Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Meio Desligado – O ENEM deveria acabar

qui, 16 de novembro de 2017 05:11

meio desligado

Pelo menos como porta de entrada para universidade, sim. Mas entendo aquele que depende dele para avançar nos estudos, que passou os últimos anos se preparando, noites sem dormir, ansiedade em véspera de prova… milhões de jovens à mercê não só do exame, como também, por consequência, do seu conteúdo.

Dentre os vários motivos pelos quais considero o Enem um absurdo é a impossibilidade de precisar a nota. É matematicamente impossível recorrer de algum erro na prova, visto que o sistema de pontuação é confuso e impreciso. A nota de cada área de conhecimento varia conforme o grau de dificuldade da questão, e ainda depende de uma consistência geral das respostas. Além dos pesos diferentes, a nota, que deveria variar de 0 a 1000, pode passar de 1000. Ah, isso sem contar o sistema para “detectar chute”.

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Além disso, é o Enem o guia nos estudos dos jovens. Vai cair no Enem? Ele estuda. Se não cai, deixa de ser prioridade. Isso não seria tão mal se o conteúdo cobrado, principalmente na área de saberes humanos, fosse algo um pouco mais consistente e de qualidade reconhecidamente universal. Mas não, é ideologia de esquerda pura e simples.

Em outros anos essa tendência esteve mais forte na prova. Talvez temendo instabilidades, o governo do presidente Temer, que não goza muito de popularidade, tenha maneirado um pouco a mão. Vale mencionar ainda o avanço que foi a decisão da ministra Carmen Lúcia, de impedir que a nota da redação fosse zerada se o candidato ferisse os “direitos humanos”, ainda que não fique claro de fato o que seria definido como “direito humanos.”

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Se por um lado não tivemos toneladas de Marx, por outro, tivemos Gregório Duvivier (oi?quem?), Racionais e, claro, Chico Buarque. Ou seja, uma puxada de sardinha para uma produção cultural ideológica de um determinado grupo. Ah, teve também Frida Kahlo, que virou um ícone feminista, mas que suas qualidades como artista são bastante superestimadas. Ou seja: se quer tirar nota boa no Enem, tem que devorar autores de esquerda e produções culturais com esse viés.

Poucos são os estudantes de personalidade que conseguem perceber essas nuances, ainda mais antes dos 18 anos. Época em que o professor passa nos fatos históricos aquele verniz do clichê de rebeldia contra o sistema e liberdade adolescente. Cheguei a estudar para o vestibular da UFU numa época em que havia um pouco de ideologia, mas também havia mais exigência e comprometimento com o saber universal. Literatura brasileira então, só autores clássicos, daqueles que você não entendia bulhufas e tinha que reler e ler de novo.

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Agora vejam a decadência. É praticamente um insulto considerar que a capacidade intelectual é limitada ao nível de interpretar um texto do Gregório Duvivier. Isso sem falar nos Racionais, a poesia do mano Brown, que denuncia as injustiças do sistema, enquanto ele se cobre de ouro e faz shows para playboyzinhos cobrando 3.500 reais o camarote.

“Ah Talita, mas você quer autores de direita na prova?”. Não mesmo. Uma prova que testa conhecimentos deveria exigir conhecimentos gerais, e não específicos de uma ideologia x ou y. Enquanto isso, esse sistema de entrada no vestibular continua interferindo na vida de milhões de pessoas, sem que alguém tenha sequer condições para se posicionar contra.

2 Comentários

  1. Rodrigues disse:

    Não concordo, e achei as justificativas um tanto superficiais.

  2. anonimo disse:

    tens razão, tem viés de doutrinação sim, e de esquerda !!

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