Domingo, 21 de Abril de 2019
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Boletim Epidemiológico registra aumento progressivo dos diagnósticos de sífilis no município

sáb, 22 de dezembro de 2018 05:56

Da Redação

Documento aponta número de casos entre os anos de 2014 e 2018

Na última quarta-feira, dia 19, a secretaria municipal de Saúde publicou um Boletim Epidemiológico da Sífilis, abordando a quantidade de casos registrados entre os anos de 2014 e 2018, além de um panorama geral sobre a doença, tratamentos, prevenção e ações desenvolvidas para sensibilização da população. Conforme apontado no documento, é observado um crescimento considerável nos casos de sífilis, com um aumento progressivo dos diagnósticos no período tratado.

De acordo com os dados do Sistema de Informação do Centro de Testagem de Aconselhamento de Araguari, foram registrados 256 casos até novembro de 2018. Houve um aumento percentual superior a 349% em comparação ao registrado em 2014 (57 casos). O aumento no número de ocorrências aponta para “uma melhoria no sistema de notificações e medidas de captação por parte das Unidades de Saúde, contribuindo para o acompanhamento dos índices da doença no município”.

Em relação à sífilis em gestantes, em Araguari foram realizados mais de 1,2 mil exames laboratoriais até novembro, totalizando em 60 casos positivos. Foram detectados 13 casos em crianças menores de um ano.

A secretaria de Saúde, através da Atenção Primária de Saúde e Centro de Atenção Especializada (CAE), vem desenvolvendo palestras, distribuição de material educativo/informativo e preservativos, com o intuito de conscientizar a população acerca da gravidade da doença e sua disseminação. Todos os profissionais da Atenção Primária foram capacitados para o diagnóstico e abordagem da sífilis.

Atualmente, quatro Unidades de Saúde estão habilitadas e realizam testes rápidos para detecção da doença no município: UBSF Paraíso, UBSF São Sebastião, UBSF Brasília, e UBSF Independência, além da unidade do CAE. Para o próximo ano há previsão de descentralizar ainda mais o teste rápido em outras unidades e intensificar ações educativas no combate à incidência da doença em Araguari. “É fundamental a continuidade de ações de detecção da sífilis visando a aproximação dos gestores, profissionais de saúde e comunidade, buscando melhoria na prevenção e qualidade de saúde, principalmente no acompanhamento dos tratamentos dos casos da doença confirmados”.

O boletim foi elaborado pela então secretária de Saúde, Iara Cristina Borges; coordenadora da Atenção Primária, Marislene Pulsena da Cunha Nunes; técnica de Vigilância em Saúde, Priscila Silva de Oliveira Pelegrine; enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Natalia Luiza Alves; e responsável pelo CAE, Simone Guirelli Borges Mendes.

Informações mais detalhadas sobre os dados, as classificações, estágios e sintomas da doença podem ser conferidos no boletim completo, disponível na edição número 816 do Correio Oficial – http://www.araguari.mg.gov.br/correio.

Outros dados

Calcula-se anualmente, aproximadamente 357 milhões de novas infecções, entre sífilis, clamídia, gonorréia e tricomoníase. A sífilis afeta um milhão de gestantes por ano em todo o mundo, levando a mais de 300 mil mortes fetais e neonatais e colocando em risco de morte prematura mais de 200 mil crianças. Na América Latina e Caribe, estima-se que entre 166 mil e 344 mil crianças nasçam com sífilis congênita.

No Brasil, nos últimos cinco anos, foi observado um aumento constante no número de casos de sífilis em gestantes, congênita e adquirida, que pode ser atribuído, em parte, pelo aumento da cobertura de testagem, a ampliação do uso de testes rápidos, redução do uso de preservativo, resistência dos profissionais de saúde à administração da penicilina na Atenção Básica, desabastecimento mundial de penicilina, entre outros. Além disso, o aprimoramento do sistema de vigilância pode se refletir no aumento de casos notificados.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano surgem 937 mil novos casos no Brasil. A prevalência na gestante é de 2,6%, o que corresponde a quase 50 mil grávidas com sífilis e 12 mil casos são de sífilis congênita por ano.

O documento também mostra um aumento contínuo nos diagnósticos em âmbito estadual. Os casos de sífilis adquiridas em Minas Gerais, no período de 2015 a 2017, teve um aumento de 83,45% dos casos positivados. Somente em 2017, foram confirmados mais de 15,4 mil casos.

Sífilis

De acordo com o boletim, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) transmitida pela bactéria Treponema pallidum, principalmente por via sexual, mas também por via vertical da gestante para o filho. Desta forma, ela pode ser classificada em quatro tipos, que apresentam estágios diferentes: a sífilis adquirida recente (com menos de um ano de evolução); sífilis adquirida tardia (com mais de um ano de evolução); sífilis congênita recente (diagnosticadas até o segundo ano de vida); sífilis congênita tardia (após o segundo ano de vida).

Os sinais e sintomas variam dependendo do estágio que se manifestam: primário, secundário, latente e terciário. O sintoma clássico do estágio primário é um sifiloma no local da infecção; uma úlcera na pele que é indolor, firme e não pruriginosa. No estágio secundário aparece uma erupção cutânea difusa, geralmente nas palmas das mãos e dos pés, e podem aparecer úlceras na boca ou na vagina. No estágio latente, que pode durar vários anos ou décadas, não se manifestam sintomas. No estágio terciário podem aparecer formações não cancerígenas denominadas gomas e sintomas neurológicos ou cardíacos.

É importante salientar que a sífilis é uma doença curável e exclusiva do ser humano, podendo causar sintomas semelhantes a outras doenças. Com o advento dos testes sorológicos, tornou-se mais fácil o diagnóstico precoce da doença, iniciando mais rápido o tratamento. O teste é muito importante, principalmente na idade de reprodução e deve ser feito sempre que houver corrimento, coceira, feridas, úlceras ou verrugas em um dos parceiros sexuais. A sífilis congênita em recém-nascidos pode ser prevenida com o rastreio da mãe durante o início da gravidez e posterior tratamento de eventuais infecções.

O melhor remédio é a prevenção, principalmente com o uso de preservativos nas relações sexuais. Além disso, a procura pelos testes rápidos é essencial para um diagnóstico precoce e rápida intervenção médica.

 

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