Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Tribunal de Justiça confirma julgamento popular de acusados de assassinato no bairro Novo Horizonte

qua, 9 de outubro de 2019 05:52

Da Redação

Em fevereiro deste ano, a Primeira Vara Criminal da Comarca de Araguari determinou que dois acusados fossem submetidos a julgamento popular, em face da morte de Antônio Tibúrcio Junior, assassinado a tiros em frente a um comércio na rua Otacílio Pinto de Oliveira, no dia 19 de março de 2018.

Naquela ocasião, a Juíza Danielle Nunes Pozzer argumentou que havia indícios suficientes da participação de ambos nos fatos, um como mandante do homicídio e o outro, como olheiro, pois conversava com a vítima no estabelecimento comercial e repassava as coordenadas ao comparsa. Dois menores de idade teriam sido recrutados por eles para a execução dos fatos.

A defesa dos denunciados recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em Belo Horizonte. O suposto mandante do assassinato negou qualquer envolvimento com o evento criminoso e pediu sua absolvição, não tendo as testemunhas de acusação lhe imputado a autoria do delito, além de não restar comprovada a troca de mensagens dele com o outro acusado.

Por sua vez, o olheiro pugnou pela retirada da qualificadora do recurso que dificultou a defesa de Antônio Tibúrcio Júnior, em razão das desavenças preexistentes entre os envolvidos, não se revestindo o ataque do elemento surpresa, tampouco tendo sido a vítima atingida pelas costas.

O desembargador Matheus Chaves Jardim colocou que o exame pericial realizado nos aparelhos celulares demonstra o contato entre os acusados e os adolescentes para a execução da vítima, além de relatos dos policiais militares, atribuindo a participação dos mesmos no crime.

A respeito dos adolescentes que participaram do delito, eles foram identificados por meio de documento de identidade em diligências da Polícia Civil, comprovando a menoridade.

Assim, o TJMG manteve a decisão do Juízo Criminal da Comarca de Araguari para mandar os réus a julgamento popular, pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores. Matheus Chaves Jardim foi acompanhado em seu voto pelos desembargadores Catta Preta e Renato Martins Jacob, da Segunda Câmara Criminal do TJMG.

“Em se tratando de crime de responsabilidade do Tribunal do Júri, o julgamento pelo Tribunal popular só pode deixar de ocorrer, provada a materialidade caso se verifique ser despropositada a acusação”, argumentou o magistrado.

EXECUÇÃO E PRISÕES

Antônio Tibúrcio Junior tinha 26 anos e possuía antecedentes criminais. Uma testemunha disse que o rapaz estava mais cedo em uma igreja evangélica no bairro Novo Horizonte e foi até a mercearia comprar um chip de celular, sendo surpreendido pelos atiradores. Câmeras de monitoramento registraram o fato.

Na mesma noite dos fatos, ao receberem denúncia anônima, militares conseguiram prender em flagrante delito um dos suspeitos de participar do crime como olheiro, também apreendendo seu aparelho celular, no qual estavam registradas conversas com o mandante do homicídio.

Na mesma semana, no bairro Gaivotas, próximo aos trilhos da saída para Uberlândia, a PM apreendeu os adolescentes que teriam participado da morte de Tibúrcio. Ainda foram localizadas uma arma de fogo e três munições.

Em maio de 2018, o suposto mandante da execução foi capturado no bairro Jardim Patrícia, em Uberlândia, sob a suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Assim, a Delegacia Especializada em Homicídios de Araguari cumpriu a ordem de prisão, numa unidade penitenciária da cidade vizinha.

 

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