Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Refletindo o tempo

sáb, 22 de dezembro de 2018 05:50

 Edmar César Alves

Aos poucos, com o passar do tempo, vamos amadurecendo cada vez mais, adquirindo experiência, bagagem e conhecimentos e, aos poucos vamos, também, percebendo que muitas coisas que julgávamos importantes já não são mais tão importantes assim.  Algumas perderam o valor, ou então, foram substituídas.

Aquela luta, aquele sacrifício incessante em busca, muitas vezes, do impossível, não tem tanta importância mais.

Aquele desejo ardente de conseguir algo, muitas vezes indo ao máximo dos esforços e da dedicação extrema, não tem o mesmo sabor de antes.

Aquele sonho que nos acompanha há tanto tempo, o das grandes conquistas materiais, um carro novo, uma casa nova, uma viagem, um emprego com estabilidade, uma posição social, uma grande vitória e conquista que marcasse nossa história e nossa passagem, tudo isso vai ficando para trás.

Até mesmo as amizades, aos poucos vão desaparecendo, sumindo com o tempo, algumas sendo recicladas, outras substituídas ou, até mesmo, fortalecidas.

Aos poucos vamos nos conhecendo e descobrindo o verdadeiro sentido da vida, que vai muito mais além da nossa imaginação e das nossas ações.

E, para chegarmos a esse entendimento, somente adquirindo a bagagem da experiência com a vivência em cada estação de chegada e partida, registrada nas páginas do livro da natureza de nossa existência.

No entanto, custamos a enxergar tudo isso. Passamos trezentos e sessenta e cinco dias fazendo planos e mais planos, arquitetando, elaborando, esboçando planilhas, sugestões, traçando metas e mais metas.

E quando chegamos ao final de cada ano nós nos perguntamos: quantos desses planos foram colocados em prática?

Alguns foram realizados e frustrados; outros, esquecidos e engavetados; muitos iniciados e não concluídos; poucos conquistados e bem sucedidos.

E aos poucos vamos vendo que pensamos muito mais do deveríamos pensar, elaboramos e planejamos de tudo, porém, realizamos bem pouco, por nossa invigilância, descontentamento, frustração, avareza, cobiça. E é justamente aí, que enxergamos que o pouco seria o muito que estávamos em busca o tempo todo.

É preciso refletir neste momento tão importante em que a cortina do pretérito se fecha e outra cortina se abre anunciando um novo tempo, cabendo a cada um de nós descobrir o que é necessário de real para aproveitarmos um pouco mais do maior patrimônio que temos: o Tempo.

Com certeza, são nessas oportunidades que podemos fazer nossas avaliações. Valorizando nossas viagens introspectivas, do meu eu comigo mesmo.

É mergulhando dentro de nós que reuniremos as condições para nos perguntar: O que valeu a pena? O que não valeu a pena?

Aos poucos, vamos nos dando conta e entendendo que poderíamos ter aproveitado um pouco mais desse tempo que passou, pois ele foi único, assim como as águas de um rio que não voltam pelo mesmo curso que se desdobraram.

Quanto tempo perdido diante da tela da TV, do celular, do tablet, do PC, dormindo, hibernando, valorizando muito mais o virtual que o real.

Perdemos muito tempo imaginando o inimaginável, sonhando com o impossível e traindo nossos sentimentos e nossos desejos, enganando-nos muitas vezes, disputando conosco mesmo algo que sabíamos que não atingiríamos; tentamos muitas vezes, solucionar o insolucionável, gastando o pouco tempo que tínhamos, lutando por algo sem nos preparar, sem o treinamento necessário para atingir os objetivos tão esperados.

Muitas vezes nos encontramos brigando, discutindo por coisas tão banais, perdendo amizades, fazendo inimigos, causando intrigas, angariando dissabores, dores, dissenções, até mesmo entre os entes queridos; divergindo, discutindo, criticando, apontando erros e defeitos sem olhar para dentro de nós cansando-nos, desgastando-nos, sacrificando-nos por algo sem nenhuma importância, aí nos perguntamos, o que valeu a pena? O que não valeu?

São nesses momentos que nos lembramos que poderíamos ter aproveitado mais. Um pouco mais, com nossos familiares, nossos amigos, companheiros de jornadas, dividindo dores, diminuindo tristeza, somando carinho e multiplicando amor, fazendo jus à matemática da vida.

Quantas vezes tivemos a oportunidade de dizer a alguém eu te amo, conte comigo, vamos caminhar juntos, estou aqui…

Quantas vezes poderíamos ter visitado aquele que nos esperava para um abraço, um aperto de mão, um sorriso, uma palavra, aquele bate-papo que consola, que agrada, regado por um gole de café, um pedaço de broa ou um pão de queijo, ou simplesmente, um copo de água fria.

Quantas vezes tivemos a oportunidade de pedir perdão e perdoar, esquecer e recomeçar; quantos e quantos pela estrada esperaram por nós e de nós, para um grande reencontro repleto de solidariedade e de fraternidade.

Aos poucos vamos entendendo a necessidade de algumas mudanças para descobrirmos o verdadeiro sentido da vida:

Viver, viver com alegria, com entusiasmo, com energia, com simplicidade, com bondade, com ternura, com amor.

Viver, sentindo o pulsar do coração e suas suaves batidas de esperança, de paz e de consolo, entendendo a célebre frase do salmista: “o homem é semelhante a um sopro, os seus dias são como a sombra que passa”. Aproveitemos nossa existência, nosso tempo, vivendo cada instante, cada momento, valorizando a oportunidade de estar aqui pela graça e pela bondade do Criador! Pense nisso!

Boas festas! Feliz Ano Novo! Feliz 2019!

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