Coluna: Cantinho do Mário (22/01)
sáb, 22 de janeiro de 2022 09:41
AS CONSEQUÊNCIAS DA INCÚRIA
Depois de um breve declínio estamos vendo a pandemia recrudescer, leitos de hospitais quase lotados, óbitos ocupando as páginas de jornais, de repente o assunto volta à tona. O medo se faz novamente presente em rostos desesperançados. Aparece uma nova variante da ceifadora. Os negativistas de plantão e os convenientes pregam que é só uma onda, enquanto não são atingidos. Do mesmo jeito que chove sobre justos e injustos, o roçador não faz distinção, sai derramando lágrimas a mancheias. Enquanto isso, os mais idosos não desencarnaram, padecem as mazelas desse patógeno, muitas das vezes porque não combateram desde o princípio as más tendências nos filhos por fraqueza, indiferença ou ignorância, ou não deram o exemplo, quem sabe? Deixaram que neles e em si próprios desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura e a irresponsabilidade no coração. Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo o gênero, parece que a amostra não bastou. Um simples ato de disciplina poderia ter poupado muito sofrimento, mas a procura desvairada pelo prazer e liberdade sempre tem um preço. E pasmem, não são apenas os jovens que se iludem com prazeres transitórios, idade não é sinônimo de sabedoria, alguns envelhecem apenas o corpo e não adquirem experiência de vida, se esquecem que o cutelo está sobre a cabeça de todos. Estão fazendo pouco caso desse micro-organismo que se assemelha a um felino durante a caça, sorrateiro e imprevisível. Todos estamos sujeitos ao contágio. Será que seremos obrigados a passar por novo lockdown só porque alguns não conseguem se conter? Eu acredito que não há necessidade disso, basta que mantenhamos os cuidados básicos, máscara, uso de álcool e outros sugeridos pelas autoridades no assunto. A vida continua, as pessoas precisam trabalhar e comer. Viver fica para quando a pandemia sumir no horizonte, mas se depender do que foi demonstrado pela humanidade, quem sabe em 2050, se sobrar um de nós? O bom senso corre o risco de ser extinto. Os apressados precisam pisar no freio de seus desejos. O que é um ano de sacrifício para depois viver uma vida plena? Quantas pessoas caem por sua própria culpa e ainda arrastam outros com sua imprevidência. Mas, não é questão de procurar culpados, por que se quisermos descobrir quem é o responsável pelo que está acontecendo é só olhar no espelho. É hora de assumirmos nossa reponsabilidade. Eu amo a vida eu acho que valeu a pena viver até agora, aprendi muito, creio que é melhor botar um sorriso no rosto do que ficar com ‘cara de taxo’. É como diz o adágio: “quando você nasceu, todos sorriam e só você chorava, viva de tal forma que quando morrer, todos chorem e só você sorria”. Pensamento positivo e cautela. O importante é não comer o lanche antes do recreio, a vida sorri para quem a ama, mas bom senso e caldo de galinha não fazem mal para ninguém. Diante de tanto desamor lembro-me da pergunta de João: “Vocês já estão se amando, meus filhinhos? ”.
MÁRIO FERREIRA:.
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