Domingo, 05 de Abril de 2020
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Saúde Alerta – Você sabe o que é a câimbra do escrivão?

qua, 22 de fevereiro de 2017 05:36

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A câimbra do escrivão é uma distonia focal relacionada ao ato de escrever. Faz parte do grupo das distonias ocupacionais, que se caracterizam por contrações musculares involuntárias desencadeadas por determinados movimentos como escrever, tocar piano, violino, saxofone, jogar golfe ou digitar. Em alguns casos a distonia pode afetar mais de uma função da mão.

Há dois tipos de câimbra do escrivão – a simples, que ocorre somente quando se realiza uma função – como escrever – e a câimbra distônica – presente em mais de uma atividade, como usar talheres, pentear-se, digitar.

Os sintomas da câimbra do escrivão ocorrem assim que a pessoa segura a caneta ou após escrever algumas palavras – apreensão da caneta é extremamente forte, o punho se flexiona ou estende e uma postura de elevação de cotovelo e do ombro acompanha o ato da escrita, que se transforma numa tarefa cansativa, imprecisa, lenta e até mesmo dolorosa.

Os sintomas podem iniciar desde a adolescência até os 50 anos, são unilaterais ou bilaterais e ocorrem tanto em homens quanto em mulheres. É considerada uma doença crônica, com prognóstico difícil de ser definido. Sua causa é uma função anormal dos gânglios da base, neuronais situadas profundamente no cérebro e encarregadas de regular os movimentos.

O diagnóstico é clínico, não se observando lesões visíveis nos exames de neuroimagem, como a ressonância magnética – o que ocorre é um erro da programação motora, pouco se conhecendo estruturas neuronais situadas profundamente no cérebro e encarregadas de regular os movimentos.

O tratamento da câimbra do escrivão visa aliviar os espasmos e a dor, restaurando a postura e a função da escrita. As opções terapêuticas e seus efeitos colaterais devem ser bem analisados em cada paciente. Podem ser usados medicamentos via oral, injeções de álcool, xilocaína e toxina bolutínica A.

Uma estratégia não exclui outra, podendo se associar fisioterapia, terapia ocupacional e psicoterapia de apoio. Cerca de 5% dos pacientes melhoram com drogas anticolinérgicas, mas seus efeitos colaterais são maiores que o benefício. A aplicação de toxina botulínica é a que enfraquece os músculos o suficiente para melhorar a postura da mão sem comprometer a sua função.

A toxina botulínica melhora a escrita e reduz a dor em cerca de 50% dos pacientes. Estudos que avaliam a função cerebral mostram que a toxina botulínica A reorganiza, durante o seu efeito, os circuitos cerebrais motores excitatórios e inibitórios. Está também indicado diminuir a atividade de escrita com a mão comprometida, usando métodos alternativos como digitar ou utilizar um gravador.

Não se indica aprender a escrever com a outra mão, pois, ao transferir essa função 50% dos pacientes apresentam câimbra do outro lado. Alguns apresentam movimentos involuntários na mão distônica quando escrevem com a outra mão. Aprender a usar a caneta de um modo diferente ou envolvê-la com um molde também pode ajudar.

Outro truque é usar o ombro e o braço ao invés do punho e dedos para realizar os movimentos da escrita. Deve-se permanecer confortável durante a escrita e usar uma prancha vertical – 60% dos pacientes melhoram escrevendo nessa posição. A fisioterapia pode melhorar a flexibilidade do braço, comprometida pelas contrações distônicas. As consequências emocionais da distonia podem afetar todos os aspectos da vida – pensamento, ação, competividade.

O estresse, parte inevitável da vida, não causa a distonia, mas pode agravá-la. Pode ser aliviado com técnicas de relaxamento, meditação  ou psicoterapia. Do mesmo modo, a distonia pode acarretar ou agravar uma depressão, que também é um sintoma tratável.

Procurar associações ou grupos de suporte para obter informações é extremamente importante para os pacientes com distonia. Saber que milhares de pessoas apresentam esse sintoma pode mudar o enfoque sobre a doença “você é mais do que uma distonia – não permita que a distonia o defina”.

1 Comentário

  1. Soraya Alves disse:

    Obrigada pelo tema! Sou médica e tenho câimbra do escrivão desde os 24anos. Sigo me adaptando

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