População questiona a retirada de árvores para construção de ciclovia no bairro Jóquei Clube
sex, 31 de julho de 2020 06:07Da Redação

As arvores foram retiradas do trajeto para possibilitar a construção da ciclovia
As obras na avenida Cornélia Rodrigues da Cunha, no bairro Jóquei Clube, seguem em ritmo acelerado. No local está sendo construída uma ciclovia que ligará a praça Sérgio Pacheco até a rua Walter Santiago, sendo uma iniciativa bastante aguardada pelos ciclistas da cidade. O investimento é de R$ 273 mil, proveniente de uma emenda parlamentar dos deputados federais Edson Moreira (PR) e Zé Silva (Solidariedade). De acordo com o projeto, o trecho terá um piso sinalizado horizontalmente e verticalmente.
A previsão para inauguração é de três meses. Apesar da prefeitura considerar a obra como uma benfeitoria para a cidade, a situação tem dividido opiniões, principalmente após a poda de árvores do perímetro. Moradores questionam a necessidade de diminuir áreas verdes para a criação de uma ciclovia. “É uma tragédia o que a prefeitura fez com as árvores dos canteiros onde está sendo construída a ciclovia. Será quanto tempo as árvores vão sobreviver depois desses cortes?”, questionou um leitor que entrou em contato com a reportagem.

Moradores relatam que as árvores eram saudáveis e a remoção pode causar impactos ambientais
A decisão da prefeitura em retirar as árvores sem consulta popular também foi alvo de críticas. “Cortaram árvores frondosas, saudáveis que a todo ano nos encantavam e ajudavam na filtração do ar, coloriam nossos dias e nos enchiam de energia. Era prazeroso passar de carro, a pé, bicicleta, mas o sonho acabou. Sem explicações, nossos administradores se sentiram no direito de transformar em tocos de madeira o que ontem era uma riqueza. Foram anos e anos jogados ao chão, sem dó, sem piedade e todos nós aqui sem entender o porquê! Já estamos todos sofrendo com a saúde, e nos perguntamos porque investir esse dinheiro em uma obra como essa”, ressaltou a moradora Lívia Cunha.
Para falar sobre o assunto, a reportagem entrou em contato com o secretário de Obras, Expedito Castro Alves Júnior, que afirmou estar acompanhando de perto a intervenção e que, de fato, as árvores foram suprimidas, uma vez que impediam o trajeto. Segundo ele, a retirada das mesmas seguiu todas as orientações da equipe técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que também avaliou a situação da retirada das árvores, bem como, o procedimento de corte e poda, em acordo com a legislação vigente.
“Estamos trabalhando dentro da lei e com acompanhamento de especialistas. Vale ressaltar que serão plantadas outras 10 árvores, conforme nos foi orientado”, afirmou.
A reportagem também tentou contato com a Secretaria de Meio Ambiente, no entanto, até o fechamento desta edição não obtivemos retorno. Por outro lado, há quem destaque a importância da ação para aqueles que utilizam bicicletas diariamente. “Ciclovias são equipamentos essenciais que garantem a segurança de ciclistas. Deveria haver em toda cidade, principalmente nos trajetos que servirão aos trabalhadores nos seus deslocamentos. Mas, precisamos também que seja feito um bom trabalho, caso contrário ficará como as ruas da cidade, cheias de buracos e imperfeições, o que coloca em risco a segurança daqueles que utilizam as ciclovias”, ponderou o ciclista Renato Costa.
Um internauta, que preferiu não ser identificado, também explanou a favor da obra: “Benfeitorias necessariamente geram transtornos. Já imaginaram quantas árvores foram cortadas para construção de rodovias? Se pensarmos assim, não teria nenhuma benfeitoria. Tem que fazer tudo com planejamento e autorização da pasta municipal responsável pelo meio ambiente para que os impactos não sejam grandes”.
A reportagem verificou junto à administração municipal que, caso o cidadão precise fazer o corte de uma árvore ou queira fazer alguma denúncia, é preciso fazer a solicitação na Secretária de Meio Ambiente ou via telefone através do número 3690-3115. A solicitação é encaminhada para a equipe técnica que irá até o local verificar se o corte é realmente necessário, tendo como base a lei 5681/2016. 3. Feita a vistoria, é elaborado um parecer técnico e este é encaminhado para o Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente – CODEMA.
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