Domingo, 21 de Abril de 2019
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Meio Desligado – A MPB está regredindo?

qua, 20 de dezembro de 2017 05:45

meio desligado

“Caramba! É tanta bunda, polpa, bum bum granada e tabaca q (sic) a impressão q (sic) dá é q (sic) a MPB regrediu pra (sic) fase anal. Eu, hein?” twittou Lulu Santos nesta segunda-feira (18). O comentário foi feito no mesmo dia em que Anitta lançou o clipe de “Vai Malandra”. Pronto, estava instaurada a polêmica. Bastou alguns minutos para que o cantor, que sem dúvida é um dos melhores letristas do Brasil, fosse alvo de críticas nas redes sociais, principalmente de fãs da cantora.

Lulu Santos

Lulu Santos

 

“A MPB não regrediu amore, só tá (sic) mostrando a realidade de uma classe q (sic) sempre foi excluída, isso sempre existiu mas no passado os holofotes estavam em cantores classe média que (sic) cresceram dentro do apartamento e escreviam músicas dentro do condomínio. Deixa a favela ter voz.”

Não sei o que foi mais deprimente no episódio. Se é o fato de opiniões como está que coloquei acima se reverberarem e terem um apelo de verdade absoluta, ou se foi o Lulu Santos voltar atrás e ter que rasgar seda dizendo que sua crítica não foi para a Anitta, e que gosta do trabalho dela. É evidente que o clipe motivou o desabafo. E Lulu Santos tem cacife para tal afirmação. Gravou hits eternos do pop brasileiro e ainda fez parcerias com cantores de diversos estilos, mostrando que nunca teve preconceito com a boa música, seja ela de onde for.

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Se antes os Mamonas Assassinas agradavam pelos palavrões e duplos sentidos, agora já nem isso é mais necessário. O sentido é explícito, vulgar e escancarado. E ruim. Ai de quem não concordar com que funk é cultura. Rapidamente é acusado de querer “silenciar a favela”. Os defensores do feminismo são os mesmos que defendem letras que de tão depreciativas, acho melhor nem as mencionar nesta coluna. Mas você, caro leitor, com certeza deve ter escutado alguma coisa parecida no trânsito, ou de vizinhos.

Parece até repetitivo e piegas, mas sem dúvida, necessário falar que a internet tem contribuído para a ignorância generalizada. Saberemos exatamente o grau deste estrago, que parece ser profundo, em poucos anos.

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O termo MPB é bem geral, abrange de Tropicália a Roberto Carlos. Regrediu? Sem dúvida. Este é um fenômeno que começou após a Segunda Guerra, apontado pela Escola de Frankfurt. Os teóricos Adorno, Horkheimer e cia, apesar da tendência ideológica, acertaram ao analisar a industrialização da cultura, e a cultura de massa como obstáculo que impede o indivíduo tenha contato com sua verdadeira essência.

A favela não tinha voz? Erradíssimo. Música clássica vem da elite, e não deixa de ser boa por isso. O caminho também pode ser inverso. A arte não pode se prender a esse discurso social pequeno e tapado. Não só no Brasil, mas em outros países como os Estados Unidos, a população excluída exerceu foi precursora de diversos estilos. O blues, o soul, o rock… não existiriam se não fosse inclusive pelo protagonismo de músicos negros. Voltando a nossa terra…o que dizer de Cartola? João do Vale? Tom Zé? Dominguinhos? Está no Google, é só pesquisar.

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