Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
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Artigo de Opinião: O fascínio do poder

seg, 13 de julho de 2020 23:54

Há quem diga que o poder corrompe, mas será? O poder é uma situação em que uma criatura temporariamente assume uma condição de mando ou liderança. O poder em si é neutro. Pessoas como Gandhi, Mandela e milhares de outros eram mansos e humildes apesar da posição, deram o exemplo e demonstraram que no exercício do comando o poder apenas libera o que as criaturas trazem dentro de si. Há um ditado que diz que a oportunidade faz o ladrão, contudo quanta gente passa pela tentação de amealhar o alheio e resistem, alguns nem pensam nisso, não é um sinal de evolução moral? Outros ainda afirmam que, “dinheiro é poder”, como disse Thomas Hobbes. Conheci pessoas ricas e simples e pobres orgulhosos, somos o que carregamos no coração. Os ricos, invariavelmente, sofrem o problema do entorno que são semelhantes a mariposas enceguecidas voando em volta da luz, criando um campo de orgulho e vaidade enganosa naquele que desfruta de uma condição financeira favorável. Tem quem chame o dinheiro de vil metal, mas, consideremos! Como uma coisa sem sentimentos inerte pode ser vil? Um revólver pode ter sido o instrumento de muitas mortes, mas quem o manuseia é o dono da vontade, ele apenas obedece. Rui Barbosa dizia: “É preciso educar as crianças para que não precisemos punir os homens.”  Existem milhares de frases que podem ilustrar as causas e o fascínio do poder. Apesar da vasta literatura a respeito do assunto ainda assim, minimizamos nossa responsabilidade e lançamos a culpa de nossos atos na conta dos outros, sobre a fraqueza humana e muitos ainda blasfemam dizendo que Deus o fez desse jeito. Pura hipocrisia, onde fica nosso livre arbítrio? Neste mundo parece que os acéfalos são a maioria, ouso dizer que essa pandemia veio quebrar paradigmas. Passando, muita coisa deverá mudar. Na política, por exemplo, a corrupção é endêmica, assistimos cenas degradantes, pessoas se digladiando por interesses mesquinhos em prejuízo da população, se apropriando do erário que poderia ser usado na saúde e educação. Estamos assistindo a novela do famigerado fundo eleitoral, motivo de escândalo e que foi elevado a um patamar que o cidadão cumpridor de seus deveres nunca imaginou. Recebeu um aumento substancioso e perguntem se algum dos “ilustres” representantes do povo pensou em oferece-lo para aplacar a fúria da covid-19? O medo de perder suas vantagens e poder, em uma eleição justa e em condições de igualdade com outros candidatos, os apavora. O poder em todas as instancias tem sido nefasto, quem o detém geralmente é imediatista e só vê o próprio umbigo e quase sempre é mal utilizado. Muitas vezes a conveniência fala mais alto que o bom senso, esquecem-se do juramento feito ao assumir um cargo e se tornam agentes do egoísmo e do orgulho, olvidam que podem burlar as leis humanas e não as de Deus. Enunciam: “Que seja eterno enquanto dure”, e deixam um exemplo ruim para os incautos que iludidos e reféns do canto da sereia que passam a acreditar que “o crime compensa.” Todos querem o poder, mas tão poucos estão preparados para ele. Dizem que o bem é tímido, mas com esta pandemia que estamos convivendo, as pessoas estão abrindo os olhos finalmente, diversas manifestações pleiteiam uma mudança radical: deixar para traz o passado tenebroso que escravizou mentes e o país, impedindo  que galgasse o patamar condizente com suas riquezas, extensão territorial e com o povo pacífico que aqui vive. Novas cabeças trazem uma esperança revigorada, acendendo nas pessoas o desejo de progresso, se libertando da mesmice.   Deixo com vocês uma frase atribuída ao Papa Bento XVI: “Napoleão disse uma vez que aniquilaria a Igreja. Um Cardeal teria então respondido: “-Mas como? Nem mesmo nós fomos capazes de fazê-lo.” O poder é passageiro, ilusório e refém do tempo, o imediatismo hipnotiza os imprudentes, se todos soubessem a responsabilidade e as consequências, do malefício do poder mal dirigido, certamente haveriam menos temerários no mundo.

MARIO F.S. JUNIOR

1 Comentário

  1. Roberto disse:

    E realmente e verdade temos exemplo atual os nossos governantes o presidente faz o que faz o governador e outros e o povo e igual a uma massa de gente dominada pelo governante que compra e manda

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