Domingo, 05 de Abril de 2020
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Saúde Alerta – O que são crises de ausência?

sex, 6 de janeiro de 2017 05:50

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1-O que são crises de ausência?

As crises de ausência, antigamente denominadas de “pequeno mal epiléptico”, são episódios em que a pessoa experimenta uma súbita alteração da consciência por 10 a 30 segundos, durante os quais permanece quieta, com olhar vago, parecendo estar visualizando o infinito. Existem dois tipos de crises: crise de ausência simples e  crises de ausência complexas.

2-Quais são as causas das crises de ausência?

As crises de ausência são uma forma de epilepsia devido a uma atividade anormal do cérebro ativada por hiperventilação. Em geral, a causa desse tipo de epilepsia é genética. Os pacientes com essa forma de epilepsia geralmente têm uma história familiar desse ou de outros tipos de epilepsia. Após a não-adesão ao tratamento, a falta de sono é a causa mais frequente de exacerbação das crises. Os fármacos que reduzem o limiar de convulsão (por exemplo, álcool, cocaína, penicilina em altas doses, overdose de isoniazida e neurolépticos) são mais susceptíveis de causar convulsões em doentes com epilepsia. A brusca supressão de álcool, benzodiazepínicos e de outros sedativos também são causas comuns de exacerbação das crises.

3-Quais são as principais características clínicas das crises de ausência?

As crises de ausência na maioria das vezes acontecem em crianças, mas de raramente podem ocorrer também em adultos. Quase nunca as crises de ausência ocasionam danos à criança. Elas tendem a desaparecer naturalmente com a chegada da adolescência, porém, algumas crianças podem ter as crises para o resto da vida ou desenvolver outras manifestações epilépticas associadas, inclusive convulsões motoras tônico-clônicas.

As crises de ausência simples podem ser tomadas durante muito tempo como mera falta de atenção e, assim, algumas pessoas podem ter crises de ausência durante anos antes que elas sejam detectadas.

Durante uma crise de ausência simples a pessoa apenas olha para o espaço por alguns poucos segundos e talvez nem note o acontecido. Nas crises mais complexas, a criança perde a consciência, fica parada, sem cair ao chão, para de falar, fica com o olhar vago, desviado para cima, não responde nem reage a estímulos e pode deixar cair os objetos que esteja segurando.

As crises podem ser frequentes e breves, durando apenas alguns segundos, e podem ser muitas por dia. Nas crianças de idade mais avançada, elas podem durar vários segundos e até minutos e podem ocorrer apenas algumas poucas vezes ao dia.

Depois da crise, a criança se recupera e continua fazendo o mesmo que antes e não guarda lembrança do acontecido. Outros automatismos motores podem se fazer presentes, como piscar ou revirar os olhos, apertar os lábios, mastigar ou fazer pequenos movimentos com a cabeça ou com as mãos. Após a crise, não há a confusão mental e por vezes o paciente nem percebe que a teve.

4-Como o médico diagnostica as crises de ausência?

Clinicamente, as crises de ausência podem ser difíceis de identificar e podem ser confundidas com falta de atenção, por exemplo. Um diagnóstico de certeza pode ser feito através de um eletroencefalograma, durante o qual o médico pode pedir ao paciente que respire muito rapidamente, na tentativa de produzir uma crise de ausência durante o exame, o que o tornaria ainda mais definitivo.

5-Como  trata as crises de ausência?

As crises de ausência são controladas com medicamentos antiepilépticos específicos.

6-Como evoluem as crises de ausência?

Uma pessoa pode ter crises esparsas, apenas “de vez em quando” ou tê-las com muita frequência. Geralmente as crises desaparecem antes dos 18 anos, mas podem persistir na vida adulta e serem associadas a outras manifestações epilépticas. A taxa de remissão das crises de ausência na infância, quando medicadas adequadamente, é de mais de 80%.

 

1 Comentário

  1. Luciana Andrade da Silva disse:

    Olá,
    meu nome é Luciana e aos 20 anos comecei a desencadear as crises de ausências o médico entrou com medicamento e não sei se é por conta de
    Não ter tomado devidamente correto tive mais a frente convulsões que foram três no total.
    Hoje faço uso de depakene e oxcarbamazepina porém as crises ainda contínuam já fiz todos os exames possíveis.

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