Domingo, 21 de Julho de 2019
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Neuropsi – O que é o Transtorno do jogo compulsivo?

qui, 6 de abril de 2017 05:05

Abertura-neuropse

1-O que é o Transtorno do jogo compulsivo?

O Transtorno do jogo compulsivo  ou Jogo patológico ou ludomania,  e mais popularmente conhecido como “vício em jogar”, se refere ao comportamento de persistir em jogar recorrentemente apesar de consequências negativas ou do desejo de parar. É mais prejudicial e conhecido entre jogos que envolvem dinheiro, mas qualquer jogo prazeroso pode se tornar viciante, sendo um transtorno com impacto significativo na sociedade, acarretando prejuízos sociais, financeiros e emocionais aos indivíduos.

2-O jogo patológico é impulso, compulsão ou dependência ?

A compulsão por jogos é semelhante a outros vícios, como alcoolismo, tabagismo e outras drogas em geral. Estimula as mesmas áreas cerebrais e o comportamento é bem semelhante, de ter um consumo compulsivo impulsivo, que, na verdade, a única coisa que tem de diferente é que não há o consumo de uma substância, mas tem um comportamento que se repete várias vezes na prática de uma atividade.

3-Qual é a frequência desse transtorno no Brasil?
Muitos acham que é ‘sem-vergonhice’,  o jogo é visto como um desvio moral, principalmente pela questão financeira, pois o jogador compulsivo geralmente perde muito dinheiro com a prática. O que poucos sabem é que, sim, é um transtorno psiquiátrico e não um desvio de caráter, e atinge de 1% a 2% da população brasileira e que a prevalência do transtorno é diretamente proporcional à disponibilidade de jogos. A tendência ao jogo patológico não significa falta de caráter ou fraqueza moral. É uma doença comportamental semelhante à dependência química dos usuários de álcool e outras drogas e, como elas, tem tratamento.

4- Qual é a principal característica desse transtorno?

A característica essencial do Jogo Patológico é um comportamento de jogo mal adaptativo, recorrente e persistente, que perturba os empreendimentos pessoais, familiares e/ou ocupacionais. A pessoa com esse transtorno pode manter uma preocupação com o jogo, tais como, planejar a próxima jogada ou pensar em modos de obter dinheiro para jogar.
A maioria dessas pessoas com Jogo Patológico afirma que está mais em busca de “ação” do que de dinheiro e, devido a essa busca de ação, apostas ou riscos cada vez maiores podem ser necessários para continuar produzindo o nível de excitação desejado. Os indivíduos com Jogo Patológico frequentemente continuam jogando, apesar de repetidos esforços no sentido de controlar, reduzir ou cessar o comportamento.
Através do reforço emocional intermitente, onde ganhar é um reforço positivo imediato e perder é “apenas” uma circunstância aleatória, o indivíduo apresenta o comportamento compulsivo de jogar. Está sempre na expectativa de ganhar, como foi
conseguido anteriormente. Existe ainda uma sensação especial no comportamento de risco, o que ocupa a mente do jogador fazendo que passe a repetir o comportamento (dependência). O jogo pode tornar-se uma grande fonte de prazer, podendo vir a ser a única forma de prazer para algumas pessoas. O jogador compulsivo costuma se tornar inconsequente, gastando aquilo que não tem, perdendo a noção de realidade. A síndrome de abstinência pode estar presente.

5-Em que consiste o tratamento para os jogadores patológicos? 

Há uma condição: o jogador precisa querer se tratar. A família pode incentivar, acompanhar nos primeiros dias, mas não pode ser imposto. Ainda assim, vale ressaltar que o apoio de familiares e amigos é muito benéfico no tratamento.
O tratamento consiste basicamente em psicoterapia, porque se trata de uma dependência comportamental, causada por um mecanismo psicológico. É fundamental também uma avaliação médica e das condições psiquiátricas associadas, uma vez que pode existir outra condição psiquiátrica associada, como depressão, fobias, transtorno do pânico e dependência de algumas substâncias.

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