Terça-feira, 14 de Julho de 2020
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Entidades aguardam atitude da prefeitura para reabertura do comércio

sex, 26 de junho de 2020 10:56

Da Redação

Na manhã da última terça-feira, 23, o município amanheceu com as portas do comércio local fechadas. A decisão se trata de um Decreto Municipal determinando a suspensão de atividades não essenciais, uma vez que, a cidade não possui capacidade hospitalar para atender as vítimas da Covid-19, que tem aumentado exponencialmente.

Inconformados com a determinação, alguns lojistas ainda tentaram manter as atividades em funcionamento e foram barrados pela fiscalização com o apoio da Polícia Militar. Sendo este o sustento de muitas pessoas, desde micro a grandes empresários a funcionários destes estabelecimentos, as entidades responsáveis do município têm trabalhado no sentido de auxiliar esses trabalhadores durante a suspensão dos serviços.

 

De portas fechadas, comerciantes trabalham por meio de Delivery.

De portas fechadas, comerciantes trabalham por meio de Delivery.

 

Na oportunidade, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Araguari (Acia), Leonardo Daher de Melo, lembrou da situação caótica em que o município se encontra, não possuindo leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) disponíveis para atender as pessoas infectadas pelo vírus. Inicialmente, além dos atendimentos na Santa Casa de Misericórdia, o município se propôs a trabalhar na liberação de cerca de 40 leitos no Hospital de Campanha, além de um acordo estabelecido com o Hospital Santo Antônio, que disponibilizaria outros 18 leitos

Estes quase 60 novos leitos, estariam disponíveis para atender qualquer tipo de doença, além da Covid-19, como ataque cardíaco, AVC, fraturas expostas, cirurgias emergenciais de vesícula, partos malsucedidos, no intuito de desafogar a demanda da Santa Casa. Visto que o poder público não cumpriu as medidas prometidas, o Ministério Público ingressou com Ação Civil Pública, e a tutela requerida foi acatada pela juíza Ana Régia, determinando o fechamento do comércio pela segunda vez.

O presidente da Acia destacou que, diante da inexistência de leitos disponíveis no momento, ficou impossível manter a circulação das pessoas, o que contribuiria para o aumento da velocidade de transmissão do vírus. Entretanto, ele informou à reportagem sobre uma reunião realizada na segunda-feira, 22, entre os representantes de algumas entidades junto ao promotor de justiça, Fernando Henrique Zorzi. Na ocasião, surgiu a esperança de que, à medida que a prefeitura resolva a liberação dos leitos de UTI ou até mesmo de enfermaria, há a possibilidade de reabertura do comércio no final da próxima semana.

Leonardo Daher de Melo ainda questionou sobre a capacitação de funcionários que farão os atendimentos da Covid-19. “Há mais de um mês e meio, questionei sobre os treinamentos de equipes, porque sabíamos que adiante iriam precisar de mais profissionais da saúde, desde motorista de ambulância, maqueiros, fisioterapeutas, anestesistas, médicos cardiologistas, toda a equipe que cuida desses casos da pandemia teria que ser treinada. Porque não adianta ter um leito e não ter quem atenda”, destacou o presidente da entidade.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Araguari, Pedro Luis, ainda disse que muitas empresas já entraram em contato com a entidade para relatar as dificuldades desde o início da pandemia, e até mesmo, possíveis decretos de falência em um futuro próximo. Ele ainda destacou que o índice de desemprego aumentou consideravelmente nos últimos meses, bem como, o do seguro desemprego que gira em torno de 65%, maior do que nos anos anteriores.

“A entidade busca meios para agilizar a reabertura dos leitos, necessários para a flexibilização do comércio. Por outro lado, sabemos da situação da saúde, principalmente, do vírus no município que tem se alastrado de forma muito acelerada, trazendo danos cada vez maiores à população. Sabemos que hoje não se tem um leito de UTI disponível, nem se quer de enfermaria. Toda a região do Triângulo Norte está nessa mesma situação, que é mesmo muito preocupante”, relatou o presidente da CDL.

 

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