Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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No Dia do Bombeiro, militares falam sobre trabalho e relembram momentos vivenciados na carreira

qua, 3 de julho de 2019 05:06

por Samara Arruda

Salvar vidas, diz muito sobre a missão que os militares do Corpo de Bombeiros se propõe todos os dias a realizar. Resgate em acidentes de trânsito, salvamentos aquáticos, combate a incêndio e queimadas são apenas alguns exemplos do trabalho diário da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros Militar de Araguari, que não mede esforços para atender a comunidade, 24 horas por dia.

Para celebrar uma das profissões mais nobres, foi comemorado nacionalmente nesta terça-feira, 2 de julho, o Dia do Bombeiro. No intuito de festejar a data, a companhia sob o comando do capitão Fabrício Silva Araújo, está organizando atividades para os militares da cidade. Para conhecer um pouco sobre a profissão, a reportagem entrevistou alguns militares; eles ressaltaram que, ser bombeiro não é uma profissão, e sim, um estado de espírito.

2ª Companhia do Capitão Fabrício Silva Araújo, Comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Araguari | Adriana Cristina Campos de Souza, que completa 17 anos como bombeira

 Capitão Fabrício Silva Araújo, Comandante da 2ª Companhia de Corpo de Bombeiros Militar de Araguari | Adriana Cristina Campos de Souza, que completa 17 anos como bombeira neste dia 3

 

“Somos bombeiros 24h por dia, estando de serviço ou não. A base do Bombeiro Militar é o treinamento. Treinamos como cortar uma árvore com segurança; como atender uma vítima de acidente para diminuir sua dor e não agravar seus ferimentos; como salvar um animal em perigo sem assustá-lo; como apagar um incêndio mais rápido para causar o menor dano possível e o que podemos fazer para prevenir qualquer catástrofe. Nosso principal objetivo é atender a população da melhor maneira possível,” ressaltou a cabo Adriana Cristina Campos de Souza, que completa 17 anos como bombeira nesta quarta-feira, dia 3.

Durante sua trajetória foram inúmeras ocorrências atendidas. De acordo com ela, nenhum dia no quartel é igual ao outro e as ocorrências mais marcantes, são aquelas que envolvem crianças. “Lembro-me que há muitos anos, fomos resgatar um menino de quatro anos caído em um poço, com aproximadamente três metros de profundidade. A abertura era muito estreita, não tinha como descer para resgatá-lo. O plano, então, era cavar um poço paralelo para chegar até a criança. Mas meu chefe teve uma ideia: permeou uma corda e a desceu pelo buraco. Quando a corda chegou ao fundo, pedi à criança que a passasse por baixo dos braços e “abraçasse” a corda, assim que ele fez isso, puxamos rápido para cima, sem dar tempo de ele se assustar e soltar a corda e conseguimos tirá-lo, com alguns arranhões. Mas ele estava triste porque seu chinelinho do Ben 10 tinha ficado no buraco. Uma semana depois do acontecido, a equipe foi à casa do menino visitá-lo e levar um presente, por ele ter sido tão corajoso: um boneco e um chinelinho novo do Ben 10. Nada se compara à alegria no rosto dele,” contou.

Outra história que merece destaque é a do subtenente Lucenildo Batista Alves. Conforme ressaltou, o Bombeiro é aquele que ajuda quem precisa, independentemente da situação e estando ou não de serviço. O militar lembra que foram várias ocorrências e não daria para mensurar o que foi mais trabalhoso em todos esses anos. “Lembro-me do primeiro atendimento que fiz no Corpo de Bombeiros no ano de 1994. Um grave acidente aconteceu próximo a Catalão e nos deslocamos para fazer o atendimento. No local estava uma carreta que se chocou com um carro de passeio. Pai e filho não sobreviveram ao acidente. Após os trabalhos dos militares fomos informados de que a criança gostava de ficar entre os bancos, próximo ao encosto de cabeça, enquanto o pai dirigia e infelizmente, com o impacto, a cabeça da criança foi decepada. Foi um choque muito grande para mim e não consegui olhar para a criança”.

O militar também falou daqueles que atuaram nos serviços de busca pelos desaparecidos na tragédia de Brumadinho. A equipe composta pelo subtenente Lucenildo, sargento Marques e cabos Novaes e Leonardo esteve nas áreas atingidas pelo rompimento da barragem. O subtenente Lucenildo, que foi líder da primeira equipe do Corpo de Bombeiros de Araguari, no período do dia 1º a 8 de maio, contou que foram encontrados 19 segmentos (partes do corpo) dos 33 desaparecidos.

“Foram sete dias de muito trabalho tentando localizar os desaparecidos e um impacto grande ver o rejeito acompanhando o córrego do Feijão, lugar onde antes havia cachoeiras que desapareceram por causa do desastre. Nós bombeiros, precisamos trabalhar com diversas situações e nos preparamos emocionalmente, também temos acompanhamento médico e psicológico. Fomos treinados de diversas formas, mas o cotidiano nos ajuda a resistir e desenvolver nosso trabalho.”

Apesar de momentos como esse, o bombeiro que entrou para a corporação em 1993, afirmou que em 25 anos de serviço se prepara todos os dias para ir ao trabalho com o intuito de ajudar as pessoas. “Somos uma equipe que está 24h preparada para atender bem as pessoas, e a vontade de servir ao próximo é o maior trunfo que aprendi dentro da instituição e trabalho todos os dias para isso.”

O pelotão do Corpo de Bombeiros em Araguari foi fundado em 1973 e transformado em Companhia em 2015. Com a elevação de Pelotão para Companhia, as obrigações aumentam e a cidade passou a atender não somente Tupaciguara, Cascalho Rico, Estrela do Sul, Indianópolis e Grupiara, mas também Monte Carmelo, Douradoquara e Abadia dos Dourados.

Corpo de Bombeiros no Brasil

No Brasil, a história do Corpo de Bombeiros começa em 1856, no dia 2 de julho. O Decreto, assinado pelo Imperador Dom Pedro II, instituiu o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, no Rio de Janeiro. Foram reunidas as seções de Bombeiros que existiam para o serviço de extinção de incêndios na Casa do Trem (Arsenal de Guerra).

O primeiro serviço contra incêndios era responsável por orientar medidas de socorro, cabendo a equipe técnica a supervisão dos trabalhos de salvamento e extinção do fogo. Apesar dos equipamentos utilizados serem rudimentares, a cidade não se mobilizava desordenadamente. Aos poucos, ia-se organizando o núcleo oficial do Corpo de Bombeiros.
Os arsenais deixaram de ser os únicos responsáveis pelos incêndios, embora contassem com melhores equipamentos e pessoal mais especializado, possuíam a colaboração da Repartição de Obras Públicas e de funcionários da Casa de Correção.

Naquela época, o sinal de fogo era dado por tiros de peças do Morro do Castelo, onde uma bandeira vermelha era içada. Em seguida, o toque era convencionado do sino da igreja de São Francisco de Paula, indicando o lugar do sinistro.

Em 1880, a Corporação passou a ter organização militar e, foram concedidos postos aos seus componentes. Com o passar dos anos, equipamentos mais sofisticados foram fornecidos e viaturas mecânicas passaram a ser utilizadas.

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