Domingo, 15 de Dezembro de 2019
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Projeto Greenpeace “Bioma do Cerrado” promove ações em prol da comunidade local

ter, 23 de julho de 2019 05:28

por Laura Alvarenga

Ambientalistas do Greenpeace “Bioma do Cerrado” em parceria com o grupo “Guardiões das Cachoeiras”, convidam toda a população a participar do projeto Veredas de Plástico. A ação visa o recolhimento de pets que são usadas na produção de materiais como cordas, telas de alambrados e outros, cuja matéria prima e toda a produção artesanal são feitas por famílias de baixa renda, desempregados ou organizações sem fins lucrativos direcionadas a programas socioambientais.

 Garrafas pet são o principal material usado na fabricação de novos produtos

Garrafas pet são o principal material usado na fabricação de novos produtos

 

O projeto foi iniciado há três anos, quando a represa das Araras se encontrava com muitas garrafas pet e demais lixos trazidos pelas chuvas, além da falta de conscientização da população. Após uma reunião entre o grupo composto por pesquisadores, professores, graduandos, alunos de nível médio (acima de 16 anos), doutores, consultora da Organização das Nações Unidas (ONU), policiais, médicos, donas de casa etc., contando ainda com a presença da promotora Lilian Tobias, foi definida a necessidade em ampliar o leque de ações para obter maior eficácia.

O grupo contou com o apoio e diversas parcerias para que a realização do projeto fosse possível. A inicialização do artigo com a problemática e levantamentos de dados ficou sob a orientação da coordenadora de projetos, pesquisadora, ambientalista e humanista, Rose Carla de Araújo Oliveira e a coordenadora educacional e ambientalista, Taís Akegawa, responsável também, por buscar a participação da sociedade. O Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) entrou com apoio imediato no projeto, disponibilizando o coordenador, professores e alunos do curso de Medicina Veterinária que ficaram responsáveis por cuidar dos levantamentos ambientais das veredas, com a análise das águas e volume dos aquíferos. O coordenador, professores e alunos do curso de Direito deram auxílio escrevendo o estatuto do projeto com a aplicação dos direitos vigentes. E para finalizar, os coordenadores, professores e alunos dos cursos de Administração e Marketing, criaram o logo e as formas de negócios para o projeto.

Projeto Greenpeace “Bioma do Cerrado” promove ações em prol da comunidade local

Projeto Greenpeace “Bioma do Cerrado” promove ações em prol da comunidade local

Os integrantes do projeto Veredas de Plásticos iniciaram a capacitação das famílias, desempregados e vulneráveis através de um curso gratuito de empreendedor ambiental, com direito às ferramentas necessárias e certificado de conclusão. Segundo o coordenador geral do Greenpeace do Cerrado, Reynaldo Brito, o objetivo desta atividade foi de impulsionar os participantes na criação de uma micro fábrica de filamento de polímeros (fios e fitas de pet), como um dos produtos oferecidos pelo projeto.

Reynaldo Brito disse que as famílias residentes nos arredores da Vereda das Araras estão sob os cuidado da Casa Taskan, no intuito de que busquem essas garrafas pet no meio ambiente de maneira independente, onde fabricam os produtos para venda e o sustento próprio.

O projeto também inclui a participação de escolas, como a E.E. Professor Antônio Marques, onde foram instalados coletores para os alunos depositarem material reciclável trazido de casa, para que as famílias participantes do projeto possam recolher e iniciar a produção. O material também pode ser recolhido diretamente nas residências que entrarem em contato com os integrantes do projeto. O coordenador ressaltou que, “em um segundo momento, montaremos pontos de coletas nas associações de bairro, igrejas, estabelecimentos comerciais e educacionais”.

Em complemento à parceria escolar, os alunos também participam de mini palestras em sala de aula para um breve curso de capacitação dos jovens, transformando-os em influenciadores ambientais.

Materiais produzidos

O projeto produz cordas de pet alta resistência, telas de alambrados em fase final de teste para uso no agronegócio; cordas para varal de maracujá, visto que o pet é uma esponja de agrotóxico; vassouras; varais de cordas para tomates, cordas navais para academias e pula cordas para doações em escolas e instituições.

A fase final do projeto busca aproximar indústrias que produzem as garrafas pet, conscientizando e convidando a participarem do projeto. “Para se ter uma ideia, se a Maguary produzir 300 mil garrafas pet por mês, sabendo que uma garrafa de 1,5L produz 1 metro de cordas para o varal de maracujá, com a participação dela, será a única empresa no mundo que produz garrafas e também consome em 100% dos seus resíduos sólidos. Enviamos 300 metros de cordas para a Maguary fazer os testes de varal de maracujá”.

Reynaldo Brito, ressaltou a importância do projeto uma vez que, muitas famílias participantes passam fome e “estão vendo o projeto como única opção de renda e sobrevivência”.

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