Domingo, 21 de Janeiro de 2018
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Oferta da vacina contra Febre Amarela é ampliada conforme alteração do Calendário Nacional

sáb, 6 de janeiro de 2018 05:47

Da Redação | Com Assessoria

Araguari fechou o ano de 2017 sem registros da doença

Neste mês de janeiro, o índice de pessoas que viajam aumenta consideravelmente. Um dos pré-requisitos para determinados destinos internacionais é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), que é conquistado por meio da atualização do cartão de vacinas, que deve estar atualizado.

A Febre Amarela é uma das principais vacinas exigidas, sobretudo após o surto da doença em 2017. Reconhecida como uma das mais eficazes e seguras, ela confere imunidade em 95% a 99% dos imunizados sendo utilizada para a prevenção da doença desde 1937.

Da Redação Com Assessoria

Vacina contra Febre Amarela confere imunidade em 95% a 99% dos imunizados

 

Conforme mudanças anunciadas pelo Ministério da Saúde devido à expansão da área de circulação do vírus e depois da análise do cenário epidemiológico pós-surto da doença, foi identificada a necessidade de ampliar as áreas com recomendação de vacinação para os residentes ou viajantes, de nove meses a 59 anos de idade.

Em 2017, até o dia 11 de dezembro, foram confirmados 585 casos de Febre Amarela no Estado. Segundo a coordenadora do departamento de Epidemiologia da secretaria municipal de Saúde, Lúcia Hirono, em Araguari nenhum caso foi registrado no ano passado.

Para o enfrentamento da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina por meio do Calendário Nacional de Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde. Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de Febre Amarela no Estado de Minas Gerais está em torno de 81% e a meta é alcançar 95%.

Mudanças na Vacinação

O Ministério da Saúde, órgão responsável pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), divulgou recentemente algumas mudanças no Calendário Nacional de Vacinação para o ano de 2018. As alterações estão válidas desde de o dia 1º de janeiro e abrangem toda a população, sendo ela constituída por crianças, adultos, idosos ou povos indígenas.

A oferta da vacina contra a Febre Amarela será ampliada para crianças aos nove meses de idade, nascidas a partir do ano de 2017, residentes dos municípios pertencentes a áreas sem recomendação para vacinação (ASRV), dos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia. Para os demais estados da região Nordeste, a vacina será implantada em uma segunda etapa, após a estruturação dos serviços de vacinação e capacitação de profissionais de saúde.

Outra mudança diz respeito à vacina da Varicela (atenuada), cuja segunda dose passa a ser disponibilizada para crianças de 4 até 6 anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias).

A vacinação nesta faixa etária visa corrigir possíveis falhas vacinais da primeira dose, além de aumentar a proteção deste grupo alvo contra varicela, prevenindo ainda a ocorrência de surtos de varicela, especialmente em creches e escolas. A primeira dose contra varicela é ofertada aos 15 meses, com a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) ou varicela atenuada, disponível na rotina de vacinação das crianças desde 2013.

A terceira mudança engloba a vacina Meningocócica C (conjugada), que passa a ser disponibilizada para adolescentes de 11 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias). É recomendado, para esse grupo, administrar um reforço ou dose única, conforme a situação vacinal encontrada. A vacinação de adolescentes, segundo o Ministério da Saúde, visa proporcionar proteção direta, impedindo o deslocamento do risco de doença tanto para esses grupos etários, quanto se estendendo a indivíduos não vacinados.
É importante frisar, ainda, que para 2018 não ocorrerão mudanças em relação ao público prioritário e aos grupos etários para a vacinação contra o HPV. A vacina continua disponível para a população do sexo feminino de nove a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) e para a população do sexo masculino de 11 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias), com esquema vacinal de 2 (duas) doses (0 e 6 meses).

Recomenda-se ainda que o intervalo entre as doses não seja superior a 12-15 meses, para que o esquema vacinal seja completado o mais prontamente, visando garantir uma elevada produção de anticorpos e a efetividade da vacinação.

 

 

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