Domingo, 21 de Abril de 2019
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Meio Desligado – Manifesto ou pedido de bom senso

qui, 11 de janeiro de 2018 05:59

meio desligado

Na cerimônia do Globo de Ouro, atrizes se vestiram de preto para protestar contra agressões sexuais na indústria do entretenimento: o protesto faz parte do movimento Tim’s Up, apoiado por 300 atrizes. A onda de denúncias foi desencadeada pelo episódio Harvey Weinstein, em que grandes atrizes de Hollywood, como Angelina Jolie, relataram ter sido vítimas do produtor. Desde então, diversas denúncias tem sido temas de tabloides.

Na França, um grupo de intelectuais e artistas publicou no “Le Monde” uma espécie de manifesto contra o puritanismo sexual que se instaurou após o caso. O texto é assinado por várias personalidades francesas, como a atriz Catherine Deneuve, a cineasta Brigitte Sy e a escritora Catherine Millet.

Manifesto ou pedido de bom senso

Manifesto ou pedido de bom senso

 

A proporção de determinadas atitudes masculinas tidas como assédio é criticada. “O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista.”

“Desde o caso Weinstein houve uma tomada de consciência sobre a violência sexual exercida contra as mulheres, especialmente no âmbito profissional, onde certos homens abusam de seu poder. Isso foi necessário. Mas esta liberação da palavra se transforma no contrário: nos intima a falar como se deve e nos calar no que incomode, e aqueles que se recusam a cumprir tais ordens são vistos como traidores e cúmplices,” afirmam.

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Aparentemente, houve um esforço da mídia em criar um antagonismo diretamente proporcional entre os dois movimentos, quando na verdade, o manifesto francês é apenas um pedido de bom senso. Existem sim muitos casos como o de Weinstein, que chegou a prejudicar a carreira profissional de mulheres que se recusavam a se relacionar com ele. Mas no geral, as acusações públicas, na mídia ou redes sociais, retiram o direito de defesa do acusado e comprometem reputações. E se ele for inocente? Basta uma palavra da “vítima” para que a acusação seja tomada como verdade absoluta.

Esses dias um amigo meu, na casa dos vinte e poucos anos, disse que não sabia ao certo se poderia se aproximar de uma garota, sem que isso fosse considerado assédio. Alguns dirão, que absurdo! Pode ser que um homem confunda os sinais e diga algo mais direto, ou tente um beijo. Isso é assédio? O tão famoso episódio da entrevista com Vin Diesel, foi assédio? Termos como “boy lixo”, “embuste” e piadinhas com “hétero” são gírias atuais da internet que refletem esse clima.

Não é certo colocar uma cantada de pedreiro no mesmo grau de um estupro. Tratar essas condutas menores, ainda que desagradáveis, como algo maior, é o mesmo que minimizar um estupro. O manifestado francês vem justamente nesse sentido, para impedir que haja exageros.

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Outro ponto extremamente importante abordado pelo artigo diz respeito a produção cultural. O protagonismo feminino, assim como o protagonismo negro, deve ser obtido pelo merecimento do indivíduo, independentemente de sua cor ou sexo. Quando a sociedade começa a ser dominada por esse clima de homem abusador, começa a acontecer um esforço para empurrar esse tipo de pensamento “goela abaixo” ou então censurar e boicotar tudo aquilo que não esteja no mesmo alinhamento ideológico. Recentemente, fãs de Star Wars comentaram que uma das novas protagonistas se tornou jedi num passe de mágica, sem precisar passar por árduos treinamentos. Manchetes alardearam o cinema de 2017 dominado pelas mulheres.

Na carta, as artistas afirmaram que essas delações diminuem ao invés de aumentar a autonomia das mulheres, além de encarnar um ódio aos homens e à sexualidade, bem como representar pensamentos semelhante aos de extremistas religiosos. Assino em baixo.

 

2 Comentários

  1. PAULO SÉRGIO FERREIRA disse:

    Ótimo conteúdo: bem estruturado, reflexivo, atual e instigante.

    Concordo também que para tudo nesta vida há limites, extensíveis à compreensão média de todos. Ultrapassá-los, irresponsavelmente, é arcar com suas consequências e punições. Usá-los, porém, como suporte para projetos vis e oportunistas, tanto para homens como para as próprias mulheres, é tão recriminável quanto a este excesso.

  2. PAULO SÉRGIO FERREIRA disse:

    Ótimo conteúdo: bem estruturado, reflexivo, atual e instigante.

    Concordo também que para tudo nesta vida há limites, extensíveis à compreensão média de todos. Ultrapassá-los, irresponsavelmente, é arcar com suas consequências e punições. Usá-los, porém, como suporte para projetos vis e oportunistas, tanto para homens como para as próprias mulheres, é tão recriminável quanto a prática deste excesso.

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