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CANTINHO DO MÁRIO – 9 DE MAIO

sáb, 9 de maio de 2026 08:00

A FÉ E A CARIDADE

Fé é a crença incondicional, a confiança total ou a convicção em algo ou alguém, mesmo sem evidências físicas ou provas objetivas. No contexto religioso, é a aceitação de princípios divinos e a esperança na providência, servindo como fundamento para o que não se vê. Sinônimos incluem crença, confiança, convicção, credo e lealdade. Entretanto, essa é uma definição incompleta, pois é preciso que a fé esteja alicerçada na caridade, sendo “adubada e regrada” todos os dias para que não esmoreça. Em nossa passagem por aqui, nos concentramos nas coisas materiais e esquecemos das divinas; a fé isolada não é capaz de manter entre os homens uma ordem social capaz de nos tornar felizes, por isso deve ser praticada através da caridade. Existem pessoas que têm impulsos generosos e praticam a caridade independentemente de religião ou credo; isto é uma virtude da alma que nos impulsiona ao bem e não é coisa atual. Quem pensa apenas na própria felicidade está divorciado da realidade da vida e do mandamento maior: “amai-vos uns aos outros”. Sem dúvida, Deus nos criou para sermos felizes aqui e na eternidade. A vida terrestre é o cadinho onde depuramos nossa alma através das dores, dificuldades e desafios que a vida nos apresenta, visando ao nosso crescimento espiritual. Se não, o que estaríamos fazendo aqui? Já notaram que somos dotados de cinco sentidos — tato, visão, audição, paladar e olfato — para que o espírito experimente a matéria? Se não, qual seria a finalidade de nossa vinda à carne? Isaías afirmou que a felicidade não é deste mundo; devemos acrescentar: “ainda”, porque, escudados na fé e na caridade, chegaremos lá, podem ter certeza. Embora pareça que o mal esteja crescendo na Terra, a realidade é outra: evoluímos muito. O bem é tímido e o mal barulhento. Emmanuel diz que a caridade é o amor em ação — já viram definição mais bela? Entretanto, como já dissemos, sem a fé nada disso existiria, pois por que as pessoas pensariam em praticar o bem se não tivessem fé? Jesus, ao curar diversas pessoas, disse: “Tua fé te curou”. Por que diria isso, senão para deixar uma verdade essencial para a posteridade? Devemos sempre lembrar que a verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que se dá; ela se baseia na benevolência para com o próximo, pois há casos em que uma esmola não basta, quando a pessoa precisa de uma palavra de consolo, de encorajamento, de um abraço e, finalmente, de amor. Para os céticos, há a certeza de que na Terra, em breve, reinará grande fraternidade, na qual os homens serão solidários e a esperança estará viva em todos os corações. Estamos vivendo em plena transição planetária, e aqueles espíritos que não tiverem o coração sensível ao bem serão obrigados a deixar este orbe para não prejudicar os que merecem permanecer. Os “escolhidos”, como alguns interpretam os evangelhos, não existem como predestinação, mas é preciso fazer-se escolhido: o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Existem muitas formas de praticar a caridade, e a prece é uma delas. Ah, se as pessoas soubessem a importância de uma prece sincera dirigida a quem padece: no momento da oração descem miríades de flores espirituais que consolam, fortalecem e levam conforto às criaturas carentes. Não deixe que sua fé esmoreça, tudo passa. Se Deus é por nós, quem será contra nós?

 

MÁRIO FERREIRA.:

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