DIREITO E JUSTIÇA – 12 DE FEVEREIRO
qui, 12 de fevereiro de 2026 08:00
O Cachorro Orelha; Psicopatas Caminham Entre Nós – PARTE II:
= PARA USO ESOLAR =
Orelha: vivendo e morrendo…
Orelha não pode ter morrido em vão:
– Orelha não pode ter morrido em vão. Não pode. Alguma coisa de bom tem que sair disso tudo; que seja, pelo menos, a redução da maioridade penal, para que isso nunca mais aconteça. Porque, se fosse com filhos de famílias pobres, já estaria resolvido, não é assim? O Brasil inteiro está unido, pedindo, clamando e exigindo Justiça por Orelha.
Justiça seja feita por Orelha:
– Eu sei que há muitas pessoas querendo politizar o caso, tirar proveito e aparecer às custas deste lamentável episódio. São fariseus hipócritas, seres vis e execráveis, useiros e vezeiros em enganar a população, tirando o foco, desviando as atenções de outros fatos graves que acometem e achacam o nosso país. Enfim, os que colocam os seus “bodes no meio das nossas salas”.
Ocultando e refutando provas?
– A polícia de Santa Catarina afirma agora que não existe qualquer gravação dos adolescentes agredindo Orelha, nem testemunhas da agressão. Tampouco quanto ao cachorro Caramelo, que eles teriam tentado afogar. Entretanto, na internet, as coisas não são colocadas de forma tão simples e incontroversa, e indagações, ainda não respondidas, são feitas, pondo em dúvida séria a imparcialidade dos que, direta ou indiretamente, investigam a dinâmica dos fatos.
Orelha não apagará a lembrança do Clezão e de outras vilanias:
– Não pensem os espertalhões que o caso Orelha irá apagar ou fazer esquecer a morte do Clezão na Papuda, a iniquidade contra a Débora do Batom, as prisões políticas injustas perpetradas, o Escândalo do Banco Master, etc., etc. É bem verdade que o Brasil caminha aos trancos e barrancos, vai indo em frente de escândalo em escândalo, e o povo tem memória curta. Todavia, paciência e pachorra também têm os seus limites. E basta uma faísca para atear o fogo.
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Cuidado! Psicopatas caminham entre nós:
Vivemos hoje, mais do que nunca, em um mundo conturbado e perigoso, extremamente competitivo e absolutamente desigual. Um mundo em que o poder, o dinheiro e o sexo corrompem, dominam e destroem, tornando-se senhores de países, nações e povos. Por eles, desencadeiam-se lutas fratricidas, ambições irracionais e temerárias, permeadas por traições, morticínios e maldade pela pura maldade, consoante fiz e faço questão de frisar ainda mais. Uma questão de sanidade ou de insanidade?
É neste contexto indefinível, complexo, cruel e maligno que surgem psicopatas escondidos de nós, associados ou contidos em tipos abjetos, assassinos, covardes, dissimulados, sádicos, sorrateiros, torturadores e outros tantos da mesma laia. Para nossa própria segurança e das pessoas que nos sejam caras, é preciso saber conhecer, ou tentar descobrir antes que seja tarde demais, essas pessoas desajustadas e potencial ou realmente perigosas e deletérias ao convício social.
Eu sei perfeitamente bem que é muito difícil, se não quase ou mesmo impossível, a detecção daqueles filhotes de psicopatas em gestação, quando ainda se acham na adolescência, mas já desgarrados ou insubmissos ao poder familiar, e dos outros já consumados e totalmente descontrolados, quando em plena fase adulta, matando, torturando, estuprando, roubando até que, por sorte ou excesso de confiança, venham a ser descobertos. Então, como saber? Como evitar? Como parar?
O transtorno de conduta pode ser caracterizado por comportamentos específicos, tais como: agressões de todo tipo a pessoas e animais, revelando-se a psicopatia de suas ações na falta de motivo, de razoabilidade e de proporcionalidade, consumando-se pelo emprego da crueldade e da tortura gratuitas, objetivando simplesmente causar dor e sofrimento nas vítimas, para que os algozes se sintam e postem-se como senhores da situação. A chamada psicopatia ou transtorno da personalidade antissocial delineia-se ou escancara-se já na adolescência, persistindo e agravando-se sem limites na fase adulta.
Psicopatas existem muito além dos filmes e das séries televisivas. Eles, a maioria, caminham incógnitos e anônimos entre nós, motivo pelo qual o perigo que representam é constante, latente ou real. Em geral, aparentam ser pessoas como nós, vivem uma vida comum e discreta, mantendo relacionamentos aparentemente estáveis, mas, por dentro, escondem desejos destrutivos e capazes de explodir a todo momento. Então, como identificar a tempo um psicopata, se qualquer um pode ser assim? Eu posso ser um “maluco”. E você também…!
A psicopatia ou transtorno de personalidade e comportamento antissocial só pode ser diagnosticado em pacientes maiores de 18 anos. Isso não quer dizer que os indícios de psicopatia não possam ser observados antes, entre a infância e a adolescência, como demonstrou claramente a morte monstruosa que foi infligida ao cachorro Orelha lá na Praia Brava. Agora, tenta-se acobertar o crime, porém os brasileiros de bem não deixarão que isso aconteça. Já se disse: as redes sociais “deram voz aos imbecis”, e imbecis somos nós todos que exigimos Justiça, ainda que seja tardia e por conta-gotas.
Os sinais de psicopatia — plena ou em gestação — são claros e evidentes na conduta dos responsáveis diretos pela morte cruel e banal do cachorro Orelha. Se não podem ser punidos, ou isolados, como adultos, pelo menos, que a comoção nacional causada pelo episódio sirva de trampolim legislativo para a necessária e urgente redução da maioridade penal para pelo menos os 14 anos de idade.
Hoje em dia, adolescentes de 14 anos possuem pleno discernimento e sabem diferenciar claramente o que é lícito e o que é ilícito, o que é legal e o que é criminoso. Gozam das benesses dos adultos (votam, fazem filhos, praticam estrepolias e coisas mais); então, que suportem as consequências e os ônus.
A psicopatia não tem cura, mas tem tratamento, um controle possível em certos casos. Cabe à esfera profissional competente (psiquiatras, analistas, psicólogos clínicos e/ou terapeutas) discorrerem mais tecnicamente a respeito, e não a mim. O ideal é buscar quanto antes orientação profissional especializada, para aprender como lidar com o problema de forma saudável, eficaz e mais segura, sem colocar-se, ou aos outros, em risco. Assim, será um profissional abalizado que deverá diagnosticar a psicopatia, definindo o tratamento e prescrevendo os medicamentos pertinentes.
Várias podem ser as causas da psicopatia: alterações cerebrais, fatores genéticos e traumas na infância, como abuso sexual ou emocional. O diagnóstico de psicopatia é feito por um psiquiatra. Será baseado no “Teste de avaliação de psicopatia de Hare ou PCL – R”, em que são avaliadas as características do comportamento da pessoa. O psiquiatra é médico e pode receitar medicamentos, como o lítio, com o objetivo de diminuir o comportamento agressivo. Como visto antes, para um leigo, a identificação de um psicopata é muito difícil de ser feita com objetividade e acerto.
Eis algumas características em uma pessoa que pode ser tida como psicopata:
1 – Falta de empatia, de respeito, de remorso e de compaixão;
2 – Manipulação das pessoas e emprego de mentiras compulsivas;
3 – Comportamento antissocial, impulsivo, explosivo e irresponsável;
4 – Fascínio pelo poder e pelo controle de pessoas, animais e coisas;
5 – Charme superficial e carisma momentâneo ou fugaz;
6 – Fala mansa, persuasiva e conquistadora;
7 – Egocentrismo e narcisismo;
8 – Exploração de vulnerabilidades;
9 – Relacionamentos instáveis e conturbados;
10 – Gosto por adrenalina e situações perigosas;
A meu sentir, para se ter um psicopata autêntico, não é necessária a presença simultânea de todos estes requisitos, bastando que alguns deles se manifestem alternadamente, evidenciando a faceta cruel, má e sádica do indivíduo, que se compraz em fazer sofrer aos outros, pessoas e animais, maltratando, torturando e finalmente matando. Sem que esqueçamos a danificação e destruição de coisas alheias.
Tome muito cuidado com as pessoas, suas conhecidas, e as do seu relacionamento. Sem exceções. Não faça amizades gratuitas ou apressadas, e muito menos traga alguém, homem ou mulher, para dentro da sua casa. Você poderá ser a próxima vítima fatal de sua própria imprudência, afoiteza ou credulidade.
Um relacionamento amoroso da mulher, em havendo ela filhos menores, especialmente meninas ou moças, muitas vezes torna-se extremamente perigoso, ou tóxico, quando se põe o namorado ou companheiro – ou até memo um padrasto — dentro de casa. Pois, se até alguns “pais” sucumbem à “tentação” de violarem suas filhas, o que se há de esperar dos outros? Depois, já tendo acontecido o que seria de se esperar, será muito difícil consertar o mal — previsível mal – que já tiver sido feito.
Trago-lhes, para reflexão final, dois textos oriundos do FACEBBOK:
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I – ORELHA; uma ausência que nos machuca:
Orelha não fazia mal a ninguém. Era uma presença diária nas ruas da Praia Brava, em Florianópolis, abanava o rabo, buscava carinho e oferecia aquilo que só os animais sabem dar sem pedir nada em troca: amor puro. Sua morte, causada por adolescentes tomados pela crueldade e pela falta de empatia, dói ainda mais porque escancara uma ferida social profunda. Não foi apenas a vida de um cachorro que se perdeu – foi a quebra de um pacto silencioso de respeito, de humanidade e de convivência.
Orelha era comunitário, mas também era de todos. Sua ausência deixa um vazio difícil de explicar, uma tristeza que pesa nas ruas que ele costumava percorrer. Que sua história não seja esquecida. Que sua morte não seja em vão. Que sirva como alerta, reflexão e, sobretudo, por um pedido urgente por mais educação, empatia e responsabilidade.
II – Orelha, uma morte cruel:
Meteram pedaço de madeira no ânus até a garganta, pregos na cabeça, pauladas, cérebro esparramado no chão, o cachorro ainda estava vivo.
Pena de morte é pouco, que os jovens, monstruosos assassinos sofram cada e toda dor agonizante, desesperada, cruel, solitária, indefesa do Orelha, velho cachorro da praia – por todo o resto da vida miserável desses garotos ricos e desprezíveis.
As leis do Brasil deveriam ser iguais às dos Estados Unidos e menores responderem por crimes como adultos. Este caso não acontece só com animais indefesos, também acontece com crianças e mulheres.
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Araguari – MG, 12 de fevereiro de 2026.
Rogério Fernal .`.
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