Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Secretária de Saúde esclarece transtornos na transferência de pacientes do PSM

qua, 8 de outubro de 2014 01:11
Lucélia Rodrigues aponta dependência do número de vagas de emergência no Estado

DA REDAÇÃO – Depois de se envolver em um acidente de trânsito na tarde deste sábado, 4, um motociclista de 33 anos foi encaminhado ao PSM (Pronto Socorro Municipal). Com uma fratura exposta na região da tíbia, a vítima precisava aguardar a liberação para passar pelo procedimento médico em um hospital. A espera, no entanto, virou o dia.

Diante da lentidão no atendimento, familiares do motociclista acionaram a equipe da PM. Em contato com a guarnição, testemunhas disseram que o Hospital de Clínicas da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) foi informado acerca da situação. Ainda assim, se negou a realizar o procedimento, uma vez que não havia vagas e um médico especialista estaria disponível em uma unidade de Araguari.

O hospital, no entanto, também não pôde receber o paciente, exigindo sua permanência no Pronto Socorro Municipal. De acordo com a PM, o relógio apontava as 8h50 deste domingo, 5, quando a vítima foi encaminhada para o Hospital de Clínicas da UFU, que continuava sem vagas disponíveis.

Diante do transtorno, a reportagem procurou a secretária de Saúde, Lucélia Rodrigues. Para ela, a demora ocorreu em razão de uma dependência do sistema de vagas do Estado.

“É uma condição que foge da nossa competência, pois não podemos determinar as vagas. À medida que o paciente com emergência chega ao PSM, é inserido num sistema de regulação estadual. Assim, primeiro procuramos um leito em Araguari e se não houver disponível ampliamos a procura para a região. Temos a obrigação de manter a vítima estável durante esse período até o seu encaminhamento,” explicou a secretária.

O motociclista araguarino ainda teve que aguardar no Hospital de Clínicas até ser submetido a uma cirurgia. Questionada acerca do excesso de pedidos para transferência, a secretária de Saúde apontou as dificuldades no sistema.

“É como a pessoa precisar de um leito de UTI e não haver disponível. Há alguns dias passamos por uma situação semelhante. A verdade é que somos reféns do número de vagas. Dependemos da autorização na regulação estadual. Existem casos cirúrgicos que precisamos aguardar a medicina da UFU, que também depende dessa liberação”, completou.

Na região, as condições se tornam alarmantes. Recentemente, um paciente com hemorragia cerebral precisou aguardar mais de um mês para ser submetido a uma cirurgia em Uberlândia. De acordo com o Hospital de Clínicas, a vítima não foi atendida em virtude da falta de leitos, mas permaneceu sob os cuidados do serviço de neurocirurgia durante o período. Diante da situação, a Justiça Federal concedeu uma liminar obrigando a realização do procedimento médico.

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