Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
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Neuropsi – LUTO

sex, 25 de agosto de 2017 05:21

Abertura-neuropse

1) Como lidar com o luto assim que ele ocorre?

Vivendo o luto, não há outra forma. O luto é um conjunto de reações fisiológicas e emocionais à uma perda significativa, geralmente a morte de um ser querido, mas que também pode ser reação à perda de outra pessoa, animal, fase da vida, status social, objeto de estimação etc.

Há cinco fases no processo da aceitação da morte e da vivência do luto: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e finalmente, a aceitação ou a conciliação.
Não existe despertar da consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando ao limite do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma.  Mas, ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim ao se conscientizar da escuridão. Aqui no caso, ao se conscientizar do luto, da perda e da necessidade de reestruturar a vida a partir de um novo contexto, que é a aceitação da ausência de um ente querido. Não há como passar pelo processo de luto sem se conscientizar da dor da perda.

2) Após a perda da dor, como voltar a rotina e como se restabelecer?

Através da superação e aceitação do fato ocorrido, não há outro caminho. Mas, superar não é esquecer. Significa aceitar e continuar a viver. A superação só se dá a partir de um longo processo e ela não significa esquecer, fingir que não aconteceu ou ainda não sentir dor quando lembrar.

Geralmente o tempo que a maioria das pessoas levam para lidar com a ausência do ente falecido, gira em torno de um a dois anos. Uma boa maneira de restabelecer a rotina é trabalhando. Porque o trabalho impede a pessoa render-se a paralisia, ao desânimo e principalmente, a não justificar o fracasso pela ausência do ente querido. Mas, cuidado para não se enganar. Há pessoas que se entregam de uma forma tão profunda a rotina estafante de trabalho, que na verdade ela acaba por adiar e não viver o tempo do luto, tão necessário para superá-lo.

O trabalho deve entrar nesse contexto como uma tarefa que auxilia a pessoa a continuar a rotina de sua vida, não como simples evitação da tomada da consciência da dor. Cada um demonstra a dor a seu modo. Retomar a sua vida não significa, necessariamente, que a pessoa tenha superado, mas sim que ela continua a viver. O trabalho, bem dosado é uma forma de continuar a viver.

3)Em relação as crianças e jovens como lidar com a escola e com a dor da perda em uma fase tão prematura?

O luto para crianças, embora não possam compreender o significado da morte antes dos três ou quatro anos, eles podem sentir a perda de parentes próximos da mesma forma que os adultos, podem chorar e sentir uma grande angústia. Porém, em crianças, diferentemente dos adultos, as fases do luto podem transcorrer mais rapidamente. Em idade escolar as crianças podem experimentar o sentimento da culpa mais intensamente, podem se sentir responsáveis pela morte de um parente próximo e, dessa forma, necessitar de uma atenção mais especial.
Os jovens podem não falar ou se queixar de sua dor, com medo de adicionar sofrimentos adicionais aos adultos à sua volta. Assim, um apelo especial se faz sobre o sofrimento das crianças e adolescentes e de suas necessidades diante do luto. Em geral a recomendação psicológica é para que escolares e adolescentes devam ser naturalmente incluídos na cerimônia funeral.

4)Quando o luto passa a ser considerado um problema?

Geralmente, as pessoas estão presas a um estado prolongado de sofrimento. Ou seja, sofrendo por no mínimo um a dois anos.

Em outras palavras, torna-se um problema, quando a pessoa não entra na fase final do luto, chamada de aceitação ou conciliação que é, resumidamente, desapegar-se da pessoa que morreu e iniciar um novo tempo de vida. É importante ressaltar que na fase de reconciliação o sentimento de perda não desaparece completamente, mas ele é atenuado e as crises de pesar, antes intensas, tornam-se menos frequentes e mais suaves. À medida que o enlutado começa a integrar-se a vida novamente, emerge a esperança de continuar a viver. É possível perceber que, embora a pessoa que morreu jamais virá a ser esquecida, a vida pode e deve continuar a ser vivida.

5-Como tratar o luto?

O luto vira o mundo da pessoa de cabeça para baixo e é uma das experiências mais dolorosas.

Como forma de ajudar uma pessoa enlutada a encarar melhor a morte, pode-se ressaltar o caráter de “fim de sofrimento” de algumas mortes ou mesmo estimular certas crenças espirituais positivas, independentemente da religião do indivíduo. Outra possibilidade é associar a morte a um descanso, tranquilidade, paz, retorno para a natureza, parte natural do ciclo da vida e continuidade da pessoa através de seus descendentes.
Mas as pessoas não devem fugir de seus sentimentos. Não há como escolher não sofrer. Chorar é o melhor remédio. É importante falar sobre o luto, porque ele será o principal assunto que estará no pensamento por algum tempo. Deve-se dar tempo ao tempo; nunca se deve estimular alguém a “sair” apressadamente do seu luto. O psicólogo é um profissional capacitado que não irá ignorar a sua dor, apressar sua recuperação a qualquer custo, nem julgá-lo.

Cada um precisa de um tempo variável para lidar com essa difícil situação que a vida nos impõe e este intervalo deve ser respeitado pelos que estão próximos a quem está sentindo essa falta.

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