Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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Neuropsi – O que é baby clash?

qui, 23 de fevereiro de 2017 05:54

Abertura-neuropse

1-O que é baby clash?


Todos os casais mudam quando chega o bebê. Por mais que o casal se conheça, tem um fenômeno que acontece quando tem um filho que é a mudança de papéis: o filho muda o funcionamento do casal. O  “choque do bebê”, diz respeito ao fenômeno de mudança que acontece com a chegada de um filho, o impacto e conflito que uma mudança dessas pode acarretar. A proximidade da mulher com o bebê e o afastamento do marido são naturais. Com esse afastamento o homem pode se sentir excluído da relação e até enciumado, gerando problemas no casamento.


2- Qual é a característica do baby clash?


A mulher esperou nove meses por aquele bebê, sofreu com o sobe e desce dos hormônios, se deparou com desejos improváveis e viu sua ansiedade sair do controle. Tudo para viver uma das melhores sensações do mundo. O mais comum é que as mulheres se apeguem de tal forma aos filhos que, mesmo sem querer, acabem excluindo o marido dessa relação. Mas o marido às vezes reforça esse comportamento quando passa a ver o bebê como rival. Ele fala que é importante que a mulher, apesar das demandas naturais da maternidade, não demore muito para resgatar sua vida conjugal e sexual. O homem que participa [da divisão de tarefas] e se envolve terá mais chances de entusiasmar a mulher, de ajudá-la para que ela possa se voltar à vida a dois.
3- O que acontece com a chegada do bebê que pode interferir de maneira negativa no relacionamento do casal?
A Falta de tempo: O bebê chega dependendo 100% de sua mãe, o que acaba tirando não só o sono, mas também todo o tempo da mulher. Intensificação dos desequilíbrios anteriores: Às vezes, o bebê não é responsável pelo desgaste da relação dos pais, que se intensifica, mas pode exacerbar problemas que já existiam e não foram resolvidos antes da chegada do pequeno. Mergulho no universo infantil: Se a mulher passa o dia inteiro em casa, cuidando da criança sozinha – seja por licença maternidade ou porque parou de trabalhar fora para se dedicar integralmente a ela, a mãe fica mergulhada no universo infantil, sendo que o  pai tem a oportunidade de arejar a cabeça, recuperar a rotina e identidade dele, enquanto a mãe fica mergulhada no universo infantil: de desenhos, musiquinhas, fraldas, mamadas, peito doendo”, etc.

Mudança de rotina: A mudança de rotina é perigosa. Tudo o que tinha antes vai se perder, sendo que  durante um tempo, é quase impossível até sair de casa com o bebê, quanto mais um jantar a dois que podia ser hábito do casal antes da chegada do filho. Ela ainda afirma que, quanto mais tarde acontece a chegada do bebê, mais difícil é para o casal se acostumar com as mudanças que ele traz.
4-O que mais pode interferir no casal ?
Falta de sono :Uma das principais reclamações dos novos pais é a falta de sono. Passar meses acordando diversas vezes durante às noites é uma coisa terrível, conta a psicóloga que também é mãe: “A pessoa que não dorme fica extremamente alterada, afeta o humor e afeta sua relação.
Diminuição da frequência sexual  que geralmente é consequência dos outros problemas , como a falta de tempo e sono.
5- Qual sua recomendação?
Para muitas pessoas quando os filhos nascem, eles se tornam a prioridade, mas não deve ser assim, a prioridade é o casal, depois os filhos e depois todo o resto. Isso não quer dizer que você não vai cuidar do seu filho, quer dizer que você vai cuidar do seu casamento, do seu marido e assim ter um lar harmonioso e feliz para o seu filho!  Independente dos filhos, o casal precisa rever o momento em que estão vivendo e se abrir para fazer adaptações na rotina. A falta de diálogo é muito perigosa, é um dos principais motivos de fim de relacionamento. É por meio da conversa que a gente vai entender o que o outro está sentindo e descobrir qual é a melhor maneira de lidar com as questões do dia a dia. Toda relação precisa de manutenção ao longo do tempo. Isso significa sair para jantar de vez em quando, compartilhar angústias, viajar juntos, dividir as pressões do dia a dia e ter uma hora para conversar sobre tudo.

2 Comentários

  1. Mariana disse:

    Dra Fabiana, você tem filhos?
    Eu arriscaria dizer que não, pois uma mãe não diria que a prioridade é o casal, depois os filhos e depois o resto.
    Quando uma mulher se torna também mãe, o filho passa a ser a prioridade dela. A grande batalha é para que essa mulher não se esqueça de si. De que ela é um ser além do papel de mãe. Mas isso, respeitando o pós parto e que ela se redescubra no puerpério.. mas que ela permita essa redescoberta.
    Ao invés de colocar a mulher na posição de priorizar o casamento aos filhos, coloque os homens para assumir o papel de pai e se abster dessa relação casal para permitir que a mãe possa viver a lua de leite sem a pressão de cumprir com o papel de esposa.
    O pai que vivencia a paternidade em sua totalidade não se sente excluído. Pelo contrário, mutuamente compreendem que o momento é de descoberta da parentalidade e da nova dinâmica familiar.

  2. Mariana disse:

    Para concluir, apesar de discordar em alguns pontos que expus no comentário anterior, achei seu texto válido e agradeço a contribuição das dicas e informações importantes.
    Com certeza voltarei para acompanhar seus textos.

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