Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
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Neuropsi – O que é a Síndrome de stalker?

qui, 14 de março de 2019 05:25

Abertura-neuropse

1-O que é a Síndrome de  stalker?

Stalking vem do verbo inglês to stalk, que significa atacar, perseguir, vigiar.

Stalker seria então o indivíduo que cerca sua vítima, numa atitude de caça e a persegue de tal maneira que nunca a perde de vista. Nem diante da mais severa rejeição, ele (ela) desiste.

Insiste na aproximação, segue seus passos e pode se tornar agressivo e voltar sua ira contra a pessoa eleita, seus familiares, seus amigos ou afetos e, até mesmo, seus animais de estimação.

A síndrome de stalker, que possui sintomas de descontrole do impulso e amor platônico, sendo a paixão, a patologia daqueles que sofrem dessa síndrome.

Na década de 90 foram feitos inúmeros filmes sobre o tema, mostrando os diversos tipos de stalkers, como “A Mão que Balança o Berço”, “Cabo do Medo”,  “Mulher Solteira Procura”, “Estranha Obsessão”, “Obsessão Fatal” e até o pueril  “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”.

2-Quais são as motivações?

A pergunta mais comum é o que a vítima fez para atrair a atenção do stalker, pois é realmente difícil de entender por que uma pessoa desenvolve uma obsessão sobre outra. Não há resposta. Às vezes o stalker jamais teve qualquer contato com sua vítima, em outras, foram íntimos, em outras há contato superficial apenas.

O interesse do criminoso pode ser além da frustração por um relacionamento rompido, admiração obsessiva, desejo de ter uma relação, vingança e até perversão.

Essa pessoa começa a perseguir a outra justamente porque não enxerga no outro uma pessoa, ela enxerga uma coisa, um objeto do seu desejo, então ele precisa desse prazer. Mandar flores, ligar 50 vezes por dia, ir à casa da pessoa, invadir o lar, a privacidade, as redes sociais. As pessoas confundem os limites da privacidade.

3-Qual é a  relação  do stalker com as redes sociais?

Com a explosão das redes sociais nos últimos anos, o trabalho dos stalkers ficou muito mais fácil. Ter um perfil nesse tipo de site é, simplesmente, se expor, e as informações divulgadas podem ser um prato cheio para qualquer agressor.

Uma simples busca pelo nome de alguém é suficiente para localizar uma pessoa. O que dizer sobre encontrar uma pessoa e saber sobre comunidades de lugares frequentados e maneiras de contato escancaradas, às vezes com endereço, CEP e telefone?

Existe certo “vício”, se assim podemos dizer de muitos em querer estar visíveis e as consequências disso podem ser muitas: desde cair em brincadeiras sacanas até cair na obsessão de alguém mal-intencionado.

Muitas redes oferecem recurso de geolocalização, como FourSquare , Twitter e Facebook. O primeiro, por exemplo, chega a enviar mensagens como “Eu estou em…” seguidas do nome e endereço do lugar. Por um lado, prático e divertido, por outro, é como ter um GPS apontando exatamente sobre você, para quem quiser ver.

A internet e sua popularidade, para ser direto e claro, simplesmente facilitam a vida dos agressores. Eles encontraram mais maneiras de atormentar a pessoa escolhida e também mais “comodidades” para se esconderem.

Quando não se tem ideia de quem é o perseguidor, o medo é muito maior. No entanto, é mais difícil tomar medidas, afinal de contas o inimigo está oculto.

4-Qual é o perfil do perseguidor?

O grupo mais perigoso dos perseguidores em potencial são o dos “exs” maridos, namorados, com autoestima baixa ou instável, que não admitem o fim de uma relação.

Outro grupo que se destaca é o de fãs que geralmente seguem seu astro preferido em todas as suas atividades, recolhem o maior número de informações e coleciona tudo o que diz respeito a ele.

5-Quais são as peculiaridades de um stalker?

Há seis peculiaridades do stalking: invasão da privacidade da vítima, repetição de atos, dano à integridade psicológica e emocional da vítima, alteração de seu modo de vida, restrição à sua liberdade de locomoção, lesão à sua reputação.

A perseguição pode ser virtual ou real.

Gente que não aceita um “não” como resposta. Segue, assedia, perturba e até ameaça. Em casos extremos, agride ou mata.

A maioria dos perseguidores sabe ou tem alguma consciência de que seus atos são malvistos pelos outros, mas prefere isso a ser ignorado por seus alvos. Mesmo que suas tentativas de estabelecer um contato não tenham sucesso prefere continuar o assédio, alegando que existe uma ligação mágica, cármica entre eles e que ninguém pode separá-lo de seu amado (a).

Para os stalkers existe a convicção onipotente de que deve insistir junto a sua vítima até superar suas resistências, pois no fundo, no fundo, ele (ela) o (a) deseja ardentemente e igualmente. Outros acham que têm que cuidar de seu (sua) amado (a) bem de perto. Quem está na sua mira pode rejeitá-lo (la), sem que ele (ela) aceite suas escusas ou recusas.

Eles são pessoas que se sentem infelizes, deprimidos e/ou ansiosos. Muitos são reincidentes, trocam algumas vezes de objeto de desejo, que pode ser uma celebridade qualquer como o papa, políticos, desportistas, cantores, atores etc. e o amor obsessivo desencadeado pode não ser necessariamente de natureza sexual. Alterações na química do cérebro foram detectadas nos indivíduos que sofrem desta forma de patologia.

6-Quais são os efeitos sobre as vítimas?

Ainda pouco conhecido no Brasil e sequer levado a sério pela maioria das pessoas, o stalking tem efeitos perversos sobre as vítimas e os criminosos, ao contrário do que se pensa, têm alto potencial de violência.

A saúde física da vítima é sempre comprometida, seja pela ação do stalker que finalmente atinge seu ápice depois da desumanização e da caçada, seja por reações psicossomáticas. Entre os danos físicos mais típicos dos stalkers estão: hematomas, queimaduras, ferimentos de arma branca e ferimentos de arma de fogo.

Os psicossomáticos são: sensação de perigo iminente, desconfiança, hipervigilância, sentimento de abandono, falta de controle, comportamentos de evitamento de outras pessoas, confusão, desânimo e, em casos mais graves, aumento do consumo de álcool, aumento do consumo de tabaco, aumento do consumo de medicação, depressão, tentativas de suicídio, insônia, pesadelos, fraqueza, cansaço, exaustão, náuseas, dores de cabeça, distúrbios digestivos, problemas de apetite. Muitas vítimas também mudam a aparência física, cortando e/ou tingindo o cabelo, engordando, emagrecendo, mudando o estilo.

Em todos os casos de stalking a vítima se vê obrigada a mudar sua rotina, mudança de emprego, mudança do número de telefone, residência, carro ou cidade, redução dos contatos sociais, evitar contatos sociais, evitar atividades sociais, redução na produtividade profissional, acadêmica ou escolar, faltas no emprego, redução dos rendimentos financeiros devido a faltas ou evitar contato com pessoas, necessidade de reforçar medidas de segurança, como mudar fechaduras, adquirir alarmes, adquirir armas, aprender a manusear armas, aprender técnicas de defesa pessoal.

7- No Brasil  existem leis específicas contra stalkers?

Aqui no Brasil, praticamente não há punição para os stalkers. Eles são enquadrados na Lei de Contravenções Penais e, na prática, são liberados para continuar a atormentar livremente suas vítimas.
8-Quais as recomendações finais?

A sua privacidade deve pesar mais do que tudo. Em sites de redes sociais como Facebook  sempre vasculhe as configurações. Lá, devem estar opções de privacidade, ou seja, quais contatos podem ter acesso às suas informações pessoais.

Mas mesmo com as configurações de privacidade, não se sinta blindado. A princípio, seus dados estão seguros em uma rede confiável, mas há a chance de eles vazarem, por exemplo, se um dos contatos da rede tiver seu perfil invadido.

Além disso, a maioria de casos de stalking envolve pessoas conhecidas entre si. “Ex” de um relacionamento turbulento são casos clássicos, por exemplo. Uma pesquisa nos Estados Unidos revelou que stalkers desconhecidos representavam apenas a minoria dos casos.

Tome cuidado com o que publica. O conteúdo da internet é indexado, ou seja, disponibilizado por anos por qualquer mecanismo de buscas. Um stalker usará tudo o que pode contra você, logo, é necessário medir as consequências de suas publicações.

Não se pretende  dizer que você deve se sentir sempre ameaçado, com medo de publicar informações, de maneira alguma. A peça-chave é o bom senso. Sempre pese o que você ganha e o que pode perder ao disponibilizar informações pessoais na internet.

Lembre-se de que a grande rede é uma faca de dois gumes: há o lado rápido, prático e ótimo para a comunicação, mas há também o lado perigoso da maldade de muitas pessoas. A verdade é que eles estão sempre à frente, buscando maneiras de quebrar a privacidade de suas vítimas. Portanto, faça o possível para se antecipar a eles.

1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    Na politica tem gente assim. Não aceita que o outro ganhou de espécie alguma, inclusive aqui em Araguari tem gente assim.

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