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Fenicafé 2026 começa destacando inovação, cooperação e o protagonismo da cafeicultura brasileira

qua, 15 de abril de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: Espaços da feira reúnem produtores e especialistas em debates sobre o futuro do café.

A Fenicafé 2026 teve início nesta segunda-feira (13), reunindo autoridades políticas, lideranças da cafeicultura, produtores e representantes do agronegócio de diversas regiões do país.

A cerimônia de abertura contou com a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, do secretário de Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos, do senador Carlos Viana, além de deputados federais, estaduais e importantes lideranças do setor cafeeiro.

Durante a abertura, o presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Fernando Sacoman, destacou o papel estratégico da feira. “Hoje, não estamos apenas iniciando um evento. Estamos celebrando a força de um setor que move o Brasil. A Fenicafé é um ponto de encontro entre conhecimento e prática, tradição e inovação, entre o campo e o futuro”, afirmou.

O prefeito de Araguari, Renato Carvalho, ressaltou o papel do município como referência no agronegócio. “Araguari não é grande apenas pelo tamanho, mas pela vontade de crescer, de olhar para frente e investir em tecnologia. O café segue sendo um dos motores da nossa economia, e esse crescimento só acontece porque temos produtores e empresas comprometidos com o desenvolvimento da região”, destacou.
Segundo ele, o espírito de cooperação é fundamental para fortalecer o setor. “É cooperar para somar, contribuir e desenvolver. Araguari é protagonista nesse processo e faz a diferença no campo”, completou.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, enfatizou a importância da evolução produtiva aliada à responsabilidade. “Eventos como a Fenicafé vão além de uma feira. São espaços fundamentais para discutir processos produtivos, eficiência e sustentabilidade. Produzir mais e com responsabilidade ambiental é essencial, e o Ministério do Trabalho está à disposição para contribuir com esse avanço”, afirmou.

O senador Carlos Viana, em discurso enfático, destacou a importância da confiança e da responsabilidade pública, ressaltando a necessidade de compromisso com a verdade, transparência e justiça, além de defender que o país enfrente seus desafios com seriedade.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Araguari, Malk Mauad Ydy, chamou atenção para o cenário global do agronegócio. “O agro vive uma espécie de montanha-russa, e quem não se profissionalizar corre o risco de ser engolido pelo mercado. Precisamos preparar as próximas gerações e incentivar nossos filhos a continuarem no campo, mantendo o Brasil como líder na produção de alimentos”, destacou.

O deputado federal Zé Vitor reforçou o papel do agro como base da sociedade. “O agro é família, é compromisso com o futuro do Brasil. É um setor que investe onde muitos não chegam e que carrega uma grande responsabilidade com o desenvolvimento do país”, afirmou.

Já o deputado estadual Doorgal Andrade destacou a importância da cafeicultura irrigada. “O café irrigado permitiu levar essa cultura para regiões como o Cerrado, que hoje são referência nacional. Isso é resultado de pessoas comprometidas com o desenvolvimento e com a valorização do setor”, disse.

O deputado estadual Raul Belém também ressaltou a força do café brasileiro. “A Fenicafé chega à sua 29ª edição como símbolo de inovação e tecnologia. Somos o maior produtor de café do mundo, e isso nos coloca em destaque global. A irrigação tem papel fundamental nesse crescimento, permitindo que a produção evolua com responsabilidade”, destacou.

O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, enfatizou o reconhecimento internacional da produção da região e o impacto social da atividade. “A cafeicultura do Cerrado já chegou a mais de 50 países, mostrando que é possível produzir com qualidade, responsabilidade e boas práticas. Isso se reflete no cuidado com as pessoas e no compromisso social do setor”, afirmou.
Ele também reforçou a importância da valorização do produtor rural. “É preciso conhecer a realidade do campo e valorizar quem trabalha. Que a Fenicafé seja mais um marco de prosperidade, diálogo e avanço para o Cerrado e para o Brasil”, concluiu.

Um dos grandes destaques da Fenicafé 2026 é a cobertura digital das principais palestras, workshops e debates, permitindo que produtores, estudantes, profissionais e interessados acompanhem o conteúdo de qualquer lugar.

A iniciativa reforça o compromisso da feira com a democratização do conhecimento e a difusão de informações técnicas de qualidade, ampliando o acesso às discussões sobre irrigação, produtividade, mercado, sustentabilidade e inovação na cafeicultura. A organização destaca que a transmissão é gratuita e pode ser acessada diretamente pelo site oficial fenicafe.com.br durante todos os dias do evento.

O segundo dia do evento, nesta terça-feira (14), foi marcado por debates técnicos e análises estratégicas sobre a cafeicultura brasileira.

Entre os destaques da programação estiveram as palestras do professor Cláudio Pagotto Ronchi, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que abordou os limites fisiológicos do pegamento de frutos no cafeeiro, e do professor Tiago Tezotto, da ESALQ/USP, que discutiu os impactos do excesso de adubação na nutrição das plantas.

Outro momento importante foi o workshop sobre mercado e exportação de café, além de um painel que apresentou um panorama da cafeicultura nacional, reunindo consultores e pesquisadores de diferentes regiões produtoras do país.

A programação também incluiu a palestra da analista de mercado da Agroconsult, Heloisa Mara de Melo, que abordou o papel estratégico do Brasil no fornecimento de café para o mercado internacional.

Foto 2: Público acompanha palestras técnicas sobre inovação e produtividade na cafeicultura.

 

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