DIREITO E JUSTIÇA – 20 DE AGOSTO
qui, 20 de agosto de 2026 08:00
O Dia do Maçom; 20 de Agosto: — PARTE III.
O símbolo maçônico universal O Mestre Maçom na prancheta
Aprendiz Maçom:
– Aprendiz Maçom é o primeiro grau da Maçonaria Simbólica (Grau 1). Ele representa o início, a entrada do recipiendário na Ordem após a iniciação. Neste estágio, o principal dever do iniciado é aprender a dominar suas paixões, exercitar o silêncio e observar os ensinamentos ministrados para o seu aperfeiçoamento moral e intelectual. Cumpre-lhe entender os símbolos e as alegorias existentes na Loja e começar a desbastar a sua pedra bruta, utilizando o malho e o cinzel.
Companheiro Maçom:
– Companheiro Maçom é o segundo grau da Maçonaria Simbólica (Grau 2). Ele marca a passagem do Aprendiz silente e observador para o obreiro ativo, cuja principal missão é aplicar a força e o trabalho prático para ajudar a construir o templo social e polir sua própria pedra. Ele conecta-se aos mistérios da natureza, às artes e ao desenvolvimento intelectual e moral. Seus instrumentos de trabalho são o Prumo, o Nível, o Esquadro, a Régua e a Alavanca.
Mestre Maçom:
– Mestre Maçom é o terceiro grau da Maçonaria Simbólica (Grau 3). Ele representa o topo do aprendizado básico na Ordem, marcando a passagem do obreiro que aprende e recebe instruções para o construtor maduro, responsável por guiar os Irmãos mais novos e buscar a sabedoria espiritual. Tem o dever de orientar Aprendizes e Companheiros pelo exemplo, experiência e dedicação ao trabalho. Caminha pelas próprias pernas na busca constante pela evolução pessoal e pela verdade. Já tem polida e cúbica a sua pedra. Seus instrumentos de trabalho são a Trolha (colher de pedreiro), o Esquadro, o Compasso, o Lápis e Cordel e a Prancheta Maçônica (tábua ou prancha de traçar), onde desenhará os seus planos para a construção do templo moral e espiritual da Maçonaria, orientando, conduzindo e executando com zelo, segurança e correção os trabalhos maçônicos da sua Loja.
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O Dia do Maçom; 20 de agosto:
Anualmente, ocorre a Semana do Maçom, centrada no dia 20 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional do Maçom, no Brasil. As festividades e eventos comemorativos e pertinentes reúnem lojas maçônicas de diversas regiões e obediências (ou potências) maçônicas em meados deste mês. Pela data, realizam-se sessões solenes ou abertas ao público, palestras, jantares e bailes festivos e também ações de cunho social e filantrópico.
Queiram alguns admitir ou não, a História do Brasil teve na Maçonaria uma participante efetiva e direta em muitos dos mais relevantes acontecimentos, que moldaram os nossos destinos, como a Conjuração Mineira, a Proclamação da Independência, a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República.
Especificamente sobre a nossa Independência, os Maçons Brasileiros reuniram-se no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1822, e deliberaram que era chegado o momento de separar o Brasil de Portugal, decidindo, se necessário, correr todos os riscos que aquela empreitada impunha. Convidou-se o então Príncipe Regente, D. Pedro de Alcântara, que ficara no Brasil em substituição a seu pai, o Rei D. João VI, para que tomasse à frente do movimento, o que de fato veio a ocorrer, culminando-se com o conhecido e histórico episódio do famoso grito às margens do Riacho Ipiranga, em São Paulo, ocorrido na data de 7 de setembro de 1822.
Eu não quero — e não posso — esquecer-me da atuação preponderante da nossa muito amada e culta Imperatriz, Dona Maria Leopoldina (da Áustria). Ela enviou cartas e despachos ao seu marido, depois Imperador, que se achava sabidamente em viagem, instando-o com urgência a proclamar a independência do Brasil, tanto para o bem dos brasileiros quanto para si mesmo, pondo a coroa régia sobre a sua cabeça, e antes que algum aventureiro o fizesse, cumprindo, assim, a exortação que lhe fizera o próprio pai, o Rei Dom João VI em 1821, antes de retornar para Portugal, coagido pelas Cortes e a contragosto. No tempo certo, hei de escrever sobre isto.
Dom Pedro I, tornado o primeiro Imperador do Brasil, intitulado Defensor Perpétuo do Brasil (honra articulada pela Maçonaria), tornou-se também Grão-Mestre Geral da Maçonaria Brasileira, da qual, aliás, fizeram parte, como ainda fazem, personagens de todas as classes sociais, sem mais distinções que não aquelas que decorram dos seus méritos pessoais ao longo da vida.
Como foi dito anteriormente, a Maçonaria é eclética, universal, progressista, evolucionista, filosófica e filantrópica. Proclama incessantemente a Igualdade, a Liberdade e a Fraternidade entre todos os homens. Crê de forma inabalável na existência de um Ente Supremo, Criador e Gestor do Universo, que é Deus, ao qual denomina de Grande (ou Supremo) Arquiteto (ou Geômetra) do Universo. Portanto, a Maçonaria não aceita entre seus membros ateus (descrentes) e ímpios (aqueles que vivem de forma contrária aos princípios religiosos, demonstrando desprezo ou falta de respeito por Deus, pela moral e pelos valores sagrados).
A Maçonaria, por princípio e por consequência de sua filosofia, não elege uma crença ou religião como melhor ou pior do que outra, deixando aos seus membros a plena liberdade para seguirem a que mais lhes convenha, desde que observem os princípios e condutas acima expostos, respeitando-se uns aos outros e a todos os credos e crenças voltados para o bem.
A Maçonaria respeita e acata os governos legitimamente constituídos nos países onde existe e atua através das suas Lojas e Órgãos Superiores; insere-se positivamente no meio social através das atitudes e dos exemplos dados por seus integrantes, homens livres e de bons costumes; não participa, nem promove ou fomenta sedições, complôs e revoluções de caráter violento, sangrento, sectário ou dogmático,
Os Templos, Lojas ou Oficinas da Maçonaria são locais sagrados, consagrados e vocacionados para o estudo metódico, para a oração ecumênica e para a meditação transcendental, onde se busca incessantemente o progresso, a evolução e o aperfeiçoamento moral, psicológico, intelectual e espiritual do ser humano.
Apesar de observar a tolerância, a Maçonaria exige pleno respeito às suas Lojas, aos seus princípios e aos seus integrantes, pugnando universalmente pela consecução da justiça social e combatendo incansavelmente, onde quer que se encontre um Maçom, o sectarismo, o fanatismo, a ignorância e a prepotência, os erros, os vícios, as injustiças e as ilegalidades, quaisquer que sejam, assumindo sempre uma posição firme e digna.
A Maçonaria e os Maçons são e serão sempre discretos e atuarão em prol do bem comum, mesmo sob um completo anonimato, fazendo-o em defesa dos princípios que norteiam, guarnecem e preservam a dignidade do todo e qualquer ser humano, por mais simples, frágil e desprovido de riquezas materiais ou de atributos intelectuais que ele possa ser.
Muitos Maçons foram, outrora, supliciados por suas idéias e ideais de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade, inclusive pelos chamados “crimes de Maçonaria”, ou seja, tão somente pelo fato de ousarem pensar de forma livre e de proclamarem alhures e a todos que a única distinção aceitável entre os seres humanos decorre do seu próprio esforço, do seu trabalho e do seu mérito, e não da nobreza do seu nascimento ou do seu poderio econômico, político e social.
A Semana do Maçom é comemorada aqui em Araguari todos os anos, congregando as quatro Lojas Maçônicas deste Oriente de Araguari e a Loja Maçônica do Oriente de Cascalho Rico. São elas:
- Loja Maçônica União Araguarina nº 0924 — GOB – GOB.MG;
- Loja Maçônica Brasil Central nº 10 — GLMG;
- Loja Maçônica Fênix nº 56 — GLMG;
- Loja Maçônica Philantropia e Trabalho nº 3.794 — GOB – GOB-MG;
- Loja Maçônica Rio das Pedras nº 3.062 — GOB – GOB-MG.
Todas as Lojas Maçônicas de Araguari integram a Fundação Maçônica de Araguari e mantêm e administram (por rodízio) o Abrigo de Idosos Cristo Rei, contando com o trabalho contínuo dos Irmãos e Cunhadas, além do precioso, inestimável e permanente auxílio da comunidade.
A minha Loja-Mãe é a Loja Maçônica União Araguarina nº 0924, federada ao Grande Oriente do Brasil – GOB e jurisdicionada ao GOB-MG. A sua História liga-se diretamente à Carta Constitutiva nº 0924, datada de 30 de outubro de 1914 e concedida originalmente à Loja Maçônica Triângulo Mineiro. Em junho de 1936, as Lojas Maçônicas Triângulo Mineiro e Brasil Central nº 10 fundiram-se, preservando a Carta Constitutiva nº 0924 e dando origem a Loja União Araguarina nº 0924, que se encontra ativa até a presente data.
Consigno ainda que, em 2 de fevereiro de 1975, fundou-se a Loja Maçônica Fênix nº 56 (GLMG); em 28 de maio de 1983, houve o soerguimento da Loja Maçônica Brasil Central nº 10 (GLMG), e em 19 de agosto de 2006 fundou-se a Loja Maçônica Philantropia e Trabalho nº 3.794 (GOB – GOB-MG).
A Maçonaria Brasileira vivenciou nos seus mais de 200 anos ininterruptos de existência, acertos e erros, altos e baixos, harmonia e desavença, união e fratura, como é próprio de toda e qualquer instituição feita e composta por seres humanos. Porém, hoje ela subsiste entre nós impávida, altaneira, corajosa e resiliente e encara o futuro com otimismo e esperança, cônscia das suas responsabilidades para com este grande país, que é o Brasil. Avante, Maçonaria do Brasil!
Araguari – MG, 20 de agosto de 2026.
Rogério Fernal .`.
- S.:
– Obediência (ou potência) maçônica: No Brasil, a Maçonaria regular e reconhecida organiza-se em três grandes vertentes nacionais principais: o Grande Oriente do Brasil – GOB; as Grandes Lojas Maçônicas Estaduais (GLM), unidas na Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – CMSB e os Grandes Orientes Estaduais Independentes, filiados à Confederação Maçônica do Brasil – COMAB.
– Número de Lojas e de Maçons no Brasil: Existem no Brasil mais de 6.000 lojas maçônicas regulares ativas, integradas por mais de 211.000 membros e organizadas sob as três obediências maçônicas acima mencionadas. GOB: Conta com cerca de 3.200 lojas; CMSB: Reúne cerca de 3.000 lojas ligadas às Grandes Lojas Maçônicas Estaduais; COMAB: Possui aproximadamente 1.438 lojas em todo o território nacional.
– Lojas maçônicas femininas e mistas no Brasil: Existem no Brasil lojas e obediências maçônicas exclusivamente femininas ou mistas no Brasil, embora a Maçonaria tradicional masculina (regular) não as reconheça oficialmente. Exemplos incluem a Grande Loja Unida Feminina do Brasil – GLUFB e organizações ligadas à COMAFE. Estão presentes principalmente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, em Estados como SP, MG, RJ, PR, SC e RS.
– Ímpio: a palavra advém do latim impius, que significa “sem piedade” ou “sem fé”. Eu acrescento um sentido ampliado e bem atual: “sem compaixão”, “sem pena”, “sem misericórdia”.
FONTE DE PESQUISA: Google.
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