Segunda-feira, 27 de Maio de 2019
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Internos produzem armadilhas utilizando garrafa pet contra o mosquito Aedes Aegypti

ter, 14 de maio de 2019 05:45

por Laura Alvarenga

Internos da comunidade terapêutica Pró-Vida estão produzindo armadilhas feitas através de garrafas pet que auxiliam na proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. A produção é realizada por meio de oficinas semanais que acontecem na própria comunidade.

Armadilhas serão distribuídas gratuitamente para a população

Armadilhas serão distribuídas gratuitamente para a população

O “mosquiteiro” é fabricado pelas mãos de sete a oito internos que participam do curso. Até o momento foram fabricadas de 150 a 200 armadilhas em média. Segundo informações da secretaria de Políticas sobre Drogas, inicialmente, o produto será distribuído entre parentes dos internos da comunidade como meio de incentivo para dar continuidade ao projeto. Posteriormente, as mesmas também poderão ser encontradas na sede da secretaria, situada na praça Gaioso Neves, 129 A, no airro Goiás.

De acordo com o secretário da pasta, Ailton Souza, a ideia surgiu inspirada em um projeto semelhante idealizado por um professor da Universidade de São Carlos (SP). Sendo assim, o secretário discutiu a ideia com o prefeito e demais servidores da secretaria que apoiaram e abraçaram a causa.

O material utilizado veio da decoração natalina de dezembro de 2018, feita de material pet reciclável, responsável por enfeitar os principais pontos da cidade. Os internos trabalham semanalmente neste projeto há cerca de três meses, reutilizando as 500 garrafas pet que sobraram da decoração, com a coordenação de uma funcionária da secretaria.

A pretensão é para que se dê continuidade na produção de armadilhas, contudo, há certa dificuldade em arrecadar o material necessário. O secretário Ailton Souza disse que vai apresentar o projeto em escolas do município, a fim de obter o apoio e ajuda dos estudantes na fabricação, bem como, conscientizar os jovens a respeito da importância em preservar o meio ambiente, contribuindo para a saúde da população e dando um destino promissor a um material que poderia ser descartado indevidamente.

Ailton Souza disse, ainda, que a secretaria se disponibiliza a passar as instruções de fabricação do “mosquiteiro” a qualquer um que tiver interesse em desenvolver o produto para utilizar na própria residência. “Se o pessoal se conscientizar e fizer em média três armadilhas por residência, em aproximadamente um ano, será possível ver uma diminuição nos casos de dengue no município.”

O secretário explicou também, que a armadilha atrai a fêmea do mosquito para depositar os ovos no recipiente. Após o nascimento, os mosquitos vão para dentro da garrafa e não conseguem mais se soltar.

Dengue

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Araguari tem 1.989 registros de casos prováveis de dengue. Destes 1.372 foram os casos confirmados, segundo o boletim epidemiológico divulgado na última semana.

Segundo informações da secretaria de Saúde, entre 1º de março e maio, foram realizados em torno de 4.600 exames a fim de diagnosticar as suspeitas de dengue no município. Além das avaliações médicas, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) coletou 2.791 exames de sangue e divulgou 2.217 notificações da doença.

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