Domingo, 15 de Dezembro de 2019
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Diabetes e atividade física

ter, 3 de março de 2015 00:01

Paulo LeiteDr. Paulo Leite

A doença Diabete é aquela em que o açúcar circulante no sangue (glicemia), fonte básica de energia do organismo, está elevado, ou seja, em jejum acima de 100 mg/dl e duas horas após uma refeição habitual, a glicemia está alterada, ultrapassando 140 mg/dl. É também uma doença crônica como a hipertensão arterial e na maioria dos casos considerada como herança genética, podendo ter outras causas adquiridas como alcoolismo, viroses etc. Hoje é a oitava maior causa de morte no mundo. Temos em geral dois tipos comuns de diabete,  (Tipo I) e a Tipo II.

Na Diabetes tipo 1, o pâncreas deixa subitamente de produzir insulina. Isso faz com que a subida do açúcar no sangue seja súbita e muito exagerada. Além disso, a falta absoluta de insulina dá origem à produção de substâncias tóxicas no organismo, os chamados “corpos cetónicos”, que dão mal-estar e náuseas (“agonias”). Como não há qualquer produção de insulina, a única forma de tratar consiste em administrar insulina.

Na Diabetes tipo 2, afeta a capacidade do organismo de converter o açúcar presente no sangue em energia. Este processo é controlado por um hormônio designado por insulina. Na Diabetes tipo 2, o organismo não responde à insulina como devia (a chamada “resistência à insulina”) e também não produz insulina convenientemente. Isto tem como resultado a subida anormal e progressiva dos níveis de “açúcar” no sangue (glicemia).

Vamos ao nosso tema, o exercício para o diabético. Considerado fundamental no tratamento do paciente com diabete, ajuda na perda de peso, leva a um melhor “equilíbrio” na metabolização dos carboidratos e açúcar, além de ter efeito protetor para o coração, através da redução do colesterol e do melhor controle quando está associada à pacientes com hipertensão arterial. Por outro lado, na realização de exercícios por pacientes que usam medicamentos orais ou insulina, poderão ocorrer hipoglicemias (queda do nível de glicemia abaixo do mínimo 70 mg/dl. nível mínimo normal de açúcar no sangue.

Isto se deve a essas medicações não permitirem o aumento fisiológico da glicose no sangue ou de sua utilização pelos tecidos, fato necessário ao organismo quando em atividade física. Portanto, a atividade física em diabéticos em uso de medicação deve ser cuidadosamente supervisionada e os responsáveis pela orientação dos exercícios devem saber exatamente o que o nosso esportista em treinamento está tomando. Uma tática para evitar a ocorrência da hipoglicemia é nunca fazer exercícios em jejum e “fracionar” a sua dieta habitual, isto é em 5 a 6 pequenas refeições por dia. Várias são as consequências do diabetes para o sistema cardiovascular: agride as paredes internas das artérias, aqueles vasos que levam sangue ao cérebro (carótidas); coração (coronárias); rins (artérias renais); artérias dos braços; pernas; olhos etc. Com isso leva à ocorrência, respectivamente, da angina ou do infarto, dos acidentes vasculares cerebrais, de insuficiência renal crônica e cegueira. Nos pacientes diabéticos, a maior causa de morte é por obstruções das coronárias, isto é, das artérias que nutrem o coração. O tempo de duração do diabetes é mais importante no desenvolvimento da doença coronariana do que gravidade do diabete, pois leva ao aparecimento ou agravamento de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares como aumentar os níveis de colesterol no sangue, acompanhar uma hipertensão pré-existente ou levar a aumento de pressão arterial secundária a insuficiência renal (uremia). Um dos maiores fatores de risco para o aparecimento do diabetes tipo II é a obesidade que, por sua vez, também é um fator de risco independente para a doença cardiovascular.

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