Terça-feira, 25 de Junho de 2019
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Neropsi – Luto Infantil

qui, 7 de fevereiro de 2019 05:43

Abertura-neuropse

1-Como agir com a criança mediante a morte de um ente querido?

As perdas e a morte fazem parte do desenvolvimento humano desde o nascimento até o fim da vida. A criança pequena pode viver experiências de morte, mas ainda não sabe que da morte ninguém volta, e que essa acontece com pessoas queridas (pais, avós, amiguinhos, animais de estimação). Por isso são importantes esclarecimentos e a acolhida dos sentimentos. Os adultos familiares (pais, tios, avós, professores) são modelos para a criança, um porto seguro. Essas primeiras experiências deixarão marcas profundas na vida de cada um de nós.

As crianças são mais vulneráveis aos efeitos das perdas, pois estão se desenvolvendo cognitivo e emocionalmente. É necessário que suas perdas sejam acompanhadas pelos adultos e que esses acolham a criança nesse momento delicado, evitando e prevenindo assim, prejuízos e sequelas no psiquismo da criança, para toda vida.

2-Quando chega o momento de falar sobre a morte com as crianças, os pais se enchem de dúvidas: deve-se  contar que algum familiar está muito doente e pode morrer? Como explicar o que é uma perda como essa?

A primeira atitude é contar a verdade. É preciso explicar para a criança o que é a morte. Deve-se dizer que faz parte do ciclo da vida, que é inevitável.

A morte não deve ser explicada para a criança através de metáforas, tais como: “virou estrelinha”, “está dormindo”, “foi viajar”, “foi para o céu”, “Deus levou”, pois como a criança não tem consolidado as capacidades de pensamento abstrato, ela vai interpretar tudo ao pé da letra. Ou seja, vai pensar que virou estrelinha mesmo! Quem viaja, geralmente volta. E a criança também pode pensar ‘por que ele não se despediu de mim?

Não se deve esconder nem limitar informações sobre a morte para a criança. Ela deve ser familiarizada e preparada para este aspecto da vida, para que desse modo, possa adquirir as competências necessárias a superação dos sentimentos de perda e luto futuros. Deve ser permitido a criança sentir as tristezas e desesperanças reais, sem empurrá-las para um estado de falsa alegria e esquecimento.

Deve-se inserir as crianças nas conversas e discussões sobre o morto, para que ela não sinta-se sozinha em sua dor, oferecendo a ela, o conforto de um luto compartilhado; pois, a família deve ser sua fonte de confiança e apoio, auxiliando a criança a ultrapassar os sentimentos negativos que vierem em decorrência da perda e ajudando-a a crescer e amadurecer.

3-Como é o processo de luto na criança?

O processo de luto tem diversas fases. Assim como os adultos, as crianças passam por isso também. Começa com a negação, passa por uma época de muitas perguntas, depois por uma tristeza profunda, e só então chega à aceitação. Portanto, se você está preocupada por seu filho estar mais agressivo ou mais isolado depois de uma perda, saiba que esse comportamento é normal. Se, por exemplo, a criança chora à noite, antes de dormir, é algo natural nesse processo e até uma maneira de defesa. O alerta só vale em caso de exagero, quando a tristeza passa a atrapalhar o dia a dia.

Mais uma vez, e sempre, a conversa é o mais importante. Quando o caso é de alguém doente, a preparação deve começar ainda no leito do hospital (ou em casa).

Se o hospital permitir a entrada de crianças, elas devem, sim, visitar o doente. É uma maneira de fechar um ciclo e de a criança vivenciar os últimos momentos com aquela pessoa querida. Os pais precisam, no entanto, tomar certos cuidados. As visitas não devem atrapalhar a rotina e também não dá para voltar do hospital e deixar seu filho sozinho ou ocioso sendo preciso conversar, explicar o que está acontecendo, e depois, propor alguma outra atividade. Os livros, desenhos e filmes são bons aliados nessas horas.

Outra maneira de confortar a criança é definir um “objeto de amor”. Assim como os chamados objetos de transição, pode ser uma peça de roupa, um objeto pessoal, acessório ou até mesmo um livro que tenha ligação com a pessoa que morreu. Ou então, um livro ou filme que serviu de amparo nesse momento. Esse objeto é o que vai representar o vínculo com aquela pessoa que seu filho perdeu e pode dar uma sensação de segurança. É algo que ajuda a não se sentir muito sozinha. No caso de morte de pais ou mães, principalmente, esses objetos são muito importantes.

4-Como seria o tratamento da criança enlutada?

A psicoterapia para crianças, também conhecida como ludoterapia, utiliza desenhos e atividades lúdicas, pois a fala ainda é difícil para que elas expressem seus sentimentos. Os livros também são importantes para ajudar a elaborar o luto. Em muitas histórias, a criança pode se identificar com os processos vividos pelos personagens. A indicação deve ser feita com cuidado e não substitui o contato com pessoas, mas pode ser excelente complemento, principalmente quando as histórias são lidas e compartilhadas com outras crianças e adultos. Filmes que abordam o tema da morte e do adoecimento podem ser utilizados nas escolas e pelas famílias. Há clássicos como Bambi, Rei Leão e Rochedo Gibraltar.

Estas são algumas das propostas que permitem que a morte, numa sociedade que a nega, possa ser melhor compreendida por crianças vivendo situações de perda e morte.

 

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