Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020
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Moradores reclamam da dificuldade para agendar consultas por meio do CAPS

sex, 17 de janeiro de 2020 05:20

Da Redação

Dificuldade em conseguir orientações para os atendimentos; demora em se consultar e a falta de estrutura para receber os pacientes. Essas são as principais reclamações de quem procura atendimento na Saúde Mental de Araguari. Além disso, nesta semana, alguns pacientes informaram à reportagem que houve o fechamento do Núcleo de Saúde Mental. A justificativa seria a falta de recursos para manter a unidade que estava sob responsabilidade da Atenção Primária.

População relata problemas no atendimento do CAPS em toda a cidade

População relata problemas no atendimento do CAPS em toda a cidade

 

“Soubemos que o fechamento do Núcleo foi determinado pelo secretário de Saúde e o prédio está abrigando o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Essa mudança não foi avisada aos pacientes. Está muito difícil conseguir informações sobre atendimentos, pois, os funcionários não sabem nos orientar e, além disso, não há médicos para todos os pacientes que geralmente aguardam vários meses para conseguir uma consulta. Dessa forma, não adianta ser encaminhado para o SUS. Quem tem dinheiro deve pagar consulta, porque não há outra opção,” afirmou uma paciente.

Para verificar a situação, a reportagem entrou em contato com a coordenação do CAPS, sendo informada que o serviço passa por mudanças que estão em conformidade com a Secretaria Estadual de Saúde, bem como, a Superintendência Regional de Saúde. Diante disso, o fechamento do Núcleo se trata de uma descentralização dos atendimentos em saúde mental para os territórios, ou seja, para os postos de saúde do município. A medida visa ainda a organização dos serviços, sendo necessária para o recebimento de investimentos federais e estaduais.

“O Núcleo de Saúde Mental não fazia parte dessa rede, diante disso, não recebia tais recursos. Assim, o município tomou a iniciativa de fazer a descentralização para ampliar o acesso do usuário aos serviços de saúde mental e o posto de saúde é o dispositivo mais próximo do usuário. Com essa proposta, pretendemos aumentar o alcance de cuidados e oferecer atendimento mais efetivo e respeitoso ao paciente,” explicou Karine Viana Ferreira, coordenadora da Saúde Mental em uma publicação sobre o assunto.

Ainda conforme ressaltou, uma única estrutura como era o caso do NASM (Núcleo de Apoio a Saúde Mental) não consegue atender a demanda da cidade devido à quantidade de moradores. De acordo com a coordenadora, na antiga estrutura, ainda que a equipe se empenhasse, mais de 2.000 pessoas estavam aguardando uma vaga para atendimento com médico psiquiatra. “Os atendimentos psicológicos também tinham lista de espera e as pessoas que chegavam ao local aguardavam muitas horas. além disso, os pacientes não estavam sendo acompanhados com a devida frequência, ou seja, não era um atendimento de qualidade.”

Diante disso, os profissionais da saúde mental passaram por uma capacitação nos últimos meses. A orientação repassada aos pacientes é de que procurem o CAPS, onde os profissionais farão os encaminhamentos necessários e poderão repassar todas as informações pertinentes sobre a mudança nos atendimentos. Para outros detalhes, basta entrar em contato através do telefone 3690-3235.

Na tarde de ontem, 16, os profissionais estiveram reunidos com representantes da Atenção Básica, incluindo coordenação de UBSFs (Unidade Básica de Saúde da Família) e UBSs (Unidade Básica de Saúde), onde os pacientes também poderão ser informados sobre os novos procedimentos.

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