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DIREITO E JUSTIÇA – 2 DE ABRIL

qui, 2 de abril de 2026 08:00

O Pai Nosso; O Nome de Deus é Santo:

 

          Jesus dominava a Natureza.                                               Jesus orava sempre.

 

A oração cristã:                   

– A oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus, é considerada a prece fundamental do cristão, resumindo os pedidos essenciais para a vida espiritual e material, enfatizando na filiação divina, confiança no Pai, pedido e proteção contra o mal. Ela simboliza a intimidade com Deus, a necessidade de viver em comunidade (uso de “nós”) e o alinhamento da vontade humana com a divina.

O nome de Deus:

– No judaísmo, Deus é designado por dezenas de nomes alternativos, que refletem os diversos atributos divinos, tendo como objetivos precípuos resguardar a sua santidade e evitar o uso fútil ou em vão. O nome original de Deus está oculto e contido no Tetragrama sagrado YHWH, considerado inefável, impronunciável e que é frequentemente transliterado como YEHAWEH, JEOVÁ ou JAVÉ. Por ser assim tão sagrado, este nome primário de Deus é habitualmente substituído por Adonai (“meu Senhor”) ou HáShem (“O Nome”) Na época de Jesus, ainda no interior do Templo (Santo dos Santos), somente o Sumo Sacerdote conhecia a palavra sagrada e podia pronunciá-la.

–  Outros nomes incluem Elohim (Justiça / Poder), El (Força), Shaddai (Todo-Poderoso) e Ehyeh-Asher-Ehyeh (Eu Sou o Que Sou). Recomendo-lhes uma pesquisa mais aprofundada sobre os diversos nomes de Deus ( tanto no Judaísmo quanto em outras religiões). Os resultados, com certeza, serão interessantes e instrutivos, e todos sairão da pesquisa com um sentimento muito maior de respeito e adoração pelo Grande e Supremo Criador do Universo.

 

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O Pai Nosso detalhado:

1 – Pai nosso que estás (estais) no céu (nos céus):

– Nós reconhecemos incondicionalmente a Deus como Pai amoroso, justo, misericordioso e provedor, estabelecendo um vínculo indissolúvel de proximidade e intimidade, ao mesmo tempo em que reafirmamos Sua soberania absoluta sobre as nossas vidas.

2 – Santificado seja o Teu (Vosso) nome:

– Reconhecemos induvidosamente e sem demora que Deus é Santo, que o Seu Nome é sagrado e não deve ser invocado ou pronunciado de forma desrespeitosa, fútil e vã, mas apenas nas nossas preces sinceras e nas horas de extrema necessidade, quando tudo mais se mostrar insuficiente, cumprindo-nos sempre adorar, reverenciar, agradecer e não somente pedir graças e benesses.

3 – Venha a nós o Teu (Vosso) Reino:

– Suplicamos e clamamos para que a vontade de Deus, baseada no amor, na justiça e na misericórdia, seja estabelecida de forma permanente e irrestrita na Terra, tornando-se universal e sem qualquer distinção entre um ser humano e outro.

4 – Seja feita a Tua (Vossa) vontade, assim na Terra como no Céu (nos Céus):

– Nós nos submetemos e confiamos inteiramente em Deus e na Sua vontade, crendo que a sua decisão será sempre a melhor para todos nós e alinhamos os nossos desejos pessoais aos superiores propósitos divinos.

5 – O pão nosso de cada dia nos dê (dai) hoje:

– Confessamos e reconhecemos a nossa dependência em relação a Deus para com as nossas necessidades básicas diárias, tanto físicas quanto espirituais.

6 – Perdoa (perdoai) as nossas ofensas (ou dívidas), assim como nós perdoamos os nossos ofensores (ou devedores):

– Reconhecemos a necessidade de receber de Deus o perdão divino, condicionado ao perdão que nós mesmos oferecemos ao nosso próximo.

7 – Não nos deixes (deixeis) cair em tentação, mas livra-nos (livrai-nos) do mal:

– Pedimos, suplicamos e esperamos receber a proteção divina contra o mal (pecado) e as ciladas do mundo (maligno).

8 – Amém!

– Assim seja!

Comentário Pessoal:

Continuando e finalizando as minhas críticas quanto às falhas, imperfeições e omissões, perpetradas pelos tradutores e suas traduções (Coluna DJ de 26.03.2026 – O Pai Nosso: A Oração Ensinada Por Jesus), especificamente quanto a esta prece essencialmente cristã, consigno as versões abaixo:

 

EM LATIM:  …  “et ne nos inducas in tentationem, sed  libera nos a malo”.

TRADUÇÃO: … “e  não nos induzas em tentação, mas livra-nos do mal”.

 

EM ITALIANO:   … “e non ci indure in tentazione, ma liberaci dal male”.

TRADUÇÃO:   … “ e não nos induza em tentação, mas livra-nos do mal”.

 

EM FRANCÊS:  … “et ne nous soumets à la tentation; mais délivre nous du mal”.

TRADUÇÃO:  … “e não nos submetas à tentação, mas livra-nos do mal”.

 

Nas versões em Latim e em Italiano está sendo dito, ao menos indiretamente, que é Deus quem induz o ser humano à tentação e à consequente prática do Mal. Nenhuma dúvida existe quanto a isto, pois “inducas” e “indure” significam “induzir” que é influenciar, causar, provocar ou levar alguém a prosseguir ou a agir de determinada forma.

A versão em francês é ainda mais drástica quanto à ação divina sobre o ser humano, quando se utiliza do verbo “sousmettre” (soumets), pois “submeter” tem o sentido principal de sujeitar, dominar, ter sob o seu controle, além de secundário de apresentar algo à apreciação ou aprovação de alguém.

Já as versões em Espanhol. e Português foram corrigidas ou atualizadas:

 

ESPANHOL:  … “no nos dejes caer em la tentation y libranos del mal”.

TRADUÇÃO:  … “não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal”.

 

PORTUGUÊS:   … “não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

Pelo menos, estas duas últimas versões não jogam sobre Deus a culpa pelas tentações e a prática do Mal. Se Ele nos deu, de fato, o livre-arbítrio, nós, seres humanos, é que somos os responsáveis diretos por nossos erros, culpas, desatinos, deslizes e quedas. Se não for assim, a lei do karma, da ação e reação, da atitude e consequência, do plantio voluntário e colheita obrigatória, não teria sentido, seria sem nenhum propósito ou qualquer senso de justiça.

Tudo não passaria de uma pura e simples iniquidade advinda de cruel imposição divina.  Tampouco, a lei de misericórdia, ou seja, a possibilidade de resgate através das reencarnações não existiria, porque o culpado estaria danado ou perdido para sempre, destinado ao fogo eterno, sem qualquer chance de perdão. Não haveria evolução ascendente e permanente para o Espírito, pois a imposição do castigo de Deus seria implacável, para sempre e muitas vezes desproporcional.

Então, se a onisciência divina existisse mais para punir do que para salvar, eu até penso que nos seria legítimo indagar: “por que motivo e para qual finalidade fomos criados? Todavia, eu não creio que Deus se deu ao trabalho da Criação, para punir, para deixar de lado, para permitir que tantas coisas belas e perfeitas percam-se inutilmente.

Teríamos também que nos aprofundar e renovar questionamentos antigos, polêmicos, se não considerados heréticos, e ainda não resolvidos ao longo dos séculos:

– Deus criou o mal?  Se criou, por quê? Para quê?

– Deus permitiu o mal? Se permitiu, qual é o seu limite?

– Deus induz o mal? Se induz, não há respeito ao livre-arbítrio?

Não! Deus é Santo e o Seu Nome é sagrado. Provavelmente, Deus criou o Universo, para manifestar sua glória, poder e atributos invisíveis, não por necessidade, mas por um ato livre de amor e bondade (eis uma excelente explicação contida em rede social).  E, por crer e confiar na Sua justiça e na Sua misericórdia, eu destaco o valor e a eficácia da oração, reiterando:

– Orar é bom.  Orar faz bem. Orar conecta-nos com Deus. Pela oração, glorificamos e adotamos o nosso Criador. Pela oração, agradecemos e pedimos graças e perdão. Pela oração, prevenimos, diminuímos ou evitamos o mal.

Assim eu creio!

Araguari – MG, 02 de abril de 2026.

Rogério Fernal .`.

 

 

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