Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
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Violência Doméstica é discutida em audiência pública no Imepac

sex, 8 de novembro de 2019 05:15

Da Redação

Somente em 2018, foram 4.069 vítimas de homicídios do sexo feminino, sendo que 1.206 casos foram registrados como feminicídio, ou seja, foram vítimas de crimes pelo fato de serem mulheres. Os índices colocam o Brasil no 5º lugar do ranking de mortes violentas de mulheres no mundo, de acordo com levantamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Violência Doméstica é discutida em audiência pública no Imepac

Violência Doméstica é discutida em audiência pública no Imepac

 

Em Araguari, o tema ganhou audiência na noite da última quarta-feira, 6, com o I Seminário sobre Violência Doméstica que sobreveio por intermédio de uma solicitação da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Araguari, em nome do promotor André Luís Alves de Melo. A realização do evento foi uma parceria entre o Imepac, por meio dos cursos de Direito, Enfermagem e Psicologia, Ministério Público de Minas Gerais, Delegacia da Mulher de Araguari; Centro de Alternativas Penais e Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional- Capie Araguari (Ceapa) e Associação de Apoio à Mulher Ação e Recomeço (AAMMAR).

A equipe organizadora do evento ressaltou que a violência doméstica tem sido um dos temas mais discutidos nos últimos anos. O assunto é polêmico e deve ser debatido em todos os meios. Por esse motivo, no I Seminário sobre Violência Doméstica, cada envolvido no processo, além de profissionais ligados às áreas jurídicas, assistentes sociais e psicólogos, pode contribuir e explanar sobre suas atuações no combate a esse tipo de violência.

A Mesa Redonda I foi presidida pelos convidados, Fernando de Almeida Santos (advogado criminalista) e Elaine Alves Barbosa (gestora social do Centro de Alternativas Penais e Inclusão do Egresso do Sistema Prisional), que abordaram os aspectos legais no amparo às mulheres vítimas de violência doméstica.

Em seguida, Cristina Ferreira de Carvalho, convidada da Associação de Apoio à Mulher Ação e Recomeço (AAMMAR), falou sobre a importância do incentivo ao recomeço da vida desta vítima de agressão.

Por fim, a Mesa Redonda II, contou com os palestrantes Klenio Antônio Sousa (psicólogo) e Daiane Mary Silva (assistente social) que dissertaram sobre ‘A importância da atuação psicossocial perante as vítimas de violência doméstica. ’

“Ficamos imensamente felizes com o convite de organizarmos e participarmos deste evento que trouxe como foco o combate e superação da violência doméstica, a possibilidade de darmos visibilidade ao excelente trabalho que tem sido feito em nossa Comarca, além de divulgarmos as recentes alterações da Lei Maria da Penha. Foi sem dúvida, um momento de reflexão e debate sobre as questões que permeiam a violência doméstica e seus principais aspectos, ” enfatizou Gleice Mara Silva Oliveira, coordenadora adjunta do Curso de Direito e uma das organizadoras do evento.

Karla Cristina Walter, coordenadora do Curso de Enfermagem, destacou a importância do seminário. “Sem dúvida foi um momento de extremo conhecimento multiprofissional sendo possível abordar diferentes vertentes do tema. No campo da saúde, a violência doméstica acarreta problemas para a área desde o momento da recepção, que requer todo um cuidado do profissional, até a demanda da necessidade de serem criadas políticas públicas exclusivas, como também a necessidade de serem instituídos serviços direcionados de capacitação dos profissionais, prevenção e tratamento.”

Fabiana Pires Teobaldo, coordenadora do curso de psicologia e uma das organizadoras do evento, falou sobre a importância de múltiplos olhares para que se entenda a questão e dê as vítimas todo suporte necessário. Nesse cenário, “a psicologia tem um papel fundamental na recuperação das vítimas de violência doméstica, pois através do acolhimento e escuta ativa e qualificada, o psicólogo pode trabalhar diversas questões como autoestima, identidade, identificação de crenças disfuncionais. Trazer essas discussões para o ambiente acadêmico é contribuir para uma formação crítica e reflexiva do futuro profissional de psicologia. ”

“Sobre violência doméstica é necessário buscar junto aos deputados que representam a cidade, a possibilidade de conseguir emendas de até 800 mil reais para serem destinadas para Delegacia da Mulher nas novas instalações conforme projeto. Pela média nacional, em Araguari poderíamos ter cinco feminicídios por ano, um para cada 25 mil habitantes. Foi assim até 2015. Depois, com a implantação da rede de proteção em Araguari, este número quase zerou por ano” concluiu o promotor André Luis Melo que destacou como altamente positiva a primeira edição do seminário.

1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    Tem que ter é uma casa para abrigar essas mulheres. Também, tem mulher que coloca homem dentro de casa para matar e estuprar seus filhos, isso quando não é o próprio pai que faz. Se não deu certo com o primeiro que pode ser um inconformado e te matar também, pra que arrumar mais homem. Tem mulher que já está com a vida feita, ao invés de ficar quieta, fazer umas viagens , pega arruma um louco, a hora que vê que o cara não presta, vai tentar se livrar e aí todos já sabem o que acontece. Porque quando fala que não quer mais, já tem que dar um jeito na hora de esconder em outra cidade, se não quiser partir para o andar de cima.

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