Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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Neuropsi – O que é erotomania ou Sindrome do Amor Platônico?

qui, 19 de outubro de 2017 05:10

Abertura-neuropse

1-O que é erotomania ou Sindrome do Amor Platônico?

A erotomania consiste num delírio, em que uma pessoa se encontra convicta de que outra, geralmente de uma classe social mais elevada, está secretamente apaixonada por ela, sendo também conhecida como “Sindrome do Amor Platônico.”

A Sindrome do Amor Platônico desenvolve- se  em três fases clássicas: a esperança, o despeito e, finalmente, o rancor.   Está alocada entre os transtornos delirantes.

2-Existe algum filme que exemplifica bem essa Síndrome?

No filme Bem me quer, mal me quer, a autora pretende, aproveitando-se da trama, explorar e articular as teorias sobre a erotomania, que envolve não apenas questões a respeito do amor, mas principalmente, a paranoia com todo seu conteúdo de erotismo. A história revela o desenvolvimento do delírio apontando para suas bases subjetivas, de modo que demonstra o percurso paranoico de forma exemplar, permitindo a articulação das teses psiquiátricas e psicanalíticas. O filme de 2002 mostra a evolução de um processo de erotomania, que consiste na convicção delirante de um sujeito de que outra pessoa está secretamente apaixonada por ele.

3-Qual a característica básica do portador dessa síndrome?

O indivíduo que sofre dessa síndrome pode também acreditar que ele e a outra pessoa, supostamente apaixonada, se comunicam secretamente através de métodos sutis como gestos de postura, arrumação de determinados objetos da casa etc., ou – se a outra for uma pessoa de imagem pública – através de indícios ou pistas na mídia. A outra pessoa geralmente tem pouco ou nenhum contato com o indivíduo que sofre da síndrome, que frequentemente acredita que o outro (objeto do delírio) iniciou a relação fictícia.

Ocasionalmente, o objeto do delírio não existe; no entanto, o mais comum são casos de indivíduos que sofrem desse delírio tendo como objeto pessoas expostas na mídia, como cantores, atletas, atores ou políticos.

As rejeições por parte do objeto são interpretadas como evidências de amor para a paciente.

4-Quem são as maiores vítimas dos erotomaníacos?

Os famosos numa frequência aproximadamente oito vezes mais alta do que na média da população. A idade ou o sexo das estrelas não influenciavam o fato de serem alvo de perseguição obsessiva. Na verdade, foi muito mais decisiva a frequência com que aparecia na mídia. Aqueles que expõem sua vida privada, portanto, estão sob maior risco. São a essas pessoas que os erotomaníacos se “apegam” com mais facilidade.

5- Como se apresenta o portador de erotomania?

O típico portador da erotomania pode ser homem ou mulher, leva uma vida reservada, socialmente inexpressiva; poucos são casados, muitos são privados de contato sexual por anos, a maioria ocupa cargos subalternos, e alguns são muito pouco atraentes. Esse comportamento pode resultar de traços de personalidade hipersensível, desconfiança acentuada ou assumida superioridade em relação às outras pessoas. Por outro lado, os objetos de amor delirante, na realidade ou em fantasia, são sempre superiores em inteligência, posição social, aparência física, autoridade ou uma combinação destes atributos. Quase sempre, o paciente sente-se como que livrado de sua solidão pelo amor que o objeto supostamente lhe dedica.

6- Como é o tratamento da doença?

A erotomania é uma doença crônica, relativamente refratária ao tratamento, tanto farmacológico, quanto psicoterápico. Em alguns casos, a doença chega a ser incapacitante. Esse paciente precisa ter constantemente acompanhamento psicoterápico e psiquiátrico.

Segundo os psiquiatras casos que não respondem à medicação têm indicação de eletroconvulsoterapia – ECT e nos casos graves, que não podem ser manejados ambulatoriamente têm indicação de internação.

 

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