Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
онлайн займ взять займ онлайн онлайн займы на карту микрозаймы на карту займ на карту срочно микрокредиты онлайн

Pipas prejudicaram fornecimento de energia para 750 mil residências mineiras em 2018

sex, 19 de julho de 2019 05:23

Com Assessoria

Soltar pipa é uma brincadeira muito popular em Minas Gerais, mas ela precisa ser acompanhada de perto pelos pais e responsáveis para não trazer riscos à segurança da população. Somente no ano passado, ocorreram 2.202 ocorrências na rede elétrica na área de concessão da Cemig, prejudicando 750 mil unidades consumidoras, residenciais e comerciais. Destas, 131 foram na região Triângulo, afetando 30.168 unidades consumidoras.

De janeiro a abril deste ano, a brincadeira causou quase 364 interrupções no sistema elétrico da Cemig

De janeiro a abril deste ano, a brincadeira causou quase 364 interrupções no sistema elétrico da Cemig

 

Nos primeiros quatro meses de 2019, na região Triângulo, foram registrados 33 desligamentos provocados pelo contato de pipas com a rede elétrica, prejudicando mais de 3.724 famílias. O uso do cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores – é um dos principais causadores dos desligamentos, pois rompem os cabos quando entram em contato com a rede elétrica. Além disso, muitos curtos-circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.

De acordo com o engenheiro Segurança do Trabalho Demetrio Aguiar, da Cemig, alguns procedimentos devem ser adotados para que não haja risco à segurança nem ocorram interrupções no fornecimento de energia durante a brincadeira. “As pipas devem ser empinadas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais se usa fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa, não se pode tentar resgatá-la.”

Ainda, Demetrio Venicio Aguiar alerta sobre os riscos de um tipo de cabo cortante feito em escala industrial, chamado de “linha chilena”, que, por ser um produto industrial, é mais perigoso que o cerol. Tanto o  cerol quanto a “linha chilena” podem causar acidentes graves com as pessoas que os manipulam e também ocasionar acidentes com terceiros, especialmente motociclistas.

Acidentes graves 

Demetrio Venicio Aguiar conta que a maioria dos acidentes acontece quando o papagaio fica preso na rede elétrica e as crianças tentam retirá-lo utilizando materiais condutores, como pedaços de madeira ou barras metálicas. O contato com a rede elétrica pode ser fatal, além do risco de queda em função da reação involuntária causado pelo choque elétrico.

Nesses casos, as consequências mais comuns são traumatismos, devido às quedas e queimaduras graves por causa dos choques.

O engenheiro chama a atenção, ainda, para o fato de que o uso do cerol pode transformar uma simples linha de papagaio em um material condutor e provocar choque elétrico ao entrar em contato com a rede. Além disso, muitas crianças amarram as pipas com arames e fios. “São materiais altamente condutores de energia e que acabam sendo energizados quando tocam os cabos de energia, causando o choque elétrico”, explica Demetrio  Venicio Aguiar.

Crime e multa

A lei estadual 14.349/2002 proíbe o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, de papagaios, de pandorgas e de semelhantes artefatos lúdicos, para recreação ou com finalidade publicitária, em todo o território do Estado de Minas Gerais. Quem for flagrado usando cerol ou linha cortante está sujeito ao pagamento de multa, que varia de R$ 100 a R$ 1,5 mil, podendo ser agravada.

Além disso, quando menores são flagrados usando cerol e o material provoca acidente, os pais podem ser penalizados por danos a pessoa física, ao patrimônio público ou à propriedade privada.

 

Nenhum comentário

Deixe seu comentário: