Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
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Crime com requintes de torturas chocou Araguari em 1919

ter, 20 de agosto de 2019 05:56

por Adriano Souza

Ontem, dia 19 de agosto, completou 100 anos da morte trágica do menino Absair Martins Paixão, de 12 anos, que foi vítima de vingança amorosa contra seu pai, Beluino Nascimento, um sanfoneiro considerado boêmio que gostava de festas e mulheres. Como o caso é desconhecido por muitos, a reportagem da Gazeta do Triângulo foi em busca das verdades em documentos e testemunhos sobre esse crime que chocou a população em 1919.

Mais uma vez, para levantar essas importantes informações, contamos com o apoio da competente equipe do Arquivo Histórico e Museu Dr. Calil Porto.

Absair — filho único do casal Melania Martins Paixão e Belmiro Nascimento ajudava o pai na produção de adobe e certo dia o menino foi liberado mais cedo do trabalho. Porém, no mesmo dia a pedido da mãe, Absair foi procurar o pai para que este lhe desse dinheiro que serviria para comprar arroz, pois não tinha nada em casa. Ao chegar numa residência onde o pai participava de uma festa, ele reprimiu o menino e nem mesmo ouviu o recado que trazia. Naquela ocasião o pai teria dito “para mandar a mãe não colocar a colher de pau em sua vida”. Uma das mulheres chamou Absair e entregou-lhe dinheiro sem que Belmiro pudesse ver, pois ele não aceitava esse tipo de atitude.

Ao retornar para sua casa, Absair foi abordado por Epaminondas Vander Colk, desafeto de Belmiro. Este homem capturou o menino com violência onde hoje é a praça Prefeito Elmiro Barbosa e o levou para uma região rural conhecida como Miranda (hoje bairro Miranda). No local, Absair teve seus pés e mãos amarrados no tronco de uma árvore. Durante seis dias houve sessões diárias de tortura contra o menino que teve olhos, língua e outras partes do corpo cortadas. Seu corpo foi encontrado após familiares seguirem sua cadela de estimação de nome Catita que, durante o tempo de tortura, vigiava o local impedindo o ataque de urubus no corpo esquartejado e sem vida.

Em 2014, a reportagem esteve com o aposentado Hamilton Dias, 75 anos, sobrinho de Absair. Ele, muito emocionado, confirmou o ocorrido, lembrando que sua mãe, irmã de Absair, tinha apenas dois anos quando ocorreu o fato que causou reflexos profundos na família, inclusive relatando que Melania – mãe de Absair, viveu durante muitos anos de doações da comunidade de inúmeras pessoas que transformaram o local de seu sepultamento como um ponto de orações. Atualmente seu túmulo, no cemitério do Senhor Bom Jesus recebe oferendas de alimentos por ele ter morrido com fome e, inclusive, há relatos de milagres atribuídos a Absair.

A reportagem tomou conhecimento de que, em breve, poderá ser construída uma capela para visitas no cruzeiro – local onde o corpo de Absair foi encontrado no bairro Miranda. A área é particular e o proprietário, o aposentado Aloísio de Oliveira, 75 anos, deixou claro que fará a doação para a construção da capela. “Mudamos com meu pai para esse lugar em 1945 e esse cruzeiro estava assim,” comentou.

O criminoso

Epaminondas Vander Colk – autor das atrocidades contra Absair esteve preso durante três meses sendo solto logo após, devido à influência exercida por sua família.

 

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