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CUFA Araguari inicia registro do Inventário do Samba no município

sex, 16 de janeiro de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: O evento reúne artistas, pesquisadores e a comunidade em uma programação cultural e formativa.

A CUFA Araguari, em parceria com uma equipe técnica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), a Fundação Araguarina de Educação e Cultura, o Conselho e a Superintendência Municipal de Promoção da Igualdade Racial e o Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação de Araguari (Sindiala), realiza o registro do Inventário do Samba no município.

Segundo a CUFA, o inventário é um processo de documentação e pesquisa que mapeia a história do samba local, seus movimentos — como escolas, blocos e rodas —, os espaços de manifestação cultural, incluindo bairros e terreiros, além dos mestres que mantêm viva essa tradição. O trabalho organiza informações detalhadas sobre origens, instrumentos, transformações e desafios enfrentados pelo samba, reunindo registros fotográficos e relatos orais. Entre os principais objetivos estão a preservação da diversidade do samba, de raízes africanas e essencial para a identidade cultural brasileira; a documentação de suas formas tradicionais, como o partido-alto, o samba de terreiro e o samba de roda, já reconhecido como patrimônio; e o fortalecimento das comunidades que sustentam essa expressão cultural.

O evento terá início às 10h, no Espaço CUFA, localizado na Rua dos Portadores, nº 20, no bairro Goiás. A programação contará com importantes nomes do samba araguarino, como Nega Timba, Ti Luís da Arrastão, Jeferson de Omolú, Mancha da Paraíso e Alex do Cavaco. Como convidada especial, a Bateria da Escola de Samba Extravasa, de Uberlândia, participa da atividade, além do DJ Fernando Batom, que comandará o som com sucessos do flashback.

A programação inclui a fala das instituições parceiras, um breve relato sobre a história do samba, apresentado pelo historiador e presidente do Compir, professor e mestre Marco Túlio Nascimento, além da coleta de informações para o inventário. Durante a roda de samba, será servida uma feijoada aos participantes.

Pessoas que não atuam diretamente no samba, mas apreciam a cultura popular, poderão participar mediante a aquisição de ingresso no valor simbólico de R$ 20. Crianças com até 10 anos não pagam entrada, e as piscinas do espaço estarão liberadas para uso.

Para a diretora-presidente da CUFA Araguari, Maluh Pereira, a iniciativa representa um passo importante na valorização da cultura local. “Quero parabenizar a UFMG e o Iepha pela realização desse inventário, especialmente diante da perda de nossas tradições. Araguari já teve dez escolas de samba, sendo cinco do grupo especial e cinco do grupo de acesso. Hoje, por falta de políticas públicas, não temos nenhuma. Fui porta-bandeira da Unidos do Paraíso por muitos anos e hoje resta apenas a saudade. Ainda participo do Bloco Maculelê, que sai em cortejo desde 2015 sem nunca ter recebido incentivo público, sempre contando com recursos próprios”, destacou.

 

 

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