
Eu creio também que Deus, se quiser, pode perdoar e aceitar tudo – porque Ele é Deus –, porém, jamais deixaria passar impune, ou ao largo, um ato de soberba humana. E a soberba humana configura-se, no meu entender, sob um ou mais de um destes cinco aspectos:
1º) – É soberba a pessoa que se vangloria de negar a Deus;
2º) – É soberba a pessoa que ousa poder zombar de Deus;
3º) – É soberba a pessoa que pensa poder prescindir de Deus;
4º) – É soberba a pessoa que pensa poder igualar-se a Deus.
´5º) – É soberba a pessoa que pensa ser superior a Deus.”
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Na verdade, a soberba, e também a arrogância, a prepotência e a vaidade, são sentimentos que geralmente precedem a ruína e a queda de uma pessoa. Por isso, tenhamos cautela com o que falamos e fazemos na rotina das nossas vidas e busquemos e clamemos a Deus nos momentos de angústia, dificuldade, dúvida, hesitação, penúria, sofrimento ou tribulação, consoante diversos Salmos Bíblicos do Velho Testamento nos exortam e com inteira razão. Ei-los:
Salmo nº 18, versículo 6: “Na minha angústia, invoquei o Senhor e clamei ao meu Deus; do seu templo ele ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos”.
Salmo 34, versículo 6: “Clamei ao Senhor na minha angústia, e ele me ouviu; livrou-me de todas as minhas angústias”.
Salmo 50, versículo 15: “E clama-me no dia da angústia; eu te livrarei e tu me glorificarás”.
Salmo 86, versículo 7: “No dia da minha angústia, clamo a ti, pois tu me respondes”.
Salmo 102, versículos 1 e 2: “Ó, Senhor, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor. Não escondas de mim o teu rosto; no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa”.
Salmo 107, versículo 28: “Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações”.
Salmo 130, versículos 1 e 2: “Das profundezas a ti clamo, ó Senhor. Senhor, ouve a minha voz; estejam atentos os teus ouvidos à voz das minhas súplicas”.
Salmo 142, Versículo 6: “A ti clamo, ó Senhor; digo: Tu és o meu refúgio, a minha proteção na terra dos viventes”.
Araguari, 27 de agosto de 2.026.
Rogério Fernal .`.
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