Não me venha falar das caxirolas
qua, 4 de junho de 2014 00:00Entre vaias e aplausos, um suspiro pelo Brasil
À beira do caos ou à margem do sucesso? Em uma semana, olhares de todo o mundo endereçarão ao Brasil. Durante 64 jogos, nomes do mais alto escalão do futebol desfilarão pelos gramados nacionais. Sob as luzes de obras faraônicas, delegações prometem explorar cada canto onde a saudosa Fifa instalou o seu padrão.
Não adianta gritar contra a Copa, ou encarnar o “Chê Guevara” nas redes sociais. É hora de se contentar com a idéia de que o mundial é uma realidade. Apenas cuidado ao condenar a atitude de quem não está nem um pouco interessado num bando de marmanjos brigando por uma bola.
Encher os pulmões para gritar que “verás que um filho teu não foge à luta” e repudiar aqueles que lutam por melhorias enquanto você torce, é no mínimo desolador. No país da hipocrisia, a camisa da seleção não pode ser mera fantasia.
Para quem se despediu de um ente querido na fila do posto de saúde, ou perdeu a casa onde constituiu sua família, a conquista da Copa é apenas um afago. Só não me venha falar das caxirolas.
Somos uma miscigenação vista de fora, e uma segregação pelo lado de dentro. É como defender a erradicação dos índios, e se admirar pela arquitetura da Arena Amazônia, baseada no artesanato indígena. Aproveite o período atípico que está por vir, mas não feche os olhos para o que inglês não quer ver.
Não é porque não fomos convidados para a festa em nossa casa, que deixamos de receber os visitantes. Torça do seu jeito. Grite pela seleção, vaie pela nação, porém não espere por um legado. Entre o patriotismo e o ufanismo, ainda existe um suspiro pelo Brasil.
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CAMINHO ABERTO
Outro motivo para acompanhar a Copa do Mundo é o futebol doméstico apresentado pelos clubes brasileiros. Em meio a verdadeiras torturas cometidas contra a bola e os torcedores, o Cruzeiro segue como o favorito para nadar de braçadas rumo ao título do Brasileirão. Com novos ingredientes, a receita de sucesso utilizada em 2013 pode sentenciar mais um ano de conquistas. Para o desfecho da temporada, a celeste ainda ganha um novo reforço para a defesa. Trata-se do zagueiro Manoel, ex-Atlético Paranaense.
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RUMO ÀS OLIMPÍADAS
Com jogadores como Dória, Lucas Piazón, Rodrigo Caio, Lucas Evangelista, Alisson, Ademilson e Wallace, Brasil sub-21 faturou o título do Torneio de Toulon, na França, após bater os anfitriões por 5 a 2.
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